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Crediário digital permite parcelamento de compras sem usar o limite do cartão

Crediário digital permite parcelamento de compras sem usar o limite do cartão

O novo meio de pagamento traz o hábito dos carnês para os e-commerces e facilita as vendas inclusive para consumidores desbancarizados
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O cartão de crédito de forma parcelada é o principal meio de pagamento nos e-commerces para 71% dos lojistas, segundo uma pesquisa da Pagar.me realizada em parceria com o E-Commerce Brasil. Entretanto, muitas compras deixam de ser realizadas por falta de limite no cartão ou mesmo porque o consumidor não possui sequer conta em banco.

Para resolver esse problema, um novo meio de pagamento chegou para ficar: o crediário digital, que permite que o consumidor divida o valor de suas compras, ou seja, benefício para o cliente, que não precisa consumir o limite do cartão de crédito, e para o lojista, que não deixa de realizar vendas.

“Uma das principais vantagens para o consumidor que opta por parcelamento em crédito digital é que, além da aprovação imediata, ele não paga os juros que os cartões de crédito cobram hoje em dia e é muito mais conveniente. Tudo é feito de forma rápida pelo celular, sem demora de análise de crédito, sem burocracia e ainda tem sua necessidade atendida pela compra. É uma opção muito mais user-friendly”, afirma o General Manager Brazil da ADDI, Caio Ribeiro.

Como funciona o crediário digital?

Para o lojista, o crediário digital é um meio de pagamento seguro, uma vez que a intermediação entre o e-commerce e o consumidor geralmente fica por conta das fintechs, a não ser que a loja invista em um sistema de crediário próprio. “Por meio de coleta de informações básicas como CPF, e-mail e telefone (que no caso do e-commerce já vem preenchido pelos sites), faz-se uma checagem básica das informações financeiras do cliente de maneira instantânea. Aprovado, o cliente escolhe em quantas vezes quer pagar e pronto!”, explica Caio Ribeiro.

O lojista que deseja ter esse meio de pagamento em seu e-commerce pode se cadastrar em alguma das startups que oferecem o serviço, enquanto o cliente só precisa selecionar a opção no checkout. O processo de avaliação de crédito é prático e rápido. Com a compra parcelada, o consumidor opta pela melhor forma de pagar cada parcela ou quitar antecipadamente, se assim desejar. As taxas de juros variam de acordo com a análise de crédito de cada consumidor.

A fintech Meu Crediário, por exemplo, permite que os lojistas recebam as parcelas do crediário via Pix. “Lançamos essa solução neste ano, em conjunto com a Tidas, empresa especializada na antecipação de recebimentos e garantidora de pagamentos. O principal benefício do produto é a possibilidade de os clientes usarem o Pix para quitar parcelas atrasadas ou até mesmo efetuar o pagamento de compras que estão prestes a vencer. Além da facilidade em si, o sistema ainda oferece aos parceiros a baixa imediata do débito após a realização do pagamento.

Outra vantagem é que a solução é capaz de disparar SMS aos clientes avisando-os sobre a data de vencimento da parcela já com o link para efetuar o pagamento”, informa o sócio-fundador e CEO do Meu Crediário, Jeison Schneider.

Compras parceladas digitalmente crescem em outros países

Quem não conhece o famoso carnê das Casas Bahia? As compras a prazo que já eram hábito no Brasil migraram para o digital batizadas de “buy now pay later” e vêm ganhando adeptos em outros países. “Lá fora, o buy now pay later está ganhando espaço na faixa etária entre 25 e 40 anos, os millennials, consumidores que têm muita facilidade com novas tecnologias”, destaca Jeison Schneider.

Segundo o CEO do Meu Crediário, apostar em novos meios de pagamento é fortalecer o relacionamento do lojista com o cliente. “O índice de recompra durante o pagamento de parcelas do crediário no Brasil é da ordem de 36% do volume faturado na modalidade. Isso é fundamental para manter os volumes de vendas acima da média comparado a lojistas que não utilizam o crediário como canal de pagamento”.

A relação consumidor e vendedor também é trabalhada por meio de um controle de recebimentos e cobranças manejado pelas fintechs que já estão acostumadas a lidar com as finanças alheias. Em 2020, a Lendico, startup de empréstimos pessoais, lançou o Boleto Parcelado Lendico, uma forma de crediário digital já disponível para mais de 175 mil varejistas, incluindo algumas clínicas particulares de saúde. “Uma vantagem para os clientes lojistas é que a Lendico se responsabiliza por toda gestão de cobrança e inadimplência, já que o vendedor recebe o pagamento à vista.

Próximo ao vencimento da parcela, a Lendico emite uma segunda via por e-mail para lembrar os consumidores, porém oferecemos uma área do cliente em nosso site, em que é possível solicitar os boletos em dia e/ou em atrasos”, ressalta o CEO da Lendico, Marcelo Ramalho.

No meio do e-commerce, as fintechs se preparam para melhorar a experiência tanto de lojista quanto de consumidor, conectando-os de forma prática e que traga vantagens para ambos os lados.

“Foi-se o tempo em que apenas o melhor preço era garantia de conversão de vendas. Hoje, o ecossistema do varejo é muito mais complexo (preço, sortimento, logística e formas de pagamento para mencionar alguns). O papel das fintechs está em oferecer ferramentas para adaptar essas necessidades do mercado e do consumidor e seguir crescendo. Para nós a inclusão, rapidez e conveniência são prioridades e estamos trabalhando nisso para oferecer soluções cada vez mais adequadas aos novos comportamentos do varejo”, complementa o General Manager Brazil da ADDI.

Novos meios de pagamento devem fazer parte da transformação digital das empresas

“Dados de mercado apontam para o crescimento das compras online e a tendência deve permanecer em alta, mesmo fora do contexto da pandemia, como se via anteriormente. Então oferecer facilidades para esses clientes é uma boa forma dos varejistas ampliarem alcance e ticket médio”, pontua Marcelo Ramalho. Assim, oferecer o crediário digital como forma de pagamento no e-commerce é apenas uma das atualizações a que os varejistas precisam ficar atentos.

Para Caio Ribeiro, a pandemia acelerou a transformação digital e alguns conceitos precisam ser colocados em prática, como a omnicalidade, tanto de venda quanto de contato com o cliente, e as tecnologias voltadas para os meios de pagamento digitais. “Os varejistas precisam estar de olho no mercado para ofertar essas opções para o cliente, como o PIX, o crédito ou crediário digital em que o consumidor tem o desconto do pagamento à vista, mas consegue parcelar sem o uso do cartão de crédito ou até integrações dos e-commerces com plataformas de cashback.

Esses são alguns exemplos de tecnologias que surgiram nos últimos anos e que são fundamentais para que o varejo invista para melhor a experiência do consumidor e consequentemente aumente as conversões de vendas”, complementa.


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