A Malásia anunciou novas regras para regular a movimentação de chips de Inteligência Artificial (IA) de alto desempenho provenientes dos Estados Unidos, em um novo desdobramento da disputa tecnológica entre EUA e China. A partir de agora, qualquer entrada, saída ou trânsito desses semicondutores pelo território malaio exigirá autorização prévia das autoridades locais
De acordo com comunicado divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Ministério de Investimento, Comércio e Indústria da Malásia, indivíduos ou empresas deverão notificar as autoridades com pelo menos 30 dias de antecedência sobre qualquer movimentação de chips que não estejam listados na atual “lista de itens estratégicos” do país. O objetivo, segundo o governo malaio, é coibir tentativas de driblar os controles internacionais de exportação e conter o comércio ilícito.
“A Malásia se mantém firme contra qualquer tentativa de burlar os controles de exportação ou se envolver em atividades comerciais ilícitas por parte de qualquer indivíduo ou empresa, que enfrentará medidas legais severas se forem flagrados violando as leis”, diz a nota oficial publicada na Reuters.
Restrições comerciais de IA
A decisão acontece em meio à intensificação das restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, especialmente contra a China. O governo americano já limitou a exportação de chips de última geração, como os produzidos pela NVIDIA, considerados fundamentais para o avanço da Inteligência Artificial e da computação de alto desempenho.
Em março, o jornal Financial Times revelou que os EUA vinham pressionando países do sudeste asiático, incluindo a Malásia, a reforçarem os controles sobre semicondutores de ponta para impedir que esses componentes cheguem ao mercado chinês por rotas alternativas.





