A conta de energia dos brasileiros deve ficar mais cara ao longo de 2025. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou que a projeção de efeito médio dos reajustes tarifários neste ano é de 3,5%. A estimativa faz parte do novo boletim trimestral da agência, batizado de InfoTarifa. O documento apresenta de forma detalhada as expectativas e variações no setor elétrico nacional.
O aumento no valor das tarifas de energia elétrica pode impactar significativamente o orçamento das famílias brasileiras. Em síntese, elas já enfrentam desafios financeiros em um cenário econômico complexo. É importante que os consumidores fiquem atentos a essas alterações. Isso porque elas podem afetar não apenas suas contas mensais, mas também a economia de forma mais ampla.
Inflação e energia
Conforme informações da Aneel, embora haja expectativa de aumento, o índice permanece abaixo da inflação oficial estimada para o ano. De acordo com o mais recente boletim Focus do Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá encerrar 2025 em 5,65%.
Embora a previsão de aumento seja abaixo do IPCA, o reajuste na tarifa de energia elétrica afeta diretamente o orçamento familiar. E isso se dá principalmente entre os consumidores mais vulneráveis. A energia elétrica é um bem essencial, e qualquer alteração nos preços impacta também o custo de produção de bens e serviços em geral.
Em síntese, o boletim InfoTarifa aponta que a projeção de aumento de 3,5% leva em consideração diversos componentes que impactam diretamente o valor pago pelo consumidor. Dentre esses componentes, estão os encargos setoriais, os custos de aquisição de energia, os serviços de distribuição e os aspectos financeiros.
A Aneel espera que esses elementos resultem em um aumento entre 1,6% e 2% nos custos médios ao longo do ano. Embora o reajuste geral ainda dependa das decisões tarifárias de cada distribuidora, a Aneel ressalta que os fatores estruturais do setor seguirão exercendo pressão sobre os preços.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a Energisa Mato Grosso do Sul comunicou que o reajuste tarifário anual de 2025 começou a vigorar no dia 8 de abril. Segundo a operadora, ele terá um impacto médio de 1,33% nas contas de luz dos consumidores. Ademais, haverá uma média de 3,09% para os clientes do segmento de alta tensão.
Tempo médio do consumidor sem energia
A reguladora divulgou os resultados de desempenho das distribuidoras de energia elétrica em 2024, mostrando melhorias na qualidade dos serviços em comparação a 2023. O tempo médio sem energia (DEC) caiu para 10,24 horas, representando uma redução de 1,7%. Enquanto isso, a frequência de interrupções (FEC) diminuiu 5%, passando de 5,15 para 4,89 interrupções por consumidor.
Essas melhorias são atribuídas a várias ações da Aneel, incluindo novas regras de qualidade nos contratos, compensações financeiras aos consumidores, incentivos tarifários, fiscalização rigorosa e limites de interrupção em queda.
Valor da compensação
O valor das compensações pagas aos consumidores aumentou de R$ 1,080 bilhão em 2023 para R$ 1,122 bilhão em 2024, acompanhando um crescimento no número de compensações de 22,3 milhões para 27,3 milhões. “Essa elevação deve-se à regulação da Aneel, que aprimorou as regras para beneficiar mais os consumidores com piores níveis de continuidade”, diz a nota da autarquia.
A redução de compensações de 2021 para 2022 ocorreu por mudanças regulatórias que visavam direcionar maiores valores a esses consumidores, resultando em um aumento médio de cerca de quatro vezes no valor individual das compensações, que são aplicadas automaticamente na fatura de energia elétrica, sem necessidade de solicitação por parte do consumidor.





