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Indústria cresce pelo 3º mês seguido em julho, com alta em quase todos os setores

Indústria cresce pelo 3º mês seguido em julho, com alta em quase todos os setores

Produção de veículos, produtos metalúrgicos e setor extrativo apresentaram as maiores altas
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A indústria brasileira apresentou crescimento pela terceira vez no ano no mês de julho, 8% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

No início do ano, com as medidas de enfrentamento da pandemia, a indústria registrou perdas recordes. Em março, a retração foi de 9,3% e em abril, 19,5%. Os índices começaram a melhorar em maio, quando foi registrada alta de 8,7% na produção, seguido de um junho com 9,7% de crescimento.

Média anual ainda é baixa

Em março, mês de início das primeiras medidas de isolamento social, a produção industrial sofreu substancialmente com a paralisação de fábricas, redução de jornada de trabalho, férias coletivas e funcionamento apenas dos setores essenciais.

Embora tenha apresentado crescimento no último trimestre, no balanço de 2020 o índice ainda é de baixa: 9,6%. Na amostra dos últimos 12 meses, a queda é de 5,7%.

Na comparação entre julho deste ano e julho de 2019, apesar de apresentar o maior crescimento após a retomada, índice de produção industrial ainda é 3% mais baixo em relação ao ano passado.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, esse índice e o patamar abaixo do ano passado mostram que ainda há espaço para recuperação.”Observa-se uma volta à produção desde maio, e é um crescimento importante, mas que ainda não recupera as perdas do período mais forte de isolamento”, afirma

Gráfico do setor industrial mês a mês: IBGE

Setor de veículos foi o que mais cresceu

Dos 26 setores pesquisados, 25 apresentaram crescimento. Destaque para o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, que registrou alta de 43,9%.

Também mostraram crescimento de destaque a metalurgia (18,7%), e as indústrias extrativas (6,7%), de máquinas e equipamentos (14,2%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,8%), de outros produtos químicos (6,7%), de produtos alimentícios (2,2%), de produtos de metal (12,4%), de produtos de minerais não metálicos (10,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (29,7%), de produtos de borracha e de material plástico (9,8%), de produtos têxteis (26,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,8%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,0%), de produtos diversos (27,9%) e de bebidas (4,6%).

O único setor que não apresentou melhora foi o de impressão e reprodução de gravações, com queda de 40,6%. “É uma atividade que se caracteriza por um comportamento volátil mesmo. Caiu em julho, mas havia avançado 77,1% em junho”, explica Macedo.

Índice de grandes categorias econômicas da indústria

No recorte por grandes categorias, todos mostraram ascensão, com o ramo de bens de consumo duráveis puxando a lista, com a maior taxa positiva do mês 42%. Ainda assim, o segmento se encontra 15,2% abaixo do patamar de fevereiro último.

Os setores produtores de bens de capital (15,0%) e de bens intermediários (8,4%) cresceram acima da média geral da indústria. Já o de bens de consumo semi e não duráveis (4,7%) registrou o crescimento menos intenso entre as categorias econômicas.

Esses três segmentos também apontaram expansão pelo terceiro mês consecutivo e acumularam nesse período ganhos de 70,5%, 21,1% e 24,0%, respectivamente, mas ainda assim, permanecem abaixo do patamar de fevereiro deste ano.


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