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Liderança humanizada forma colaboradores melhores (tanto no pessoal quanto no profissional)

Liderança humanizada forma colaboradores melhores (tanto no pessoal quanto no profissional)

Quatro mulheres cheias de experiência contam sobre suas carreiras e o processo de liderança, dando uma aula do que não fazer aos gestores que estão por vir

No mundo em constante evolução dos negócios e da liderança, a figura do líder vai muito além do simples comando e direção. Não se trata apenas de liderar, mas de ensinar e inspirar, moldando não apenas resultados, mas também o desenvolvimento pessoal e profissional da equipe. Esse assunto foi abordado no painel “Muito mais que liderar: ensinar e transformar”, do CONAREC 2023.

Mediado por Mari Palma, jornalista e apresentadora da CNN Brasil, o debate entre três mulheres trouxe para discussão experiências sobre como inspirar, cobrar, ensinar, e o mais importante: o que elas não queriam ter passado enquanto ainda não eram líderes.  Essa abordagem transformadora não só impulsiona o crescimento das empresas, mas fortalece os laços entre líderes e colaboradores, promovendo uma cultura de aprendizado contínuo e inovação.

Liderar é mais que gerir pessoas e administrar recursos

“Quando que vocês perceberam que liderar era mais do que gestão de pessoas e recursos, era sobre inspiração?”, essa foi a pergunta de Mari Palma para a abertura do painel. Nina Silva, CEO do Movimento Black Money & D’Black Bank, explica que liderar não é um ser, mas um estado. “A liderança inspiracional é mostrar o que vai além dos números. Entendi quais tipos de líderes eu não queria no meu caminho e quais me moveram para frente, me desafiando”, conta. “Para mim, ser a referência vem do que eu tento ‘estar’ líder e liderar junto com os outros”, complementa.


CONAREC 2023
Acompanhe a cobertura completa!


Nathalia Arcuri, CEO do Me Poupe!, traz uma visão diferente de finanças do que muitos estão acostumados a pensar. Para ela, o assunto nada tem a ver com números, mas com comportamento, por isso foi muito difícil encontrar uma liderança que fizesse sentido. “Eu não tive exemplos de liderança, eu sabia o que não queria fazer, mas não tinha uma cartela do que seguir”, desabafa. Ela não desistiu, e acabou inventando seu próprio método de lidar com esse mundo novo de ser líder – mesmo que não desse certo a longo prazo. “Inventei meus próprios sistemas de dinâmica de recompensas, tudo errado, mas era só isso que eu sabia. E não tem problema”.

Liderar é um processo, e o jeito do outro não é necessariamente como você precisa agir, avalia Nathalia. “E os exemplos te guiam para onde você não quer ir”, acrescenta Mari Palma, deixando claro que nunca esteve num cargo igual ao das convidadas, mas que já se viu em situações semelhantes.

Mulheres em cargos de liderança ainda são minoria, e para Silvia Penna, diretora-geral da Uber Brasil infelizmente tende a fazer com que a gente tente imitar um modelo masculino de gestão. “Mas esquecemos que nem sempre replicar algo conhecido é o melhor a se fazer”, pondera, “quando me tornei líder, queria mostrar resultados e me mostrar forte. Eu não demonstrava fragilidade nenhuma, mas com o tempo percebi que mostrar fragilidade e vulnerabilidade cria empatia no outro“.

Inspirar é ensinar – e também cobrar

A performance faz parte da inspiração, destaca Silvia Penna. “Isso é muito importante, porque quando avaliamos um colaborador é sempre como ele chegou lá e o que ele fez. As duas coisas têm que caminhar juntas”, completa. Assim como diz o ditado, ‘o combinado não sai caro’, Nina Silva acredita que a cobrança deve ser alinhada na hora em que o funcionário é contratado. “Nossos contratos têm início e fim, se eu estou cobrando é porque isso foi alinhado anteriormente e cabe no resultado do que essa pessoa se comprometeu a realizar.” Para ela, cogitar que as metas sejam atingidas só acontece se elas foram previamente combinadas com o restante do time. “Transparência é a chave”, adiciona.

“Quanto mais clareza houver desde o dia em que as pessoas chegam na sua empresa, isso fica naturalizado com o decorrer do tempo. É um processo que precisa ser revisto o tempo todo”, agrega Nathalia Arcuri, que acredita que a cobrança profissional é um ato de dignidade. “Quando eu cobro, eu permito que a pessoa seja digna de evolução, que ela entenda a responsabilidade que lhe cabe. Ao não cobrá-la, eu tiro isso dela”.

O que faltou no meu líder foi…

Finalizando o bate-papo, Mari Palma quis saber o que as empresárias achavam que faltou no líder delas quando eram mais novas. As respostas não foram nada chocantes – apenas mais do mesmo do dia a dia de mulheres no ambiente corporativo. “Queria ter ouvido que é normal ter ansiedade para fazer escolhas, e que eu podia ter focado mais em desenvolver habilidades que eu não tinha na época e me faltam hoje”, conta Silvia Penna.

No caso de Nina Silva, as coisas eram um pouco piores pelo fato de, além de mulher, ser preta. “Empatia, humanidade… faltou tudo isso. Queria que não tivessem feito piada com meu cabelo, que não insinuassem que eu, quando fui estudar na Europa, estava indo só para encontrar marido”, explica. “Mas tudo isso é um pedaço de mim, e que faz eu pensar no que não quero ser hoje como líder humanizada“, finaliza.

“Acho que no meu caso faltou respeito. Ambientes tóxicos, machistas, isso fez parte da minha carreira. Eu queria não ter sido assediada sexualmente, ter meus atributos físicos respeitados, ter recebido um salário digno, não ter sido levada à exaustão”, conclui.

Por fim, a mensagem que todas essas executivas – muito bem-sucedidas em suas áreas de atuação – é de que o respeito e a ética não se compram, e cada vez é mais essencial que as novas lideranças carreguem esses valores em suas bagagens.



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