O faturamento real das micro e pequenas empresas de São Paulo do setor de comércio de São Paulo caiu 5,9% em 2014, frente a 2013. De todos os setores, esta foi a maior queda do ano. O comércio representa cerca de 40% de todas as MPEs do Estado.
O setor de serviços foi o único que apresentou variação positiva, de 6,5%. Já as MPEs de indústria apresentaram queda de 1,8%. No geral, o faturamento real das MPEs caiu 0,6% no ano passado, frente a 2013, segundo pesquisa do Sebrae-SP. Ao final do ano passado, elas tinham faturado R$ 595,3 bilhões – R$ 3,9 bilhões a menos que no ano anterior.
De acordo com a entidade, a economia, que forçou o consumo pra baixo, impactou o desempenho das empresas. Considerando as regiões, o Grande ABC teve a queda mais acentuada de faturamento, de 4,6%, em 2014. A região, que tem presença forte de empresas do setor automotivo, sofreu com o desempenho fraco da indústria.
Já as MPEs do interior de São Paulo tiveram baixa de 1,6% no faturamento. O município de São Paulo apresentou crescimento de 0,8% no indicador e a Região Metropolitana ficou praticamente estável.
?Inflação relativamente alta, aumento de juros, desvalorização cambial, piora nas condições de crédito e na confiança de consumidores e de empresários seguraram o ritmo da atividade econômica?, afirmou, em nota, o presidente do conselho deliberativo do Sebrae-SP, Paulo Skaf. ?Os pequenos negócios sentiram os efeitos dessa conjuntura e, consequentemente, seus resultados pioraram no confronto com 2013.?
Apesar desse resultado, em certo nível, boa parte dos empreendedores paulistas estão confiantes com as expectativas de faturamento para os seis meses seguintes. Cerca de 55% acreditam em estabilidade e 24% falam em melhora. Frente às expectativas de janeiro de 2014, 50% acreditavam em estabilidade e 31% em estabilidade.
Outros 16% disseram esperar um cenário negativo – o maior porcentual desde maio de 2005, quando as expectativas foram introduzidas na pesquisa. Em janeiro de 2014 eles eram 9%.
O pessimismo também é recorde quando se trata das expectativas dos empresários em relação à economia. Em janeiro, 32% afirmaram crer em piora, o dobro de janeiro de 2014, quando 16% dos entrevistados manifestaram esse sentimento. Os que preveem estabilidade são 46% em janeiro de 2015 ante 51% de um ano antes. Já os que acreditam em melhora são 15% agora; eram 25% em janeiro do ano passado.
?Com relação ao ambiente interno, 2015 será um ano de ajustes promovidos pelo governo, que poderão ter efeito restritivo sobre a atividade econômica?, afirmou, em nota, o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. ?Como os pequenos negócios têm forte dependência do mercado interno, um consumo em nível menor tende a tornar a vida das micro e pequenas empresas mais difícil neste ano.?
Leia mais





