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Como a inflação afeta o consumo?

Como a inflação afeta o consumo?

Dados de pesquisas norte-americano apontam tendência de impacto em todo mundo

Diariamente nos deparamos com notícias sobre a inflação mundial, e o impacto dela no dia a dia do consumidor. Após a remissão da pandemia da covid-19, alguns setores, como do lazer e os ligados à experiência, obtiveram um crescimento. No entanto, com os atritos mundiais, retomaram a queda com o início das altas dos preços, turbulências de commodities e incertezas na economia.

Além dos problemas ambientais que afetaram a agropecuária mundial, a Guerra na Ucrânia elevou o preço de grãos, gás e outros suplementos importantes na economia. O conflito, que já dura seis meses, fez os índices de inflação de 2022 estourarem a meta de teto de todo o mundo.

Leia mais: A guerra é híbrida: uma análise sobre os ciberataques à Ucrânia

Mas no Brasil, esse cenário tem sido atenuado. Segundo o IBGE, o IPCA reduziu 0,68% em julho em relação a junho, por conta da diminuição do combustível, mas ainda acumula 10,08% nos últimos 12 meses. O Boletim Focus de agosto, divulgado pelo Banco Central no dia 15, projeta o fechamento de 2022 com um aumento de 7,02%.

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Quem gastou mais?

O ano de 2022 se iniciou com muitas expectativas, o que ampliou o consumo de produtos nos primeiros meses do ano. De acordo com o artigo “How US consumers are feeling, shopping, and spending—and what it means for companies”, da McKinsey Global Publishing, o perfil de consumo mesmo na crise é de jovens adultos e ricos, sendo 17% da geração Y e 16% com alta renda. Segundo estudo “Inflation pushes people to the pandemic playbook”, da eMarketer, os jovens não têm deixado de comprar por conta das altas dos preços e 27% utilizam cartão de crédito para consumirem.

Há sinais crescentes de que a inflação está pressionando as famílias de baixa renda, principalmente porque as altas dos preços em insumos alimentares têm corroído os salários dessa faixa de renda.

A inflação e o grande corte

De acordo com o estudo da eMarketer, os norte-americanos estão sentindo a crise como no auge da pandemia da covid-19. Por isso, as famílias estão cortando gastos. A maior redução foi de 51% em jantar fora. O sistema delivery de comida também sofreu corte de 37% e a compra de mantimentos em 30%. Conforme o artigo “How inflation is flipping the economic script”, da McKinsey, a raiz pode estar em 2021, quando ocorreu seca e outros problemas ambientais que interferiram diretamente na cadeia de suprimentos mundiais.

Esses desafios fizeram com que março de 2022 contabilizasse o maior Índice de Preços de Alimentos, da FAO, em dez anos. Esse índice que reflete a variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de alimentos mais comercializados está caindo mês a mês após o ápice, mas ainda continua 13,1% maior que em julho de 2021. A queda demonstra reduções nos preços internacionais de óleos vegetais, cereais e açúcar, enquanto os preços dos laticínios e carnes aumentaram.

Como a inflação impacta o entretenimento e lazer

Devido a onda de inflação, o entretenimento e viagens acabaram ficando em segundo plano do orçamento dos norte-americanos. O levantamento da eMarketer mostra que houve um corte de 47% dos gastos com esses setores. No estudo da empresa de estatística alemã Statista, a redução concentra em cinema, shows, eventos esportivos e baladas.

E engana-se quem pensa que as assinaturas de streaming estão ilesas, os norte-americanos cortaram 30% dessas inscrições, de acordo com a eMarketer. Este dado é confirmado pela 23º Global Entertainment & Media Outlook, pesquisa encomendada pelo Instituto americano PwC, que mostrou que haverá uma queda de 6,8% de redução em assinaturas de streaming nos Estados Unidos nos próximos cinco anos impactada pela inflação, valores e gastos pessoais. Outros fatores como exigência de mercado e ampla concorrência são importantes na decisão de pagar um canal. Essa tendência deve impactar os brasileiros também.

Comprando menos

Vestuário e brinquedos são os itens que também tiveram um corte alto, de 47%, segundo a eMarketer. Medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no Brasil, a inflação tem incidido no setor. Em julho, os preços de vestuário acumularam alta de 9,77% e o de brinquedos 12,77%, sendo que o agasalho feminino bateu 22% em um ano.

De acordo com McKinsey Global Publishing esta alta global pode estar associada ao aumento dos insumos e a retomada do consumo após a pandemia. Produtos de casa e de cuidados pessoais foram impactados com uma queda de 37% e 26%, respectivamente.

No artigo The impact of consumers shifting spending from goods to services, da eMarketer, a diferença do varejo na crise deste ano em relação a 2021 é que hoje se tem estoque, produto nas prateleiras, o que faz as empresas quebrarem a cabeça para serem notados. Já durante a pandemia, a produção foi comprometida.

Leia mais: A importância da gestão de estoque para os tempos de crise

Estratégias promocionais é uma forma de converter o estoque parado. O lado de incentivo para esse setor da economia é utilizar as análises de IA para ajustar as vendas com as previsões dos dados. Essa calibragem no software junto com o afinamento da análise pode, segundo a empresa americana, gerar mudanças importantes, minimizando o excesso de estoque futuro.

Efeitos nos salários

Não é novidade nenhuma que a consequência principal da inflação é a corrosão dos salários, fazendo com que as famílias gastem apenas com o essencial. Conforme o relatório da McKinsey, os salários dos países da OCDE estavam seguros até a pandemia. Após a estabilização da economia, ocorreu a reinflação, incidindo no poder de compra. Agora, vemos a reviravolta em todas as nações. No Reino Unido, por exemplo, a inflação corroeu 8% da remuneração.

E é assim que a bola de neve se faz. O relatório prevê queda drástica do PIB de todos os países em 2022, exceto da Arábia Saudita, que detém boa parte da produção e exportação do petróleo mundial.

Superando a crise

A inflação é uma realidade, mas as empresas estão mobilizadas em utilizar a tecnologia, CRM e Big Data para ajustar as previsões de vendas futuras. É um período em que se deve fazer testes.

Segundo o diretor de operações da Divino Fogão, Emiliano Silva, o mercado brasileiro se comporta diferente do norte-americano, mas a rede traz novas alternativas que caibam no bolso do cliente. “Novas formas de servir e de venda, como buffet, prato feito, à la carte, delivery e marmitex, dando opções ao cliente de saber quanto custará determinada refeição para evitar a insegurança no momento do consumo”, relata Emiliano Silva.

O diretor de operação exalta a resiliência e o empreendedorismo do mercado brasileiro, apesar das previsões pessimistas para os próximos anos.

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