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CM Responde: Devo pagar a taxa da minha encomenda importada ou é golpe?

CM Responde: Devo pagar a taxa da minha encomenda importada ou é golpe?

Golpistas usam SMS, WhatsApp e e-mail para cobrar falsas taxas de importação; saiba como conferir se existe pagamento pendente sem clicar em links
Recebeu uma cobrança para liberar uma compra internacional? Saiba como conferir se a taxa é verdadeira antes de pagar.
Recebeu uma cobrança para liberar uma compra internacional? Saiba como conferir se a taxa é verdadeira antes de pagar.
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Sua encomenda foi taxada? Não pague antes de fazer isto Recebeu um SMS ou WhatsApp dizendo que sua encomenda está presa na alfândega e que é preciso pagar uma taxa para liberá-la? Cuidado: até seu nome, CPF, endereço e código de rastreio podem estar corretos. E ainda assim ser golpe. A fraude ficou mais sofisticada e usa dados reais para convencer a vítima. Há ainda mensagens que ameaçam devolver a mercadoria ou até negativar o CPF caso o pagamento não seja feito rapidamente. No CM Responde, mostramos como descobrir se uma taxa de importação é verdadeira, onde consultar a encomenda com segurança e quais sinais indicam que a cobrança que chegou ao celular é falsa.

O celular apita e, na tela, surge a mensagem: taxa para liberar uma encomenda internacional. O aviso parece verdadeiro. O produto teria sido taxado pela alfândega e estaria retido. Para receber a compra, bastaria clicar em um link e pagar um pequeno valor.

A mensagem pode trazer seu nome, CPF, endereço e até o código de rastreamento correto. Além disso, o valor geralmente não assusta. É justamente aí que mora o perigo.

A Receita Federal fez um novo alerta no fim de outubro sobre o golpe do produto taxado na alfândega. Criminosos enviam SMS, WhatsApp e e-mails falsos para convencer consumidores a pagar taxas inexistentes.

Então, como saber se a encomenda realmente foi taxada?

A regra mais importante é simples: não pague pelo link recebido na mensagem. A Receita Federal nunca envia cobranças para liberar encomendas por SMS, WhatsApp ou e-mail. Se houver algum valor pendente, o consumidor deve consultar a situação diretamente nos canais oficiais dos Correios, da loja ou da transportadora responsável.

Antes de pagar qualquer valor:

  • não clique no link recebido por SMS, WhatsApp ou e-mail;
  • consulte o código de rastreamento diretamente no canal oficial;
  • se a entrega for pelos Correios, entre em Minhas Importações;
  • confira se os impostos já foram pagos no momento da compra;
  • desconfie mesmo que a mensagem tenha seus dados corretos;
  • não acredite em ameaça de negativação do CPF por falta de pagamento do imposto;
  • em caso de dúvida, entre no site ou aplicativo digitando ou acessando o canal oficial, nunca pelo link recebido.

A Receita cobra por mensagem?

Não.

A Receita Federal afirma que não liga nem envia mensagens para cobrar valores destinados à liberação de encomendas internacionais. Também não recebe esses pagamentos diretamente por links, QR Codes, cartões ou Pix enviados ao consumidor.

Por isso, receber uma mensagem dizendo “seu produto foi taxado pela alfândega” não significa que exista uma cobrança verdadeira.

Os criminosos exploram justamente uma situação possível – uma compra internacional pode, de fato, ter impostos a pagar – para fazer uma cobrança falsa parecer legítima. A recomendação, portanto, é sair da mensagem e fazer a consulta por conta própria no canal oficial.

Como saber se fui taxado?

O caminho depende da forma como a encomenda entrou no Brasil.

Se a mercadoria chegou pelos Correios, o consumidor deve acessar o site ou aplicativo oficial e consultar a área Minhas Importações com o código de rastreamento. Ali aparecem eventuais pendências e a possibilidade de emitir o documento para pagamento.

A própria Receita recomenda atenção ao endereço acessado. O consumidor deve entrar diretamente no site oficial dos Correios, em vez de usar links recebidos por mensagem ou encontrados em páginas suspeitas.

Quando a entrega é realizada por uma empresa de courier ou outra transportadora autorizada, a consulta e eventual pagamento devem ocorrer nos canais oficiais da empresa responsável pela encomenda.

Portanto, há uma diferença importante: uma coisa é receber uma mensagem dizendo que existe uma taxa; outra é entrar no canal oficial e encontrar a cobrança vinculada à sua encomenda.

