A confiança das mulheres paulistanas nunca esteve tão baixa. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) delas registrou 78,5 pontos em julho. Queda de 11,8% em relação ao mês anterior. É o menor valor da série iniciada em maio de 1999.
O indicador é apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
De acordo com o levantamento, na comparação com julho de 2014, a queda foi ainda mais expressiva: 26,2%. Entre todos os grupos pesquisados, os consumidores mais pessimistas com relação à economia do País são os com mais de 35 anos. O índice desse grupo foi de 76,8 pontos contra 83,6 em junho. Na comparação anual a queda foi de 22,8%.
Segundo a assessoria econômica da Federação, a queda acentuada dos indicadores de confiança demonstra que a crise econômica continua se agravando, em razão, principalmente, da combinação entre inflação elevada e aumento do desemprego, que está longe do fim.
O Índice das Condições econômicas Atuais (ICEA) atingiu 61,3 pontos em julho, também é o menor da série histórica. Na comparação anual, a queda foi de 43,9%, a maior de toda a história. Já o IEC – Índice das Expectativas do Consumidor, depois de uma leve alta, voltou a cair, mas chegou aos 100 pontos, o limite entre o pessimismo e o otimismo.
No resultado medido pelo IEC, enquanto os homens se mostraram mais otimistas quanto ao futuro, as mulheres se mostraram bem pessimistas. O índice teve alta de 5% entre os homens, ao passar de 101,5 em junho para 106,6 pontos em julho; e queda de 7,9% entre as mulheres, e passou de 101,6 em junho para 93,5 pontos em julho.
O levantamento apurou também a confiança por faixa de renda e mostrou que as famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos caiu 8% na comparação mensal, chegando a 81,5 pontos, a menor pontuação desde agosto de 2002. É o terceiro mês consecutivo que esse grupo de consumidores se mostra mais pessimista. Já entre as famílias com renda maior que 10 salários, depois de subir no mês anterior, em julho voltou a cair e atingiu 91 pontos, o segundo mais baixo da série histórica.
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