Em dezembro de 2013, o fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos, fez uma projeção otimista: a entrega por drones seria uma realidade em 2018.
Ao 60 Minutes – tradicional programa de entrevistas da rede norte-americana CBS -, Bezos disse (1’55”) que “em quatro ou cinco anos” os drones já entregariam pequenos pacotes. O próprio executivo classificou a previsão como otimista. No mês de vencimento da projeção do CEO da Amazon, vemos que superar os obstáculos regulatórios e as questões de segurança é um desafio até para o homem mais rico do mundo.
Amazon Prime Air
A Amazon diz que ainda está avançando com os planos de usar drones para entregas rápidas, embora a empresa esteja evitando prazos fixos. No site dedicado ao projeto “Amazon Prime Air”, a empresa diz que “um dia, ver os veículos Prime Air será tão normal quanto ver caminhões em rodovias”.
O programa da gigante varejista já fez algumas entregas. Há dois anos, no dia 7 de dezembro de 2016, a empresa realizou a primeira entrega com um drone. O pedido demorou 13 minutos para chegar até a casa de um consumidor em Cambridge, na Inglaterra.
A promessa é que os drones da marca façam entregas de até 2,2 kg. Cinco países receberam centros de desenvolvimento do programa Prime Air: Estados Unidos, Inglaterra, Austria, França e Israel. A promessa é que, quando os drones finalmente decolarem para entregar os pacotes para os consumidores, todo o processo seja concluído em 30 minutos ou até menos.
Sistema operacional do Drone da Amazon durante voo / Crédito: DivulgaçãoA Amazon está testando designs diferentes de drones. Alguns mais rápidos e outros podem voar mais alto. As aeronaves conseguem desviar de obstáculos no chão e no ar. Para receber os pacotes, os consumidores precisam delimitar uma área de pouso para o drone em suas propriedades.
Para cumprir a promessa de realizar entregas em menos de meia hora, a Amazon participa de um debate sobre a regulação da atividade. A necessidade de ter uma área de pouso para drone nas residências acendeu uma discussão sobre privacidade. “Estamos trabalhando com órgãos reguladores e a indústria para criar um sistema de gestão de tráfego aéreo que vai reconhecer quais drones decolaram e a quem eles pertencem”, diz a empresa.
Enquanto as regras estão sendo escritas, as empresas contam com isenções da FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos).





