Para compensar o cenário econômico negativo que se apresenta em 2015, a execução é uma ferramenta essencial para o bom desempenho do varejo no curto prazo e pode ser decisiva nos resultados. Os consumidores estão mudando os hábitos e passaram a frequentar quatro tipos de canais de compra. As informações são de um levantamento apresentado recentemente pela Nielsen, sobre as mudanças no mercado brasileiro.
De acordo com a instituição, entender o comportamento das categorias de produto, a cadeia e o consumidor facilita a tomada de decisões e a adequação dos itens no ponto de venda.
No estudo, a Nielsen agrupou os produtos em categorias por similaridades na execução. ?O varejista deve conhecer bem as categorias em que atua porque as estratégias de execução não são as mesmas. Não existe uma verdade absoluta para todo o mercado?, afirmou Glória Tittoto, analista de mercado da Nielsen.
Segundo a analista, na realização do levantamento foram construídos seis novos grupos de categorias. São eles: Benefícios Promocionados (creme dental, papel higiênico, sabonete etc.); Abastecimento (sabão em pó, carnes congeladas, leite etc.); Consumo Ocasional (uísque, chá, água de coco etc.); Básico Sofisticado (suco pronto, biscoito etc.); Impulso (chocolate, pilhas, lâminas etc); e por fim o grupo denominado Cerveja e Refrigerantes.
As diferenças entre os grupos estão nos níveis de distribuição. Os grupos de Impulso e de Consumo Ocasional são as categorias com menor distribuição e menor nível de penetração, e ainda têm grande potencial de crescimento. As categorias de Necessidades Básicas, que têm um nível de distribuição maior, é necessário que se crie alguma diferenciação para aumentar as vendas. Já as categorias de Benefício Promocionado, Básico Sofisticado e Cerveja e Refrigerantes, de acordo com a pesquisa, têm como grande driver de crescimento as fortes ações no PDV.
As alternativas a preço são formas de aumentar o consumo de todas as categorias de Necessidades Básicas por meio de estratégias de embalagens econômicas, ofertas ou reduções temporárias de preço (TPR). De acordo com o estudo, com ações de TPR a venda de refrigerante cresce 67%.
Segundo a consultoria, em um ano difícil é preciso aproveitar as oportunidades. O varejista, em parceria com a indústria, deve buscar estratégias que alavanquem o consumo de maneira mais acessível, já que nos últimos anos o consumidor brasileiro, de forma geral, passou a comprar novas categorias de produto e não quer abrir mão disso.
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