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Índice da FecomercioSP que mede a intenção de consumo das famílias se mantém estável em outubro

Índice da FecomercioSP que mede a intenção de consumo das famílias se mantém estável em outubro

Segundo a Entidade, o paulistano está mais otimista em relação ao futuro do mercado de trabalho

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) permaneceu estável em outubro, mantendo os mesmos 87,5 pontos de setembro. Contudo, em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 9%, quando o índice marcava 80,3 pontos.

O ICF é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa insatisfação, e acima de 100, satisfação em relação às condições de consumo.

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Dos sete itens analisados, três obtiveram aumento, três retraíram e um se manteve estável. O item Perspectiva profissional foi o que apresentou a maior elevação (3,3%), passando de 111,8 pontos em setembro para 115,5 pontos em outubro. A assessoria econômica da Entidade ressalta que esse foi o item mais bem avaliado do ICF, e com a maioria dos paulistanos (54%) respondendo que acha que o responsável pelo domicilio terá alguma melhoria profissional nos próximos seis meses. Há um ano, esse porcentual era de 47%.

De acordo com a Federação, os paulistanos não mudaram sua percepção de segurança sobre o quadro atual do mercado de trabalho. O item Emprego atual se manteve tecnicamente estável nos 110,1 pontos (-0,1%). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 6,8%. Mesmo com a estabilidade, o item está acima dos 100 pontos, ou seja, a maior parte dos paulistanos está segura no emprego.

O item Renda atual apontou segunda alta consecutiva. Em outubro, houve aumento de 2,5% no contraponto mensal, passando de 95,6 pontos em setembro para 97,9 pontos em outubro. Em relação ao mesmo mês de 2017, a alta foi de 9%. Entretanto, continua no patamar de insatisfação, abaixo dos 100 pontos.

Já o item Nível de consumo atual retraiu 2,1%, ao passar de 60,3 pontos em setembro para 59 pontos em outubro. No entanto, na comparação com o mesmo mês de 2017, houve aumento de 13%. É a pior pontuação do ano – 55% dos entrevistados estão comprando menos do que há um ano. A FecomercioSP estima que as famílias estejam com dificuldade de aumentar o seu consumo no curto prazo, apesar da melhora da avaliação sobre a renda e de questões profissionais.

Outra retração foi notada no item Acesso a crédito, com o recuo de 1,1%, voltando aos 84,7 pontos. Ainda está melhor do que há um ano, quando o patamar apontava os 78,2 pontos. No momento, 43% das famílias dizem estar mais difícil conseguir empréstimo para compras a prazo. Com a alta taxa de desemprego, aumenta o risco de inadimplência e se torna mais difícil contrair crédito.

O item Momento para duráveis também sofreu forte queda (-6,8%) e atingiu 56,6 pontos, o item com pior avaliação do ICF no mês. Foi o quesito com o menor avanço na comparação anual (1,8%). Ou seja, praticamente o mesmo porcentual (69%) considera um mau momento para compras de bens como geladeira, fogão, televisão etc.

Faixa de renda
Na análise por faixa de renda, os resultados foram divergentes, assim como no mês passado. O grupo de famílias com renda abaixo dos dez salários mínimos (SM) obteve leve alta de 0,7%, passando de 85,2 pontos em setembro para 85,8 pontos em outubro. Entretanto, o grupo com renda superior a dez SM sofreu queda de 1,9%, atingindo os 92,5 pontos em outubro, ante os 94,3 pontos de setembro. Apesar do recuo, esse segundo grupo ainda é o que apresenta menor grau de insatisfação com as condições econômicas de suas famílias.

De acordo com a FecomercioSP, apesar da melhora no sentimento em relação a emprego e renda, as famílias ainda estão endividadas e com dificuldade de pagar as contas em atraso, o que limita a capacidade de consumo. Além disso, a inflação está um pouco mais elevada, e o crédito, mais seleto. Esse aumento anual do ICF é o que vai colaborar para o esperado crescimento das vendas do varejo do último bimestre, mas ainda a um ritmo lento.

Segundo a Entidade, o ICF não consegue avançar e estaciona aguardando o momento pós-eleição. Enquanto não houver geração de emprego de forma mais consistente, o índice continuará próximo aos 90 pontos, e o mercado de trabalho só ficará mais aquecido quando os empresários tiverem clareza e estabilidade econômica.

Metodologia
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego atual; perspectiva profissional; Renda atual; Acesso ao crédito; Nível de consumo atual; Perspectiva de consumo; e Momento para duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos é considerado insatisfatório e acima de 100 pontos é denotado como satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias e para as instituições financeiras.

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