E se eu já paguei imposto na compra?

Depende de como a compra foi realizada.

Nos sites certificados pelo Programa Remessa Conforme, os impostos devem aparecer discriminados e são pagos no momento da compra. Segundo a Receita Federal, esse é o procedimento adotado na maioria desses casos.

Já nas compras realizadas fora do programa, pode haver cobrança depois que a mercadoria chega ao Brasil.

Ainda assim, o consumidor não deve pagar por meio de um link recebido inesperadamente. Nos envios postais, a cobrança legítima deve aparecer em Minhas Importações, nos Correios. Nas remessas transportadas por empresas privadas, a situação deve ser consultada diretamente nos canais oficiais da empresa responsável.

Mensagem com CPF é verdadeira?

Não necessariamente.

Esse é um dos principais alertas da Receita Federal.

Golpistas podem enviar mensagens que apresentam corretamente nome, CPF, endereço e telefone do consumidor. Em alguns casos, sabem até o número de rastreamento, a data da compra, o vendedor e a transportadora.

Portanto, a presença dessas informações não comprova a autenticidade da cobrança.

Os Correios também alertam que os golpes ficaram mais sofisticados. Algumas páginas falsas reproduzem a identidade visual da empresa e podem apresentar até informações detalhadas sobre a encomenda para induzir a vítima ao pagamento.

Por isso, o consumidor deve abandonar a mensagem recebida e consultar a encomenda diretamente no canal oficial.

Posso ter o nome negativado se não pagar?

Não por causa do imposto da encomenda.

A Receita Federal esclarece que débitos referentes aos impostos devidos em encomendas internacionais não são negativados em instituições como SPC ou Serasa.

Essa informação ajuda a identificar uma das estratégias usadas pelos golpistas.

A própria Receita mostra exemplos de mensagens falsas que ameaçam negativar o CPF caso o consumidor não faça o pagamento. Em outras, os criminosos afirmam que a encomenda será perdida ou permanecerá bloqueada até a quitação imediata.

A ameaça de colocar o nome no SPC ou Serasa por falta de pagamento do imposto, portanto, é um forte sinal de fraude.

Isso não significa, porém, que uma cobrança legítima possa simplesmente ser ignorada. Se houver imposto devido e o pagamento não for realizado dentro do prazo aplicável, a mercadoria pode ser devolvida ao exterior.

Como identificar o golpe?

Alguns sinais devem colocar o consumidor em alerta.

O primeiro é a urgência. Mensagens que exigem pagamento imediato para impedir o bloqueio, perda ou devolução da mercadoria tentam reduzir o tempo disponível para conferir as informações. Outro sinal é o link para pagamento. A Receita orienta que o consumidor não faça Pix nem pague boletos ou QR Codes recebidos por mensagem.

Valores baixos também merecem atenção. A própria Receita observa que os golpistas costumam cobrar pequenas quantias, justamente para tornar o pagamento mais provável.

Além disso, não basta observar se a página tem logotipo dos Correios ou da Receita. Sites falsos podem reproduzir marcas e elementos visuais oficiais.

Se apenas recebeu a mensagem, a orientação é não clicar, não responder e não realizar qualquer pagamento.

Caso tenha aberto o endereço, o consumidor deve evitar fornecer CPF, senha, dados bancários ou informações de cartão. Também não deve baixar arquivos ou aplicativos indicados pela página.

Se já informou dados financeiros ou realizou um pagamento, é importante entrar em contato imediatamente com a instituição financeira pelos canais oficiais e informar a suspeita de fraude.

Além disso, o consumidor deve guardar a mensagem, o endereço da página, os comprovantes e demais registros relacionados ao golpe. Esses documentos podem ser úteis para contestar a operação e registrar a ocorrência.

Como saber se a taxa é verdadeira?

Não confie na mensagem. Confira a encomenda.

Se receber um SMS, WhatsApp ou e-mail informando que uma compra internacional foi taxada, não use o link enviado para descobrir se a cobrança existe.

Quando a entrega ocorre pelos Correios, consulte o código de rastreamento e a área Minhas Importações no site ou aplicativo oficial. Se outra empresa for responsável pelo transporte, procure diretamente os canais oficiais dela.

E lembre-se: uma mensagem pode trazer seu nome, CPF, endereço e até informações verdadeiras sobre a compra e ainda assim ser golpe.

Na dúvida, o caminho mais seguro não começa no link que chegou ao celular. Começa no canal oficial.

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