Abrir uma caixa da Kopenhagen, muitas vezes, vai além do simples desejo de matar a vontade de comer chocolate. Existe quase um ritual envolvido. O som da embalagem sendo aberta, o aroma marcante do cacau, o brilho do chocolate e a expectativa pelo primeiro pedaço costumam despertar muito mais que só o paladar. Para muitos consumidores, a experiência carrega memória afetiva, lembranças de infância, encontros em família, presentes especiais e aquele sabor que atravessa gerações, quase como um resgate de carinho vindo da cozinha de vó.
Agora, a Kopenhagen quer ampliar essa conexão emocional mostrando que, por trás de cada produto, existe uma longa jornada que começa muito antes da loja. Do cultivo do cacau ao cuidado artesanal dentro da fábrica, a marca decidiu transformar os bastidores da produção em parte da experiência do consumidor.
Foi com esse objetivo que nasceu a plataforma K.O.P. (Kopenhagen de Origem Protegida), iniciativa que passa a revelar toda a cadeia do chocolate, que vai desde a origem do cacau até os processos manuais que há quase cem anos ajudam a construir a identidade premium da marca.
A Consumidor Moderno acompanhou uma imersão na Fazenda Engenho d’Água, no Recôncavo Baiano, fornecedora parceira da Nestlé e da Kopenhagen, além de uma visita à fábrica da marca em Extrema (MG), onde clássicos como Nhá Benta, Língua de Gato e Lajotinha seguem sendo produzidos com receitas históricas e de forma artesanal.

(Foto: Consumidor Moderno)
Transparência vira experiência
A partir de agosto, a experiência de consumir um chocolate premium não irá terminar mais na embalagem ou no balcão da loja. Em um cenário em que consumidores querem conhecer a origem dos produtos e acompanhar os bastidores das marcas, a Kopenhagen decidiu, literalmente, abrir as portas de toda a sua cadeia produtiva. O K.O.P. nasce como uma plataforma de experiência e relacionamento com o consumidor. A proposta é transformar transparência em algo acessível e interativo.
O selo começará a aparecer nas embalagens de produtos selecionados da marca e funcionará como uma porta de entrada para uma jornada digital imersiva. Ao acessar a plataforma, o consumidor poderá acompanhar toda a trajetória do chocolate – da fazenda ao produto final – com informações sobre origem do cacau, práticas sustentáveis, produção artesanal e bastidores da cadeia produtiva.
A iniciativa reforça um movimento crescente do mercado premium de transformar informação em valor percebido e aproximar consumidores das marcas por meio da autenticidade.
“Ao lançar a plataforma K.O.P., damos mais um passo na forma como nos conectamos com o consumidor, trazendo mais transparência sobre a origem e reforçando nosso compromisso com qualidade e sustentabilidade”, afirma Fernando Vichi, CEO da Kopenhagen. “Esses são pilares que caminham juntos para garantir o padrão de excelência da marca.”
Do cacau à “obra-prima”
O novo selo K.O.P nasce como um símbolo da conexão entre origem e experiência do cliente. O ícone traz um cacau misturado na imagem de fouet, representando o caminho do campo até a transformação artesanal dentro da fábrica.
Segundo Igor Mota, gerente de Agricultura para Cacau da Nestlé, o programa já existia na prática há anos, mas agora ganha visibilidade para o consumidor final.
“Esse selo vem trazer uma transparência para os consumidores de como nós ganhamos uma cadeia produtiva. É um trabalho que já acontece, mas agora chegou o momento em que vamos mostrar aos consumidores qual é o trabalho que fazemos junto aos produtores rurais”, afirma.
A iniciativa amplia uma estrutura de rastreabilidade e certificação que o grupo já desenvolve desde 2010. Hoje, cerca de 6.500 propriedades brasileiras participam do programa de cacau sustentável da companhia.
