/
/
Pontos agora são patrimônio para o brasileiro, diz estudo

Pontos agora são patrimônio para o brasileiro, diz estudo

Pesquisa inédita da Livelo revela que 85% dos consumidores já consideram o saldo de pontos parte do seu patrimônio pessoal, e apresenta o novo Índice Livelo da Fidelidade (ILF), criado para medir essa transformação
Legenda da foto
Um estudo inédito da Livelo mostra que 85% dos brasileiros já enxergam os pontos de programas de fidelidade como patrimônio, não apenas como um bônus qualquer. A pesquisa revela como os novos hábitos financeiros estão transformando a percepção e interesse sobre programas de fidelidade no Brasil: 8 em cada 10 pessoas dizem se sentir mais organizadas por causa dos pontos, mas o mesmo percentual também migrou pagamentos de débito e Pix para o cartão de crédito só para acumular mais benefícios. E para medir essa transformação, a Livelo lançou um novo indicador, o ILF (Índice Livelo da Fidelidade).

Os programas de fidelidade costumavam ocupar um lugar preciso na relação de consumo. Eram tratados como um benefício, um acúmulo de pontos, um bônus… Mas o comportamento do consumidor, a economia e o mercado mudaram, e esse modelo foi impactado.

Prova dessa transformação está no estudo recente da Livelo, que mostra uma nova lógica na forma como o brasileiro se relaciona com os pontos hoje. A mudança não se refere ao produto em si.

Batizada de “A Economia Comportamental dos Pontos”, idealizada pela Livelo em parceria com o LAB Humanidades, unidade de estudos de comportamento, branding e inovação da AlmapBBDO, a pesquisa mostra que os pontos passaram a integrar o planejamento financeiro, influenciar decisões de consumo e ser percebidos como um ativo de valor pelos consumidores.

O saldo de pontos é patrimônio

Os dados revelam que, ao longo da última década, os programas de fidelidade foram repensados a partir de uma nova percepção dos consumidores. Os pontos deixaram de ser vistos apenas como uma recompensa para se tornarem um ativo com valor concreto no planejamento financeiro.

Entre os usuários, 79% afirmam que o saldo de pontos é tão real e valioso quanto o saldo em reais na conta corrente, 87% consideram o acúmulo de pontos uma forma de economia efetiva no orçamento familiar e 80% dizem que os programas de fidelidade contribuem para uma melhor organização financeira, reforçando seu papel como ferramenta de gestão das finanças pessoais.

Essa percepção também se reflete na forma como os consumidores enxergam o patrimônio construído ao longo do tempo. Segundo o estudo, 85% dos usuários de programas de fidelidade consideram o saldo de pontos um patrimônio, 84% sentem que perdem algo que já lhes pertence quando os pontos expiram e 72% enxergam esse saldo como uma espécie de reserva de emergência.

Além disso, 79% afirmam sentir maior segurança financeira ao saber que possuem pontos acumulados, e 75% acreditam que eles funcionam como um atalho para conquistar produtos e experiências que seriam mais difíceis de alcançar apenas com a renda mensal.

Novos hábitos financeiros

A pesquisa mostra ainda que essa nova percepção influencia diretamente os hábitos financeiros dos brasileiros. Oito em cada dez usuários (80%) afirmam se sentir mais organizados financeiramente graças aos programas de fidelidade, enquanto 82% passaram a acompanhar a fatura do cartão de crédito com mais rigor desde que começaram a acumular pontos.

O mesmo percentual (82%) afirma ter migrado pagamentos realizados em débito, Pix ou dinheiro para o cartão de crédito com o objetivo de potencializar o acúmulo de benefícios.

Saber usar pontos é sinal de inteligência

Além de incentivar uma gestão financeira mais planejada, os programas de fidelidade também contribuem para uma percepção peculiar sobre o comportamento de consumo.

O levantamento mostra que 80% dos entrevistados se consideram financeiramente mais inteligentes do que a média por saberem juntar pontos. Já 79% afirmam ter deixado de enxergar o cartão de crédito como um vilão, passando a utilizá-lo como ferramenta de controle e geração de vantagens.

Mais do que ampliar as possibilidades de troca de pontos, o estudo demonstra que os programas de fidelidade passaram a ocupar um espaço estratégico na gestão financeira dos brasileiros. Ao atribuir valor concreto aos pontos acumulados, os consumidores passaram a incorporá-los às decisões de consumo e planejamento, consolidando a fidelidade como uma ferramenta de geração de valor no dia a dia.

“Os programas de fidelidade deixaram de ser um ‘brinde’ para se tornarem um ativo das pessoas, influenciando decisões do dia a dia. Isso mostra que a fidelidade passou a ocupar um espaço relevante na economia das famílias e reforça a importância de oferecer um ecossistema capaz de transformar pontos em valor real para consumidores, empresas e parceiros”, afirma André Fehlauer, CEO da Livelo.

ILF: o que explica essa transformação?

