Na saúde, a experiência premium deixou de ser sinônimo de uma estrutura mais bonita ou uma recepção mais humanizada. Em vez disso, assumiu o significado de profundidade. Ou seja, o quanto a empresa realmente conhece o paciente antes mesmo de ele chegar a uma unidade de atendimento.
É assim que Roberto Cury, vice-presidente de Atendimento e Experiência do Cliente da Dasa, resume esse novo momento: “Por muito tempo, a experiência premium em saúde era sobre infraestrutura diferenciada ou atendimento exclusivo. Hoje é bem menos sobre luxo e bem mais sobre entender de verdade o que cada paciente precisa”.
Como aponta o executivo, palestrante confirmado no CONAREC 2026, esse deslocamento exige uma engrenagem capaz de sustentar a personalização em escala. Trata-se de uma camada pouco visível ao paciente, mas que explica como a Dasa está buscando transformar a ideia de Experiência Infinita – a presença contínua na vida do cliente – em operação.
Saúde moderna contínua
Para Roberto Cury, a Experiência Infinita parte da premissa de que a medicina diagnóstica não deveria acompanhar o paciente apenas quando ele está doente. “A saúde moderna é contínua”, explica. “Falar em Experiência Infinita é falar da nossa capacidade de estar presente nessa jornada inteira, do nascimento até o cuidado com a longevidade, dentro de um modelo integrado de assistência.”

Na prática, essa continuidade depende de mecanismos que operam sem que o paciente precise acioná-los. Ou seja, quando surge um resultado relevante, o sistema dispara um alerta automático para o médico responsável. Enquanto isso, uma assessoria médica interna entra em contato com o profissional prescritor para agilizar o direcionamento em achados críticos.
Todo esse fluxo roda dentro do Nav Dasa. O hub digital reúne histórico, resultados, agenda e comunicação com o médico em um único ambiente. Hoje, já conta com mais de 108 mil profissionais de saúde cadastrados.
O hub ilustra bem o que separa presença contínua de continuidade real. A informação certa chegando à pessoa certa no momento certo, sem que o paciente precise administrar isso sozinho.
Integração diagnóstica

O Nav Dasa sustenta a continuidade entre exames. Já os Núcleos Especializados do Alta Diagnósticos em áreas como mama, tireoide e medicina fetal buscam resolver a fragmentação que acontece dentro de uma investigação diagnóstica. É o momento em que o paciente precisa transitar entre especialistas e exames desconectados até chegar a uma resposta.
Segundo Claudia Cohn, diretora de Relações Institucionais da Dasa e diretora executiva do Alta Diagnósticos, a criação dos núcleos partiu de diferentes fontes. É o caso do comportamento de agendamento, a taxa de retorno em determinadas especialidades e o aumento da procura por exames mais complexos em áreas específicas.
“As pessoas não procuram apenas exames, mas respostas: querem resolver suas demandas de saúde com mais rapidez, menos deslocamentos e maior coordenação entre especialistas”, explica a executiva.
É o caso do Núcleo da Memória. Em vez de se limitar à investigação de Alzheimer, a equipe formada por neurologistas, geriatras, hematologistas e geneticistas também investiga causas potencialmente reversíveis de perda de memória. Como distúrbios metabólicos e efeitos colaterais de medicamentos, que podem se manifestar de forma parecida com um quadro de demência.
A tradução do premium
A lógica do premium da Dasa precisa também se adaptar a públicos que, mesmo dentro de um mesmo território de sofisticação, querem coisas diferentes entre si. É o que acontece no Check-Up Executivo e no Check-Up Esportivo.
O primeiro realiza exames em até quatro horas, e o resultado sai com conclusão unificada e um concierge acompanha cada etapa. Nesse caso, a prioridade é conveniência e gestão do tempo, com exames e avaliações organizados para caber em uma rotina intensa. Já o segundo oferece uma leitura mais individualizada da condição física do paciente, dos seus objetivos e da segurança na prática de atividades. O que, por sua vez, exige integrar avaliação clínica, acompanhamento especializado e orientação sobre desempenho.

São dois produtos com propostas de valor distintas dentro do mesmo patamar de experiência. “A experiência premium começa pelo reconhecimento de que cada cliente valoriza coisas diferentes. Não existe uma jornada sofisticada de verdade se ela trata todas as pessoas da mesma maneira”, afirma Debora Granjeiro, diretora de Experiência do Cliente da Dasa.
A base entre os dois produtos é a mesma: excelência médica, atendimento próximo e cuidado coordenado. Mas a tradução dessa base muda conforme o que cada perfil considera relevante. “Personalizar, para nós, significa entender o contexto de cada pessoa e organizar a experiência em torno daquilo que realmente importa para ela”, resume a executiva.
O futuro da Experiência Infinita da Dasa
Segundo Roberto Cury, boa parte do que sustenta a Experiência Infinita da Dasa nunca chega ao campo de visão do paciente. Ao lado do atendimento e da jornada digital, ele cita a estrutura técnico-operacional que garante que a escala da operação – com mais de 44 milhões de pacientes atendidos por ano e mais de 450 milhões de exames processados – não comprometa a precisão de cada resultado individual.
A aposta seguinte da Dasa aponta para o envelhecimento. Segundo projeção do IBGE, a população brasileira com mais de 60 anos deve triplicar até 2050. E o gasto em saúde da faixa 50+, que já somou R$ 247 bilhões em 2024, deve crescer mais de 120% até 2044.
Assim, produtos como o Genera Aging, voltado a características genéticas associadas ao envelhecimento, e um score genético próprio em desenvolvimento para avaliar marcadores de envelhecimento celular, buscam antecipar essa curva.
A Dasa ainda estuda como levar os princípios que orientam o Alta Diagnósticos – como personalização, acolhimento, integração de dados e excelência clínica – para o restante do ecossistema. “O objetivo é compartilhar aprendizados sem perder as características e o posicionamento de cada marca”, finaliza Roberto Cury.





