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Empresas mais valiosas do Brasil e do mundo mostram que o futuro é digital e da IA

Empresas mais valiosas do Brasil e do mundo mostram que o futuro é digital e da IA

Nubank, Apple e NVIDIA alcançam novos ares e valores com expectativas de digitalização e transformação pela IA.
Nubank, Apple e NVIDIA alcançam novos ares e valores com expectativas de digitalização e transformação pela IA.
Foto: Shutterstock.
O Nubank ultrapassou a Petrobras e se tornou a empresa mais valiosa do Brasil, com valor de mercado de US$ 77 bilhões, impulsionado pela expansão de seus serviços e entrada no mercado dos EUA. Globalmente, a Apple atingiu US$ 4 trilhões e a NVIDIA US$ 5 trilhões, simbolizando o domínio da Inteligência Artificial na nova economia digital. Esses recordes refletem otimismo e também desafios sobre a sustentabilidade e maturidade do modelo econômico baseado em IA.

O Nubank ultrapassou a Petrobras em valor de mercado, tornando-se assim a empresa mais valiosa do Brasil. O valor de mercado da fintech é avaliado em US$ 77 bilhões. Na sequência, estão companhias mais tradicionais: Itaú Unibanco, Vale e BTG Pactual. Já na América Latina, o Mercado Livre segue na liderança, com um valuation estimado em US$ 116 bilhões.

Na mesma semana, a Apple foi a terceira empresa de capital aberto no mundo a atingir o valuation de US$ 4 trilhões, atrás apenas da NVIDIA e da Microsoft. Falando na gigante liderada por Jensen Huang, a maior fabricante de chips de IA foi a primeira não só a atingir os US$ 4 trilhões, mas também estreou a marca de US$ 5 trilhões de valuation.

Os resultados evidenciam um novo momento do mercado global. Não faz muito tempo que as empresas mais valiosas eram representadas por negócios tradicionais e com legados enraizados, como bancos, indústrias, montadoras e do setor de telecomunicações. Agora, o digital e a Inteligência Artificial dominam um cenário marcado pela demanda dos consumidores por mais praticidade, personalização e agilidade.

Expansão do Nubank

O Nubank vive uma fase de expansão de negócios e segmentos em seu ecossistema. É o caso do cartão Ultravioleta, o mais exclusivo da fintech com uma atualização de benefícios, um novo programa de fidelidade, o Nucoin, expansão do portfólio de criptoativos, tag para pagamento automático de pedágios e estacionamentos, e mais.

Além disso, em setembro, o banco digital solicitou uma licença para ofertar produtos financeiros no mercado dos Estados Unidos. Caso aprovada, o Nubank criará uma subsidiária da holding em território norte-americano, liderado pela cofundadora e atual diretora da Nu Holdings, Cristina Junqueira.

A fintech, que nasceu com a proposta de oferecer uma alternativa digital e mais flexível em relação aos bancos tradicionais, já conta com quase 123 milhões de clientes em três países: Brasil, México e Colômbia.

Apple ressurge com IA

Na terça-feira (28), a Apple se tornou a terceira empresa no mundo a atingir o valor de mercado de US$ 4 trilhões. A conquista acontece após um período um tanto turbulento para a empresa de tecnologia. Com diferentes players anunciando grandes lançamentos no território da Inteligência Artificial generativa, a Apple ainda tinha que mostrar que veio a jogo dessa nova era.

No entanto, após o lançamento do novo modelo do iPhone, o 17, e com a forte demanda pelos aparelhos, as preocupações de investidores e do mercado em relação a esse possível atraso foram apaziguadas. Segundo dados da Counterpoint, o dispositivo superou em 14% a demanda dos primeiros 10 dias do lançamento de seu antecessor, o iPhone 16.

A nova geração ganhou recursos de Inteligência Artificial, que incluem tradução em tempo real de ligações telefônicas e no FaceTime, assim como em mensagens de texto. Ainda, a Apple lançou o primeiro iPhone Air, a versão mais fina do smartphone e, segundo a empresa, a mais durável – devido a uma proteção adicional e acabamento de titânio – e com consumo de energia mais eficiente. Ainda, os novos AirPods Pro 3 contam com recurso de tradução simultânea, possibilitada pela IA.

NVIDIA lidera o mercado da IA

Já a NVIDIA se tornou a primeira empresa pública no mundo a ultrapassar a marca de US$ 5 trilhões de valuation. A novidade acontece após o CEO, Jensen Huang, comentar a expectativa da empresa de atingir US$ 500 bilhões em vendas de chips de IA. Além disso, o executivo anunciou a construção de sete novos supercomputadores nos Estados Unidos voltados a segurança, energia e ciência. E, claro, as novas máquinas serão alimentadas por GPUs da NVIDIA.

Na terça-feira (28), a empresa também anunciou o investimento de US$ 1 bilhão na Nokia. Se no passado a empresa era conhecida por seus celulares indestrutíveis, hoje se especializou em infraestrutura tecnológica para internet e telecomunicações. A parceria, segundo comunicado das duas empresas, marca “o início de uma era da IA nativa e wireless”. Oferecendo, assim, a fundação para as experiências e serviços alimentados por IA.

Otimismo e cautela

Com as novas valuations, fica evidente o otimismo do mercado global sobre o potencial da Inteligência Artificial em revolucionar indústrias em todo o mundo. Enquanto negócios ainda buscam gerar ROI com a tecnologia, as expectativas seguem em alta.

Os recordes de valor de mercado revelam, contudo, mais do que entusiasmo. Simbolizam uma transformação na própria lógica de valor. Agora o protagonismo está nas mãos de quem cria e controla a infraestrutura digital e cognitiva do mundo. A NVIDIA fornece a base tecnológica que alimenta a IA. A Apple traduz essa potência em experiência cotidiana. E o Nubank transforma tecnologia em relacionamento e inclusão financeira. O valor, portanto, passa a ser medido pela capacidade de integrar inovação, dados e experiência humana.

Mas o avanço também levanta questionamentos sobre a sustentabilidade desses resultados. Os valuations bilionários e trilionários refletem não apenas desempenho atual, mas uma aposta coletiva no futuro – e em um futuro que ainda precisa provar sua rentabilidade. Há desafios energéticos, regulatórios e de maturidade tecnológica a serem enfrentados, especialmente no campo da IA. Nesse sentido, a ascensão dessas companhias sinaliza não apenas o início de uma nova era digital, mas também o teste definitivo da solidez desse novo modelo econômico.

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