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Endividamento das famílias sobe e crédito desacelera, mostra Banco Central

Endividamento das famílias sobe e crédito desacelera, mostra Banco Central

Segundo o Banco Central, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 48,9% em agosto, e o Pix movimentou R$ 1,7 trilhão no mês.
Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, Distrito Federal.
Foto: Adilson Sochodolak / Shutterstock.com.
Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, Distrito Federal.
O endividamento das famílias brasileiras subiu para 48,9% em agosto de 2025, com alta também no comprometimento de renda, segundo o Banco Central. O crédito cresceu 1,1% em setembro, puxado por financiamentos e crédito pessoal, enquanto as taxas de juros começaram a cair. O Pix bateu novo recorde, movimentando R$ 1,7 trilhão no mês e consolidando-se como o principal meio de pagamento do País.

O endividamento das famílias brasileiras cresceu para 48,9% em agosto de 2025. Em comparação, julho registrou o valor de 48,5%, enquanto a maior alta da série histórica foi registrada em julho de 2022, em 49,9%. Os dados são do Banco Central.

Segundo a instituição, sem contar as dívidas imobiliárias, o endividamento alcançou 30,6% em agosto, ante 30,3% em agosto. Ainda o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional passou de 27,9% para 28,5%. Ainda, excluindo os empréstimos imobiliários, o comprometimento passou de 25,8% para 26,3%.

Crédito em expansão moderada

Segundo as estatísticas do Banco Central, o crédito no Brasil segue em expansão, ainda que em ritmo mais moderado. O saldo total das opções de crédito do Sistema Financeiro chegou a R$ 6,8 trilhões em setembro. O valor representa um aumento de 1,1% em relação a agosto e de 10,1% nos últimos 12 meses.

Ainda, o BC aponta que o crédito às empresas subiu 1,7% no mês, alcançando R$ 2,6 trilhões. Já o crédito às famílias avançou 0,7%, somando R$ 4,3 trilhões. Segundo a instituição, O crescimento foi puxado principalmente por modalidades como crédito pessoal, financiamento de veículos e crédito consignado para trabalhadores do setor privado.

O Banco Central também destaca que, apesar do volume total, as taxas de juros começam a mostrar sinais de queda. A taxa média das novas concessões de crédito recuou 0,4 ponto percentual em setembro, chegando a 31,3% ao ano.

Ainda assim, o custo do crédito segue alto: o spread bancário – diferença entre o que os bancos pagam e cobram pelos empréstimos – ficou em 20,3 pontos percentuais, e o Indicador de Custo do Crédito (ICC) atingiu 23,5% ao ano.

Pix bate novo recorde

O levantamento também aponta que o Pix segue batendo recordes. Em setembro, o meio de pagamento movimentou um volume de R$ 1,7 trilhão. Trata-se do valor mais alto já registrado desde o início da série histórica do Banco Central.

O Pix alcançou 5,5 bilhões de transações em agosto, o que consolida a ferramenta como a principal forma de pagamento do País. As transferências entre pessoas físicas cresceram 17,9% em valor no último ano.

Já as transações entre consumidores e atividades de “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas” aumentaram 26,5% em valor e 38,2% em quantidade. O setor financeiro – em “Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados” – ficou em destaque, com um salto de 127,6% nos valores transacionados e de 38,5% no número de transações.

Os dados do Banco Central indicam que, apesar do avanço controlado do crédito e da leve queda nas taxas de juros, as famílias ainda enfrentam um cenário de endividamento elevado. Ao mesmo tempo, o Pix segue fortalecendo a digitalização dos pagamentos no Brasil, refletindo mudanças duradouras nos hábitos financeiros da população.

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