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Os hábitos dos consumidores brasileiros em fast fashion asiáticas

Os hábitos dos consumidores brasileiros em fast fashion asiáticas

Estudo revela a ascensão das plataformas asiáticas no mercado brasileiro de moda e aponta fatores que influenciam mudanças nos padrões de consumo
Fast fashion asiáticas quais os hábitos de compra dos consumidores brasileiros
Fast fashion asiáticas quais os hábitos de compra dos consumidores brasileiros
Foto: Shutterstock.com

Nos últimos anos, os hábitos de compra no setor de moda passaram por uma transformação significativa, especialmente no contexto das tendências emergentes da moda rápida das plataformas asiáticas. O “fast fashion” ganhou notoriedade global. O cenário foi impulsionado por marcas e consumidores ávidos por novidades constantes. No centro dessa mudança está o mercado asiático, que desempenha um papel fundamental na definição das direções da moda contemporânea.

Entre o público do fast fashion asiático, as mulheres são maioria. Elas somam 42% das consumidoras de tal plataforma. Além disso, esse formato de compra é bem aproveitado pela Geração Z. Prova disso é o percentual de 48% de pessoas desse grupo que já fizeram suas aquisições. As três categorias de produto mais compradas são: roupas e acessórios, calçados e decoração. As principais razões de escolha das varejistas asiáticas são: preço, variedade e frete grátis. As principais preocupações são: tempo de entrega, qualidade, dificuldade com devolução.

As compras mais feitas em fast fashion asiáticas

Roupas e acessórios de moda estão entre os itens preferidos entre o público geral (66%). Ao mesmo tempo, esse segmento também é o mais escolhido pelos consumidores da Geração Z. Já em segundo lugar, para os clientes de forma generalizada, aparecem os calçados (30%), seguidos pelos utensílios e itens de decoração para o lar (27%) e os eletrodomésticos, telefone e informática (26%). Aparecem ainda na lista de compras mais feitas os artigos esportivos (18%), perfumaria, maquiagem e cosméticos (15%), brinquedos e hobbies (13%), peças e acessórios para automóveis (7%) e artigos para pets (6%).

entre a Geração Z, a ordem de produtos preferidos se altera. O segundo tipo de compra mais feita pelos consumidores desse grupo – eletrodomésticos, telefone e informática – apresenta uma distância percentual para o primeiro (9%). Em terceiro estão os pelos utensílios e itens de decoração para o lar, que tem o mesmo percentual de calçados (6%). Também com números parecidos, surgem em seguida na lista peças e acessórios para automóveis, brinquedos e hobbies e perfumaria, maquiagem e cosméticos, ambos com 4% de escolha entre o público Z. Por último estão os artigos para pets e artigos esportivos, com 2% cada.

“Sabemos que muitos dos consumidores dessas plataformas asiáticas são heavy users, ou seja, que compram pelo menos uma vez por semana e fazem essa compra impulsiva, frequente. Ela é muito beneficiada pela usabilidade rápida e fácil dessas plataformas. Então, eu diria que esses são os grandes trunfos das plataformas das varejistas asiáticas. Com isso, elas ganharam um grande mercado, se estabeleceram e passaram a ganhar a fidelidade e a confiança dos consumidores brasileiros”, comenta a representante da Brain Behavior.

O que motiva as compras em fast fashion asiáticas?

“O combo de investimento em marketing, além de benefícios como preço e variabilidade, contribuíram para esse grande estouro das varejistas asiáticas. Além disso, é importante destacar a questão da usabilidade das plataformas. A compra fácil e rápida, facilita para que os consumidores tenham uma compra mais impulsiva, uma compra mais rápida”, acrescenta Tiziana Weber.

O que mudou com as novas tributações?

“As novas tributações impactam principalmente os envios internacionais. Hoje, as plataformas asiáticas já têm nos seus marketplaces estabelecidos muitos vendedores brasileiros. Então, com certeza ainda é um negócio que deve se manter relevante. Depois de um crescimento acelerado, elas passam a estar estabelecidas no mercado e, com certeza, caíram no gosto dos consumidores brasileiros, que passam a ter esse hábito de compra frequente de relacionamento e confiança com as plataformas”, finaliza Tiziana Weber.

Foto: Shutterstock.com



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