A estratégia da Huawei para o desenvolvimento de áudio passa, antes de tudo, pela comunicação de curta distância. Esse é o pilar central de todo o ecossistema da empresa, especialmente após o período de sanções enfrentado a partir de 2019.
A exclusão temporária do Bluetooth Special Interest Group acelerou a decisão da companhia de investir em uma tecnologia própria, culminando na liderança da aliança NearLink a partir de 2020.
Diego Marcel, gerente de Relações Públicas da Huawei no Brasil, detalha que o NearLink não apenas surgiu como resposta a um contexto externo, mas se consolidou como uma das tecnologias mais adotadas do mundo.
Hoje, mais de 1.200 empresas utilizam o padrão, impulsionado por ganhos claros em estabilidade, eficiência energética e capacidade de conexão simultânea, o que o torna especialmente relevante para aplicações em áudio de alta qualidade.
“É por isso que, lá em 2020, a Huawei começou a liderar a aliança NearLink e, hoje, é uma das tecnologias de comunicação em curta distância mais usadas do mundo”, comenta.
Qualidade sonora e experiência sensorial
No campo do áudio, a diferença técnica do NearLink se traduz em mais banda, menor latência e maior estabilidade. Diego destaca que o protocolo L2 HC 5.0, presente nos firmwares mais recentes, entrega uma taxa de dados significativamente superior à de soluções concorrentes, permitindo um nível de fidelidade que vai além do padrão Hi-Res.
“E, para nós, isso é muito importante, porque o nosso protocolo L2 HC 5.0, o último que foi lançado no firmware, entrega 4,6 Mbps de informação”, explica.
A proposta da Huawei não se limita a números técnicos. A ideia é oferecer uma experiência perceptível tanto para especialistas em áudio quanto para usuários comuns. A separação mais clara entre voz e instrumentos, aliada a antenas de banda dupla e três modos de recepção, contribui para um som mais agradável e fiel à gravação original.
“Com essa qualidade, conseguimos entregar um resultado mais rico, com muito mais informação. É possível ter um som mais agradável e perceptível”, frisa Diego. “Os nossos produtos são desenvolvidos para dar separar a sensação de um áudio muito mais agradável”, completa.
Selo de excelência
Todo esse conjunto tecnológico culmina no selo Huawei & Sound, lançado recentemente como uma chancela de qualidade. Diego explica que o selo é resultado da integração entre tecnologia e arte, com sete centros globais de pesquisa e desenvolvimento e a validação de especialistas do Conservatório Central de Música de Beijing.
“Todos os produtos que têm o selo Huawei & Sound entregam a melhor experiência em áudio para o consumidor. É a união de tecnologia e arte”, pontua.
Novo FreeClip 2
A grande novidade da marca, apresentada por Michelle Moreira, gerente de Marketing da Huawei Brasil, é o Huawei FreeClip 2.
Leve, discreto e com proposta fashion, o modelo open ear chega ao mercado como uma das principais apostas da companhia para o trimestre, com preço sugerido de R$ 1.299. Além disso, é resultado de um trabalho intenso de design que reduziu peso e dimensões em relação à geração anterior, sem comprometer a qualidade sonora.
“Nós trabalhamos no design para fazê-lo cada vez mais confortável, enquanto balanceia com um áudio que é perfeito”, explica.
Michelle detalha que o fone pesa apenas 5,1 gramas, distribuídos de forma estratégica em três partes, com revestimento em silicone suave à pele. Até mesmo a almofada traseira foi redesenhada, com redução de 11%, reforçando a proposta de conforto para uso prolongado.
O design em forma de alça é revestido em silicone macio, pensado para oferecer conforto e suavidade ao contato com a pele. No Brasil, o FreeClip 2 está disponível nas cores branco, preto e azul.
“Esses 5,1 g são distribuídos nas três partes centrais do produto: a almofada externa, a parte de áudio com alto-falante e a conexão dessas três partes, que agora vem ainda mais confortável’, explica.

Um dos maiores desafios dos fones open ear é garantir qualidade sonora sem o encaixe dentro do canal auditivo. Para isso, a Huawei investiu em um driver de duplo diafragma, que amplia a potência sonora e melhora a clareza e a nitidez do áudio.
O sistema utiliza o ar como meio de transmissão do som e conta com um processador com Inteligência Artificial dedicado ao ajuste dinâmico de áudio e chamadas, de acordo com o ambiente.
Além disso, o fone utiliza ondas sonoras reversas, que se cancelam mutuamente e reduzem o vazamento de áudio, evitando que pessoas ao redor escutem o conteúdo reproduzido. Isso garante chamadas mais discretas, mesmo em ambientes públicos.
“O grande segredo aqui é o driver de duplo diafragma. Ele combina o ar com mais potência, que é o meio de transmissão do som utilizado pelo FreeClip, e permite melhorar o som e trazer mais clareza e nitidez”, relata.
O modelo traz também controles por gesto, resistência à água e ao suor, longa duração de bateria e integração total com Android e iOS via aplicativo próprio.
O FreeClip 2 é o primeiro TWS da Huawei equipado com chip AI NPU, responsável por interpretar o ambiente ao redor e adaptar automaticamente o volume e a qualidade sonora. Em locais barulhentos, o áudio se ajusta para manter a compreensão, especialmente em chamadas, um dos pontos centrais do produto.
O modelo tem três microfones embutidos, que captam tanto a voz do usuário quanto os sons externos, permitindo uma adaptação mais precisa.
Entre os recursos inteligentes, o FreeClip 2 identifica automaticamente qual fone está no ouvido esquerdo ou direito, sem marcações físicas. Gestos com a cabeça permitem atender ou rejeitar chamadas, enquanto o controle de volume pode ser feito diretamente pela almofada. Caso o fone caia, um som de alerta ajuda o usuário a perceber e localizar o dispositivo.
Além disso, o modelo oferece até 38 horas de bateria com o estojo e 9 horas de uso contínuo.
“Ele é um fone que une esporte, tecnologia, muito estilo e design. É muita engenharia investida em um produto tão pequeno e um produto tão único, com um design tão especial”, finaliza Michelle.





