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Liderança exponencial: cinco provas de que o líder do futuro é humano

Liderança exponencial: cinco provas de que o líder do futuro é humano

Autora que atua no Vale do Silício, Tonia Casarin defende um novo perfil de liderança que foca em resultados, mas colocando as pessoas no centro
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Depois de passar uma década trabalhando com inteligência emocional, desenvolvimento de liderança e comportamento humano e investigando as habilidades essenciais para que líderes possam desempenhar seus papéis nas organizações e na sociedade, Tonia Casarin, autora best-seller, chegou à conclusão de que já é hora de um novo modelo de gestão aflorar.

Em um mundo em que as mudanças acontecem rapidamente, sai de cena a liderança pautada no comando e controle para alcançar resultados, e ganha força a que foca em como atingir essas metas, mas colocando as pessoas no centro. É esta a ideia que ela defende em seu novo livro “Liderança exponencial: A transformação humana é o motor dos líderes do futuro”.

Tonia, que é mestre em Liderança com foco no desenvolvimento de Competências Socioemocionais pela Universidade de Columbia, Nova York, pesquisadora e palestrante – já se apresentando duas vezes no TEDx – e hoje atua como consultora no Vale do Silício, acredita que quanto mais a evolução tecnológica se acelera, mais as pessoas têm que se tornar humanas.

“Não existe transformação digital sem transformação humana”, defende. Nesta entrevista, ela sintetiza as principais ideias do seu livro, aponta cinco provas de que o líder do futuro é humano e dá sugestões de como começar a mudança agora.

O que é uma liderança humana

“A liderança humana significa escolher investir no ser humano de forma ampla, para que ele se torne tanto um profissional, quanto um indivíduo e cidadão melhor”, conceitua Tonia Casarin.

Da mesma maneira, líderes humanos são aqueles que estão em busca de se tornarem a melhor pessoa que podem ser, construindo melhores organizações, criando e nutrindo relacionamentos positivos e produtivos e desenvolvendo sua contribuição e legado para o mundo. Além disso, segundo ela, estes líderes não fingem ser quem não são.

Este novo perfil de gestão e de gestores vem se fazendo cada vez importante com o avanço de um cenário dominado pela tecnologia, embora ainda haja um caminho a percorrer para a mudança de paradigma. Em suas pesquisas, a autora se deparou com muitos líderes presos à busca “mecanizada” por resultados a qualquer custo, pressionados por processos, números e metas inalcançáveis.

“A maioria das lideranças atuais vivem rotinas tão presas ao excesso de racionalidade que deixam as métricas de resultado comandarem seu coração e seu corpo. Sentem-se exaustas o tempo todo e ainda sofrem as consequências com o desequilíbrio de todas as áreas da vida. São profissionais super bem-sucedidos, porém infelizes, sem um propósito claro e se sentindo vazios”, compartilha a consultora do Vale do Silício.

Por isso, ela ressalta ser tão urgente a valorização das habilidades sociais e emocionais e a adoção do papel de uma liderança verdadeiramente humana, voltada às pessoas. “Sem a integração entre nossos objetivos profissionais e nossa humanidade, não nos sentiremos completos nunca”, diz.

Cinco provas de que o líder do futuro é humano

Em seu livro mais recente, Tonia Casarin defende a importância de uma liderança humana e lista cinco provas de que o líder do futuro é humano. São elas:

Produtividade

Um ambiente humanizado, que preza pelo bem-estar da equipe, torna as empresas mais produtivas do que práticas de liderança baseadas no conceito de controle e eficiência a qualquer custo.

“É legítimo buscar produtividade e eficiência, mas a verdade é que a maneira como estamos trabalhando não funciona mais. Salário, estabilidade e diversos outros benefícios já não mais os únicos critérios para diferenciar um bom emprego de um ruim, as pessoas estão buscando algo além”, argumenta.

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Retenção de talentos

Construir significado no trabalho é uma vantagem competitiva na busca e retenção dos melhores talentos. Por sua vez, os talentos têm relação direta com a performance e o desempenho dos negócios. Segundo Tonia Casarin, a maioria das organizações descobre que seus indicadores aumentam à medida que os colaboradores se reconhecem no propósito da empresa.

Cultura colaborativa da empresa

“Em uma empresa, a colaboração pressupõe a criação de uma cultura mais aberta e empoderada e a existência de uma estrutura multiorganizacional em que todos são ouvidos e suas ideias consideradas. É o contrário do sistema de comando e controle”, defende.

Neste sentido, o papel do líder é propor a instauração de ambientes mais colaborativos, reforçando que o princípio faça parte da cultura da empresa.

Desenvolvimento de carreiras

Um modelo de gestão mais humanizado mostra como as lideranças pensam e reconhecem cada integrante da equipe, ajudando-o a se desenvolver de maneira ampla, tanto na vida profissional quanto na pessoal.

Este impulsionamento faz com que cada colaborador se arrisque a tentar coisas novas, que podem mudar não só sua carreira, mas trazer resultados à organização. “É papel do líder humano capacitar e investir nos talentos”, comenta.

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Compaixão como força positiva

Uma liderança humana traz reflexos para os próprios líderes – que se sentem menos sozinhos, são melhor vistos e reconhecidos, constroem relacionamentos mais positivos e demonstram melhor entendimento da empresa – e para os colaboradores – que se sentem em um ambiente seguro, onde não têm medo de se mostrar vulneráveis.

Dessa maneira, para Tonia Casarin, fica fácil perceber como a compaixão é uma força positiva nas organizações e uma competência fundamental no mundo que está se desenhando para o futuro.

Líderes humanos na prática

Segundo a autora e palestrante, a liderança humana é uma tendência que veio para ficar. Por isso, as empresas que não se adaptarem poderão perder talentos e ficar para trás na performance financeira. Os jovens, principalmente, são os que mais procuram ser valorizados no ambiente profissional e não toleram mais culturas tóxicas, que não permitam seu desenvolvimento.

Então, para fazer a ideia funcionar, o primeiro passo é entender que a real liderança não é acidental, mas sim intencional. Depois, é colocar uma gestão voltada às pessoas em prática.

“A liderança humanizada reconhece sua responsabilidade em ser um vínculo positivo, é vulnerável e comprometida em ser um pouco melhor hoje do que foi ontem, com todos da sua equipe. Acredito que, como líderes, precisamos cultivar a esperança, o sentimento de quem verdadeiramente acredita que é possível tornar realidade aquilo que desejamos”, finaliza.


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