A Nokia divulgou recentemente o, “Relatório de Digitalização Industrial 2025”. O estudo, desenvolvido em parceria com a GlobalData, mostra que 87% das empresas que adotaram Edge Local e redes privativas sem fio estão obtendo retorno sobre o investimento em apenas um ano, ao mesmo tempo em que viabilizam casos de uso com Inteligência Artificial (IA). Tudo isso porque facilitam o processamento de dados.
Além disso, 81% das indústrias relataram custos de implementação menores, com mais da metade economizando pelo menos 11%. Já 86% observaram redução nos custos contínuos, sendo que 60% reportaram economias de pelo menos 11%.
A GlobalData prevê que o mercado global de redes privativas sem fio quase dobrará, alcançando US$ 8 bilhões até 2027. A pesquisa contou com a participação de 115 indústrias dos setores de manufatura, energia, logística, mineração e transporte na Austrália, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
Destaques
- 87% das empresas que adotaram redes privativas sem fio e Edge Local obtiveram ROI em apenas um ano.
- 81% das empresas apontaram custos de implementação menores do que outras opções, e 86% relataram redução nos custos operacionais.
- 94% das indústrias implantaram Edge com rede privativa sem fio, sendo que em 70% dos casos elas suportam aplicações baseadas em IA.
- 94% das indústrias reduziram emissões de carbono – 41% em mais de 20% – e 89% reportaram economia de energia.
David de Lancellotti, vice-presidente de Vendas de Edge para Campus Empresarial da Nokia, diz que o estudo reflete um cenário em que as indústrias enfrentam pressão para modernizar-se de acordo com metas globais de sustentabilidade e eficiência. “Redes privativas e Edge local não apenas reduzem custos, mas também aceleram a transformação em escala, com melhorias mensuráveis em segurança dos trabalhadores, produtividade, segurança da informação e impacto ambiental.”
O potencial da IA em ambientes industriais complexos
O uso da IA na indústria depende do acesso a dados em tempo real e de alta qualidade. Segundo o estudo, 94% das empresas já implantaram edge local em conjunto com rede privativa sem fio, uma combinação que permite conectividade segura e de baixa latência em ambientes complexos, com ampla cobertura de sensores, até mesmo em áreas de difícil acesso. Isso possibilita casos de uso baseados em IA, como manutenção preditiva e monitoramento em tempo real.
A BASF, uma das maiores empresas químicas do mundo, implantou a rede privativa sem fio da Nokia em sua unidade de Antuérpia para impulsionar sua estratégia de digitalização e garantir conectividade de alta performance em seus 6 km² de instalações. A rede suporta casos de uso orientados por IA e sensores, como monitoramento em tempo real e manutenção preditiva, além de aumentar a automação, melhorar a segurança dos trabalhadores e reduzir impactos ambientais.
Sobre esse caso, Steven Werbrouck, especialista em Conectividade de Redes na BASF, afirma: “O 5G privado foi um divisor de águas para a BASF Antuérpia. Estamos ampliando a automação, fortalecendo a segurança ocupacional, acelerando a inovação e atingindo as metas de ROI em apenas dois anos. Tornamo-nos referência dentro do grupo, com aprendizados que gerarão valor em várias unidades da BASF”.
Ganhos reais em sustentabilidade
O estudo também mostra que as melhorias operacionais proporcionadas pelas redes privadas estão apoiando metas de sustentabilidade. Dados apontam que 94% das indústrias reduziram suas emissões de carbono, sendo que 41% diminuíram em mais de 20%, enquanto 89% observaram economia de energia.
Esses ganhos são potencializados por manutenção preditiva, dispositivos conectados e uso de drones, que reduzem deslocamentos dependentes de combustível e permitem rastreamento de emissões em tempo real com maior precisão.
Mais segurança, eficiência e automação para trabalhadores
Além da redução de custos, agilidade e impacto ambiental real, 71% das empresas pesquisadas estão adotando ferramentas para trabalhadores conectados, como alarmes automatizados, monitoramento assistido por IA e soluções de geofencing para reduzir acidentes e aumentar a segurança dos trabalhadores.
Esses dispositivos conectados também simplificam tarefas, eliminam deslocamentos desnecessários para obter sinal, reduzem o uso de papel e minimizam erros humanos, aumentando a eficiência e acelerando a automação nos ambientes de trabalho.
Cibersegurança como prioridade
Nesse contexto, a segurança digital é prioridade. O estudo revela que 57% das empresas apontaram a cibersegurança como fator decisivo para a adoção de plataformas de Edge industrial integradas a redes privativas sem fio. Essas soluções oferecem criptografia nativa, separação física da rede e compatibilidade com frameworks de zero trust, tornando-as ideais para infraestrutura crítica, garantindo continuidade de negócios e conformidade regulatória.
Gary Barton, diretor de Pesquisa da GlobalData, conclui: “Todo esse cenário está entregando um retorno de investimento claro e viabilizando casos de uso que, de outra forma, não seriam possíveis sem essas tecnologias”.





