A Speedbird Aero, startup brasileira especializada em logística aérea não tripulada, anunciou a captação de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 30,2 milhões) em uma rodada de investimento-ponte, liderada pelo iFood e outros seis fundos, incluindo a Embraer via fundo MSW Capital.
O aporte visa financiar a expansão de operações, obtenção de certificações e implementação de novas rotas, como São Paulo e outras regiões metropolitanas, preparando o terreno para um novo passo ainda este ano.
Parceria e Desafios
A frota atual da Speedbird conta com 35 drones fabricados internamente, usados em entregas para iFood, navios, plataformas de petróleo e laboratórios, com mais de 10 mil horas de voo em áreas urbanas.
A parceria com o iFood, iniciada em 2019, já resultou em mais de duas mil entregas por drones em Sergipe desde outubro de 2025, cruzando o Rio Sergipe em três minutos para otimizar a última milha.
Especialistas veem no investimento um marco para a logística no Brasil. O desafio será operar, por exemplo, em cidades como São Paulo, com seu tráfego aéreo intenso. Mas isso não desmotiva a Speedbird que projeta entrega com drones em rotas de shoppings a condomínios da cidade.
O futuro do delivery
No final de 2025, durante o Media Tech Day, o iFood já deixava claro o potencial dessa parceria com a Speedbird. O que se revelou uma das grandes apostas da companhia para 2026, entre outras iniciativas com IA.
Hoje, o equipamento utilizado pela plataforma de delivery pode transportar até 5 kg e realizar até 280 entregas diárias. Em um das rotas, o drone conecta o Shopping Rio Mar, em Aracaju, à Barra dos Coqueiros. Um trajeto que por terra é de 36 km, pelo ar soma apenas 4 km em entregas de 30 minutos.
Já ADA, robô autônomo desenvolvido pela startup Synkar, retira os pedidos diretamente na praça de alimentação e os leva até o hub de coletas dos shoppings Iguatemi Ribeirão Preto e Iguatemi Alphaville, em São Paulo. Facilitando, assim, a operação tanto dos restaurantes quanto dos entregadores.
Os investimentos em tecnologia, como drones, robôs e IA, buscam colocar o iFood na vida do consumidor nos momentos em que ele mais precisa. Reduzindo esforço, personalização a escolha do cardápio e criando experiências mais ágeis e convenientes.





