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Economia compartilhada: um conceito admirado por todas as gerações

Economia compartilhada: um conceito admirado por todas as gerações

Os Millennials podem até ser a geração que mais abraça a economia compartilhada, mas o fato é que sua comodidade encanta todos os consumidores
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Pode-se dizer que a economia compartilhada é uma grande paixão dos Millennials. Para uma geração que prefere a experiência no lugar da posse, esse tipo de plataforma facilitou muito a vida. Bruno Rondani, fundador e CEO da 100 open startups, contou durante o Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente 2017 (CONAREC) que consegue observar a mudança dento de casa: ele tem cinco filhos Millennials.

A visão de não precisar ter, mas usufruir, é parte integral da mente desses indivíduos – e isso impacta diretamente os negócios. “Como é atuar em um mercado assim?”, questionou aos participantes do painel “Pensando fora da caixa: a era do consumidor compartilhado”.

Allan Szacher, fundador, idealizador, curador e diretor de Arte e Conteúdo da ZUPI, explicou que sua revista de arte e design começou online –porque não tinha verba. Em uma época que pouca gente conhecia o ambiente digital. “Naquela época, tinha três ou quatro meios de comunicação que falavam do nosso ramo, arte, design gráfico, ilustração. Com o tempo, as pessoas foram ficando mais conectadas, apareceu mais conteúdo para as pessoas lerem. Foram aparecendo aplicativos, tablets, que revolucionaram a forma de consumir conteúdo”, contou. “O mundo de hoje com tantas inovações tecnológicas, seja para pegar carona, compartilhar o carro, vem para auxiliar as pessoas de todas as gerações”, analisou.

Facilidade

Tecnologias voltadas para o deslocamento nas cidades são parte dos grandes expoentes da cultura compartilhada. Antonio H. Neto Piccinini, carpool project manager da Moovit, explica que é uma empresa voltada a mobilidade urbana. “Todo mundo precisa se locomover, os Millennials são early adopters sim, mas a medida que o serviço é útil, todo mundo começa a usar”, destacou. “Muitas vezes, é difícil chegar a uma cidade desconhecida e se locomover então nós viemos para facilitar”.

Atualmente, a empresa tem até uma comunidade de usuários que querem levar o app para sua cidade, colaborando para que as informações chegam na plataforma. Dessa forma, Piccini afirmou que o alvo do app não é uma determinada geração, seu propósito é ajudar a todos. A geração mais conectada acaba impactada primeiro naturalmente, mas o objetivo não é apenas esse. “Se o serviço for simples e útil, ele se expande”.

A empresa recentemente criou o Moovit carpool, uma forma de dar carona pelo app. Ele, inclusive, tem integração com linhas de transporte publico. “O usuário pode pegar carona até um terminal e dali seguir sua viagem. Nós queremos auxiliar a comunidade, trazer soluções”, destacou.

Essa nova geração é aberta a testar esses modelos – pelo simples fato de que é mais barato. É mais barato, muitas vezes, reservar um Airbnb do que um hotel. O mesmo se aplica ao uso do Moovit. E essa facilidade faz com que toda a comunidade abrace a inovação.

Desafios

Uma das grandes dificuldades que a economia compartilhada enfrenta é a questão da confiança. Os usuários são cautelosos e pensam muito em sua segurança. Porém, se o modelo for bem feito, a ferramenta prospera, conforme lembra Koen de Beer, diretor de Inovação da TRADAQ. “No início é bastante difícil para esse tipo de serviço compartilhado. Mas mostrando uma boa experiência, a empresa consegue ganhar consistência”, disse. “A confiança no mundo versátil, móvel, não é fácil de administrar, mas é possível”, analisou.

O mediador lembrou que mesmo com o problema de falta de confiança, existem alguns serviços que conseguem qualificar o nível de serviço na comunidade: as análises dos usuários. “Existe um risco grande de você como pessoa quebrar por essa reputação. As marcas tem reputações a zelar, existem alguns desafios para colocar novas equipes para lidar com esse processo”.

Nesse sentido, a Moovit acredita que existem três pontos da reputação – é necessário confiar na ideia, confiar na plataforma (com reputação e número de ratings, por exemplo) e confiar nas pessoas. A confiança entre as pessoas sempre existiu e vai mudando entre as plataformas. “O que te faz confiar no aluguel do Airbnb? A pessoa confia na ideia, confia na plataforma e no fim confia nas pessoas. Isso cria a cultura. Isso é uma questão que vai crescendo ao longo do tempo, é demorado, são passos largos”, concluiu.

*Confira a cobertura completa do evento aqui

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