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Confiança do consumidor cresce em fevereiro, mostra SPC Brasil

Confiança do consumidor cresce em fevereiro, mostra SPC Brasil

Apesar do aumento, indicador ainda mostra pessimismo do consumidor. Nos próximos seis meses, porém, previsão é otimista
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No último mês de fevereiro, o Indicador de Confiança do Consumidor alcançou 49 pontos. No mesmo período do ano passado, o índice atingiu 43 pontos. O avanço foi de 14,5% na comparação anual. Apesar do crescimento, a maioria dos consumidores ainda está pessimista, o avanço do indicar perdeu força em fevereiro. O indicador mostra que há confiança quando está acima do nível neutro de 50 pontos. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Cenário atual

Na avaliação do atual cenário econômico e da própria vida financeira, a percepção dos entrevistados melhorou em relação a janeiro, mas ainda permanece ruim. Seis em cada dez (58%) enxergam o momento da economia de forma negativa. As principais razões apontadas são desemprego elevado (63%), aumento dos preços (60%), alta na taxa de juros (39%), desvalorização do real frente ao dólar (21%) e menor poder de compra do consumidor (19%). Para 34%, o quadro econômico é regular e apenas 6 % consideram bom.

Quanto à vida financeira, 38% dos brasileiros avaliam sua situação como negativa, enquanto 48% classificam como regular e somente 14% como boa. Para quem compartilha da visão negativa, o alto custo de vida é a razão mais citada por 51% desses entrevistados. O desemprego aparece segundo lugar (36%), ao passo que 24,8% culpam a queda da renda familiar.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, apesar da economia gravitar em um contexto desafiador, o avanço da confiança pode significar uma propensão maior ao consumo. “Ainda é cedo para constatar se esse efeito de fato ocorreu nos últimos meses, mas espera-se que, com um cenário econômico mais estável, o consumo encontre algum estímulo nas perspectivas mais favoráveis”, analisa.

Futuro da economia

De acordo com o levantamento, 39% dos brasileiros estão otimistas com a economia para os próximos meses, enquanto outros 34% se mantêm neutros, ou seja, não afirmam que as condições econômicas do país estarão melhores ou piores daqui seis meses. Já 23% disseram estar pessimistas.

Entre os que acreditam na retomada da economia, a maior parte, 37%, credita isso à percepção de que haverá mais estabilidade política. Desses, 32% dizem perceber que as pessoas estão mais otimistas; 30% concordam com as medidas econômicas do governo; 23% dizem notar melhora dos indicadores econômicos; e 19% não sabem ao certo justificar seu otimismo.

Quando questionados sobre o que esperam para os próximos seis meses em relação às suas finanças, 68% acham que sua vida financeira vai melhorar, contra apenas 8% que acreditam em uma piora. Há ainda 21% de entrevistados neutros. Já entre os que estão confiantes com a vida financeira nos próximos seis meses, 44% fiam sua confiança na possibilidade de melhora da situação econômica do país e 34% esperam conseguir um aumento do salário ou um novo emprego.

Desemprego e custo de vida

O que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida, ponto citado por 53% dos entrevistados. Esta queixa tem sido a principal recorrência entre os brasileiros desde o início do ano passado. Em seguida aparece falta de emprego (19%), endividamento (14%) e queda dos rendimentos mensais (8%).

Em uma avaliação sobre aumento dos preços, a alta dos produtos comprados em supermercados foi apontada por 84%. O mesmo percentual citou a conta de luz, enquanto 70% destacou o preço dos remédios e 69% os combustíveis.

A pesquisa também mostra que o desemprego continua sendo uma das grandes preocupações dos brasileiros. Os dados revelam que quatro em cada dez consumidores (44%) afirmaram ter ao menos um desempregado em sua residência. Além disso, 41% que trabalham temem, em algum grau, serem demitidos. Mas, mais uma vez o viés do otimismo aparece, reforçado pelas perspectivas econômicas. Refletindo quanto aos próximos seis meses, a maioria (45%) acredita que as oportunidades de vagas serão maiores, ante 34% que acreditam que estarão no mesmo nível de hoje e 8% dos entrevistados que apostam que serão menores. Entre os consumidores desempregados, a sondagem mostra que, na média, a procura por um emprego já dura quase 11 meses.

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