A disputa pela atenção e pelo bolso do consumidor na era dos streamings acaba de ganhar um novo capítulo. A ESPN, braço da Disney, anunciou um acordo não vinculativo com a National Football League (NFL) para assumir o controle da NFL Network. O canal oferece uma programação 100% voltada ao futebol americano, e conta com outros ativos de mídia da liga, como o canal RedZone, que mostra os melhores momentos de todos os jogos, e a plataforma NFL Fantasy, que permite que os fãs montem seus próprios times virtuais. Em troca, a NFL passará a deter 10% de participação acionária na ESPN.
O movimento, considerado estratégico por ambas as partes, representa mais do que uma fusão de ativos. Ele sinaliza uma mudança de rota no modelo de distribuição de conteúdo esportivo nos Estados Unidos, com impacto direto sobre a experiência do consumidor.
Além disso, essa colaboração pode ilustrar um novo momento no setor de mídia. Marcas que antes competiam diretamente agora se unem para oferecer soluções mais completas, o que claramente é uma resposta ao consumidor mais exigente, digital e avesso à fragmentação.
Ampliando o alcance da NFL
Além da transferência dos ativos, o acordo inclui uma licença de uso de propriedades intelectuais da NFL pela ESPN, que poderá aplicar esses conteúdos em seus próprios canais, plataformas e serviços. A expectativa é de que a programação da liga esteja, a partir de agora, disponível em mais canais do que nunca, incluindo o futuro serviço direto ao consumidor (DTC) da ESPN, além das tradicionais operadoras de TV por assinatura, satélite e serviços de streaming.
Robert Alan Iger, CEO da The Walt Disney Company, comentou em comunicado sobre a experiência envolvente do consumidor. “A parceria entre a marca líder mundial em mídia esportiva e o esporte mais popular dos Estados Unidos abre caminho para uma experiência mais envolvente para os fãs da NFL, de uma forma que só a ESPN e a Disney conseguem oferecer.”
O que muda para o consumidor
Na prática, o acordo promete uma experiência mais centralizada para o fã da NFL. Em vez de depender de múltiplos serviços para acompanhar jogos, bastidores, estatísticas e ligas de fantasy, o usuário poderá encontrar tudo sob o guarda-chuva da ESPN, marca já consolidada no esporte e amplamente distribuída no mercado.
Entre os principais ganhos para o público, pode-se destacar a centralização do conteúdo, mais acesso amplo, uma vez que o público passa a não depender de múltiplas assinaturas específicas, além de permitir mais acessos em tempo real dos jogos.
Nos detalhes adicionais do acordo, segundo o comunicado, a ESPN pretende empregar seus recursos e expertise no desenvolvimento da NFL Network, na distribuição do RedZone Channel e na NFL Fantasy, para expandir o alcance do público, aumentar a acessibilidade e a flexibilidade para os consumidores, impulsionar a inovação e oferecer ainda mais conteúdo de alta qualidade aos fãs a preços altamente competitivos.
O novo comportamento do consumidor
As empresas estão mais atenta do que nunca ao comportamento do consumidor. Esse movimento da ESPN e NFL responde a transformações no comportamento do público em relação ao consumo de conteúdo esportivo.
Uma pesquisa recente do Boston Consulting Group (BCG) atesta que os “comportamentos dos 4S” que definem a experiência do consumidor atual – streaming, rolagem de tela, buscas e compras – transformaram a forma como as pessoas descobrem e interagem com as marcas.
Em um artigo publicado pelo Google, o streaming não se trata apenas de assistir a filmes ou ouvir música. Trata-se de consumo contínuo e personalizado de conteúdo em plataformas como YouTube, TV conectada e podcasts. Ao contrário da publicidade tradicional unilateral, as experiências de streaming são interativas, permitindo que os consumidores transitem perfeitamente da descoberta à tomada de decisão.
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