O faturamento do varejo no Estado de São Paulo caiu 5,7% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo pesquisa divulgada hoje (13) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
A receita mensal atingiu R$ 38,5 bilhões no mês. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz). Como os dados mensurados pela Secretaria demoram a ser compilados, há um atraso na divulgação.
A queda, segundo a Federação, deve-se a instabilidade da renda, emprego, inflação e crédito. O recuo foi generalizado, atingindo oito das nove atividades pesquisadas, com destaque para concessionárias de veículos, que apresentaram a maior queda
no mês, de 20,8%; lojas de móveis e decoração, que registraram recuo de 18%; e lojas de vestuário, tecidos e calçados, com retração de 13,8%.
Neste caso, a queda apresentada nas vendas desse segmento mostra que os esforços em recuperar a receita por meio de liquidações e promoções não surtiram efeito.
O segmento de autopeças e acessórios também apresentou recuo, de 11,6%. Já o segmento de supermercados se manteve estável, com leve queda de 0,1%. Apenas o segmento de outras atividades apresentou leve aumento, de 0,4%.
Diante desses resultados, a Fecomercio projeta uma queda de 4% nas vendas. Para 2015, o recuo pode ser de 5%.
Dia das Mães
Assim como outras entidades, a Federação divulgou ontem (12) o desempenho do varejo paulista no Dia das Mães e, como esperado, ele não foi positivo. A queda verificada pela federação, junto a Boa Vista SCPC, foi de 1,2% na comparação com 2014.
Segundo e Federação, este é o primeiro recuo para a data desde 2008, quando o indicador foi criado. Em faturamento, o recuo representa uma perda de R$ 7 bilhões em relação ao ano passado.
“O movimento das vendas no Dia das Mães, portanto, segue a tendência de desaceleração do varejo como um todo e antecipa um ano de menor crescimento para o comércio. Diante do cenário econômico incerto, do desaquecimento no mercado de trabalho e da perda de poder aquisitivo dos consumidores, uma retomada da confiança ainda parece distante, comprometendo, assim, a economia e as vendas do varejo em 2015”, disse e Federação, em nota.
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