/
/
Estoque e abastecimento first

Estoque e abastecimento first

Na busca pelo "mais com menos", varejistas encontram no estoque a principal estratégia
Legenda da foto

O varejo não precisa esperar pelo Governo. Ao olhar pra dentro de casa, há muitas oportunidades para ser mais eficiente. E se existe um ponto em que é possível tirar a diferença é no estoque e abastecimento. Segundo dados da Nielsen/Neogrid, a ruptura representa 4,9% do faturamento do varejo. Por isso, a Raphaella Booz, rede de sapatos com 24 lojas, implantou há pouco mais de um ano o planejamento de compras com cálculo mensal para cobertura de estoque. ?Isso permite ao lojista fazer um ajuste acertado do que ele compra?, afirma Simone Stadzisz, diretora da rede. Agora, a compra é fracionada e é feita com base na análise do que realmente vende em cada unidade. ?Ele forma estoque com os produtos de maior giro, que permite uma reposição mais rápida?, conta a executiva.

Como resultado, a rede viu a ruptura e a sobra de estoque caírem, aumentando a receita e reduzindo os custos. Lógica parecida é a da Paquetá, também do setor calçadista. A companhia tem investido forte nessa área: foram R$ 20 milhões nos dois novos centros de distribuição, sem contar os novos módulos de sistema de estoque. ?Estamos implementando planos de sortimento que vão definir qual produto vai para cada loja e quanto dele vai?, afirma Marcos Vinicius Ravazzolli, diretor executivo de Varejo Multimarcas da companhia. ?Um dos nossos grandes objetivos é abastecer a loja unitariamente a partir do CD, via picking. Ao invés de mandar tudo, envio somente metade e evito perdas, porque o giro não é o mesmo em todas as lojas?, explica.

Além da ruptura, as perdas também fazem o varejo perder. Em 2013, elas representaram 2,31% do faturamento líquido do setor naquele ano, segundo o Ibevar (Instituto Brasileiro de Varejo e Mercado de Consumo). No Grupo Natural da Terra, com oito lojas em São Paulo e um faturamento de R$ 240 milhões, perda é um tema sensível: por se tratar de um hortifruti, esse tipo de alimento representa 40% das vendas. Ainda assim, a companhia conseguiu reduzir de 12% para 4,3% o índice em menos de quatro anos ? resultado de uma avaliação de cinco fatores: perda material, de oportunidade (aquilo que a rede deixou de ganhar), de capital, de tempo e de conhecimento.

Na prática, a varejista implantou em 2013 um projeto de redução de perdas com foco em pessoas, processos e tecnologia. ?Colocamos um sistema integrado para que todo mundo visse o mesmo número e a partir disso conseguimos iniciar várias ações, desde reformular processos básicos a adaptar a operação ao sistema?, afirma André Lucena, gerente de varejo do Grupo. A partir daí, a rede estruturou uma equipe de perdas, realizou treinamentos e implantou um sistema de mensuração, controle e gestão de cargas. ?Alinhar a visão de todo o time foi o mais difícil?, conta. A ruptura da companhia também foi atacada e, em nove meses, ela saiu de 9% para 4%. ?Também internalizamos logística e transporte, porque não precisava terceirizar, ainda mais empresa do nosso porte, além de reduzirmos despesas e o prazo de entrega, melhoramos o nível de serviço e conseguimos trabalhar melhor os gargalos?, afirma.

O Grupo Trigo, das marcas Spoleto, Koni Store e Domino?s, também aposta em um negócio mais verticalizado. A marca mantém uma fábrica própria, onde são produzidas mais de 680 toneladas de alimentos por mês, e também uma distribuidora que concentra toda a entrada para as mais de 580 lojas das marcas. ?Conseguimos usar a escala do grupo contra o impacto inflacionário?, avalia Antônio Moreira Leite, presidente do Grupo. ?Esse modelo não é obvio e confere uma flexibilidade maior para o desenvolvimento de produtos, porque não dependo de terceirizados para fornecer uma solução na velocidade que o varejo exige?, afirma. Essa agilidade ajuda a companhia a controlar melhor os investimentos de estoque bem como permite uma margem maior para os franqueados.

Leia mais ESPECIAL EFICIÊNCIA

Por que somos ineficientes?

Eficiência: exemplos de quem aposta na ideia

Fator Brasil pesa na conta da eficiência

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Antes da IA dizer o que funciona, alguém precisa imaginar o que testar
Tahiana D'Egmont conta que na Nomad, a IA já analisa campanhas, identifica padrões e acelera decisões. Mas as melhores ideias ainda nascem em uma sala cheia de gente
Não é só competência, é eixo estratégico: a visão do Grupo Almaviva para a IA
Em entrevista exclusiva ao portal CM, Valéria Sandei, fala sobre o novo papel no Grupo Almaviva como Diretora Global de IA e afirma que o próximo ciclo com essa tecnologia será definido por aplicações concretas, responsáveis e escaláveis
BMW, L’Occitane, GOL e mais anunciam novas lideranças
De indústria e aviação a tecnologia e mídia, empresas seguem promovendo mudanças em suas estruturas de liderança
Magalu capta 50 milhões de dólares junto ao BID Invest
Com prazo total de cinco anos, financiamento será utilizado para impulsionar iniciativas em tecnologia, incluindo a evolução da plataforma de marketplace e de outros serviços

Webstories

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

A IA vai acabar com o atendimento humano? Como investir com mais segurança Será que o consumidor realmente não aguenta mais tanta publicidade? O STF mudou as regras das plataformas digitais