Na Fazenda Engenho d’Água, os produtores recebem assistência técnica, orientação agrícola, suporte social e acompanhamento ambiental. A proposta combina produtividade, preservação e regeneração da Mata Atlântica por meio de sistemas agroflorestais. Durante a visita, foi possível acompanhar desde a colheita manual do cacau até os processos de fermentação e secagem das amêndoas.
Além do suporte técnico, produtores parceiros também participam de iniciativas ligadas à capacitação agrícola, incentivo à produção de qualidade, visitas técnicas e remuneração adicional para propriedades que adotam práticas sustentáveis, modelo fortalecido após a integração da Kopenhagen com a Nestlé.
O “backoffice” das marcas
A plataforma surge em um momento em que marcas tradicionais enfrentam o desafio de dialogar com consumidores mais jovens, digitais e atentos às práticas das empresas. Para Pedro Velardo, head de Marketing da Kopenhagen, o selo nasce justamente da mudança de comportamento do consumidor.
“A gente vê que o consumidor mais jovem quer saber o backoffice de cada produto”, ressalta. “Então a gente traz o programa para trazer basicamente a transparência de tudo que tem por trás dos nossos processos, seja da plantação, da colheita e dos processos aqui do cacau, seja na nossa fábrica e seja nos processos também para levar até a loja.” Para ele, essa transparência acaba fortalecendo a conexão emocional com a marca.
A estratégia também faz parte do esforço de rejuvenescimento da Kopenhagen. Além da nova comunicação sobre origem, a empresa vem ampliando cafeterias, bebidas geladas, sobremesas e experiências de consumo para atrair públicos mais jovens.

(Foto: Consumidor Moderno)
Experiência artesanal como diferencial competitivo
Se no campo o foco está na rastreabilidade, na fábrica o discurso gira em torno da preservação da artesania, um dos pilares históricos da Kopenhagen.
Na unidade de Extrema, em Minas gerais, equipamentos centenários convivem com linhas modernas de produção. Em diversos processos, o toque humano segue sendo protagonista. Fernando Vichi afirma que o selo também funciona como uma garantia da manutenção dessa essência.
“É exatamente por isso que a gente criou o selo K.O.P. A gente quer dar transparência e garantia aos nossos consumidores”, afirma. “Não apenas desde a origem do nosso cacau, com as práticas de cultivo corretas, mas também dentro da nossa fábrica, seja pelos processos produtivos, pelas receitas e tudo que tange aos clássicos.”
Muitos produtos seguem sendo feitos com as mesmas fórmulas de 98 anos atrás. Durante a visita à fábrica, foi possível acompanhar etapas ainda realizadas manualmente, reforçando a proposta artesanal da marca. Característica que, segundo Vichi, tem relação direta com a experiência emocional do cliente.
“A gente tem o maior prazer em abrir a nossa fábrica e mostrar que hoje eles são produzidos com a mesma formulação, com a mesma receita e principalmente o mesmo processo produtivo. Todo esse carinho, esse cuidado, esse preciosismo que a gente tem com os nossos produtos, o toque humano é quem consegue finalizar da melhor maneira possível”, revela.
Origem, impacto e valor percebido
O lançamento da K.O.P. também reforça uma tendência crescente no mercado de consumo premium: a valorização de atributos intangíveis como procedência e transparência. Na avaliação da companhia, qualidadee experiência deixaram de ser temas separados e passaram a atuar como elementos complementares da jornada do cliente.
Ao conectar origem, impacto e processo produtivo em uma única plataforma, a Kopenhagen busca fortalecer não apenas sua percepção de qualidade, mas também aprofundar o vínculo emocional com consumidores cada vez mais atentos ao que existe por trás das marcas que escolhem consumir.
“O diferencial da marca está justamente na combinação entre tradição, qualidade e intervenção humana. Esse é o grande encantamento que a gente consegue entregar”, diz Fernando Vichi. “O selo K.O.P é mais uma garantia, mais uma transparência e mais um elo que a gente estreita com o nosso consumidor final.”