Para transformar essa evolução em uma métrica permanente, a Livelo lança o Índice Livelo da Fidelidade (ILF), indicador proprietário criado para mensurar como os pontos são percebidos, utilizados e incorporados às decisões de consumo e à vida financeira dos brasileiros.

Em sua primeira edição, o índice alcançou 75,8 pontos, resultado que evidencia um estágio avançado de maturidade da relação entre consumidores e programas de fidelidade.

O ILF reúne três dimensões que explicam essa transformação comportamental:

  • Índice de Potência de Consumo (IPC), que mede a percepção dos pontos como um ativo de valor.
  • Índice de Influência Comportamental (IIC), que avalia o impacto dos programas nas decisões de compra.
  • Índice de Confiança e Transparência (ICT), que mensura o nível de confiança dos consumidores nos programas de fidelidade.

Os três subíndices registraram resultados superiores a 70 pontos — IPC (72,5), IIC (77,6) e ICT (77,4) —, patamar que caracteriza um comportamento consolidado.

Influência direta nas decisões de compra

Com 72,5 pontos, o IPC mede o quanto os consumidores percebem os pontos como um ativo de valor real, capaz de ampliar seu poder de compra e fazer parte do planejamento financeiro. O resultado demonstra que os pontos já são vistos como um recurso concreto, com valor conhecido e incorporado às decisões de consumo.

Embora o estudo mostre que ainda há espaço para ampliar sua utilização no dia a dia, a pesquisa evidencia que os programas de fidelidade deixaram de ser percebidos apenas como uma recompensa futura e passaram a ocupar um papel relevante na gestão financeira dos brasileiros.

Com a maior pontuação entre os três indicadores (77,6), o IIC mostra que os programas de fidelidade exercem influência direta sobre as decisões de compra dos consumidores.

O estudo reforça que os pontos impactam desde a escolha de marcas e produtos até a forma de pagamento e a concentração de gastos, evidenciando que a fidelidade deixou de atuar apenas no momento do resgate. Na prática, os benefícios passaram a orientar o comportamento de consumo, influenciando onde, como e quando os brasileiros realizam suas compras.

Por sua vez, o ICT alcançou 77,4 pontos, refletindo o elevado nível de confiança dos consumidores nos programas de fidelidade. O indicador avalia aspectos como transparência, segurança, previsibilidade, justiça e eficiência na resolução de demandas, demonstrando que a categoria já consolidou uma relação de credibilidade com seus usuários. Ao mesmo tempo, o levantamento aponta oportunidades para tornar regras e condições ainda mais claras, reduzindo a percepção de complexidade associada às políticas dos programas.

“Mais do que retratar o momento atual, o ILF oferece ao mercado uma referência consistente para compreender como os programas de pontos continuam transformando a relação entre consumidores, empresas e marcas”, completa André Fehlauer.

Confiança como pilar da estratégia

Os dados do estudo da Livelo descrevem um comportamento de consumo que hoje transborda para um critério central: o planejamento. Mas, por trás desse critério, existem outros dois pontos que funcionam como elo de toda essa mudança: a confiança e a transparência.

Hoje, qualquer mudança de regra mal comunicada ao cliente ou qualquer dificuldade com um serviço passa a ser sentida como uma ameaça à confiança na marca. No mercado de programas de fidelidade, isso é muito mais sensível.

O desafio dos programas de fidelidade agora não é mais convencer o consumidor de que pontos têm valor. O desafio é sustentar, com transparência e confiabilidade, uma experiência à altura daquilo que os pontos significam para o cliente. Isso exige regras e processos tão claros e simples quanto os de qualquer outra transação com outros serviços.

Ou seja, a experiência nesse produto exige entregas no mesmo ritmo e com a mesma percepção de ganho real que os pontos representam para o consumidor. Do contrário, não há quantidade de pontos que sustente essa experiência.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

A ludopatia no Brasil combina desigualdade social, paixão pelo futebol e um mercado de apostas regulamentado há pouco tempo.
O problema não é o apostador, é o cenário em que ele joga
A ludopatia no Brasil combina desigualdade social, paixão pelo futebol e um mercado de apostas regulamentado há pouco tempo.
Spotify cria selo "AI Persona": seria uma resposta à autenticidade no digital?
Diante dos avanços da IA, a transparência virou palavra de ordem em diversos setores e, na indústria da música, ela é a nova regra do jogo
Crédito virou parte da estratégia do varejo para fidelizar clientes
Mercado Pago e Grupo Carrefour ampliam serviços financeiros e usam crédito, dados e IA para fidelizar clientes e aumentar a frequência de compra
Ellen Kiss, diretora de Design do Nubank, Maximiliano Damian Rodrigues, VP e general manager do Nu Empresas, e Maristela Calazans, general manager for Global Bank Account Products do Nubank.
Como o Nubank quer construir uma love brand global
Nubank aposta em craft e IA como amplificador de contexto para não perder o que fez a marca ser amada no Brasil

Webstories

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Novas cobranças do WhatsApp Marco Legal da Cibersegurança: o que muda? A IA democratizou o cibercrime O esporte de 90 minutos ficou longo demais para o celular?