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Compra parcelada é dívida?

Compra parcelada é dívida?

Segundo pesquisa do SPC Brasil, a maioria dos brasileiros não sabe ao certo o que é estar endividado. Descubra mais

Estar endividado. Quem não sabe o que é isso? Depende. Você considera suas parcelas de compras como dívida? Por mais que possa parecer óbvio, a maioria dos brasileiros não sabe ao certo o que é estar endividado e muitos acabam se atrapalhando ao definir. Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 79% dos consumidores entrevistados têm uma noção errada sobre o que é estar endividado.

Para 46,7%, estar endividado significa ter contas atrasadas e três em cada dez (30,6%) afirmam que é ter o nome registrado em entidades de proteção ao crédito. Apenas 20,2% dos consumidores compreende o significado real: uma pessoa endividada é aquela que possui parcelas a vencer de compras ou empréstimos. Ou seja: aquela blusa linda ou aquele sapato caro que você comprou a prestações é dívida, sim.

E ignorar essas dívidas pode ser perigoso. “O risco de desconsiderar as compras parceladas como parte do endividamento é justamente exagerar no consumo de longo prazo, fazendo uma série de dívidas que em pouco tempo podem levar o consumidor ao desastre nas finanças pessoais e à consequente inadimplência”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Contas em atraso

A maior prova disso está nos números. Ao longo de 2015, 53,1% dos entrevistados admitem ter atrasado ao menos uma conta. O cartão de crédito foi a dívida mais comprometida (23,0%), seguido pelas contas de luz (17,9%), de TV por assinatura (12,7%) e celular/ telefone fixo (12,5%).

Considerando apenas estes entrevistados, 68,4% deles tiveram o nome incluído em serviços de proteção ao crédito nos últimos 12 meses. Desses, apenas 32,2% já limparam o nome, enquanto 67,8% permanecem nesta situação. Entre os que ainda estão negativados, 13% escondem de todas as pessoas que estão com o nome sujo. Os colegas de trabalho são as pessoas com quem os entrevistados menos compartilham esta situação (38,7%), e os homens são os que mais escondem das companheiras que estão com o nome sujo (21,5%).

Resultados positivos

Porém, para o educador financeiro, passar pela experiência de ter o nome sujo pode acabar tendo reflexos positivos e transformar os hábitos de consumo e o modo como o consumidor lida com suas finanças.

A pesquisa do SPC Brasil mostra que nove entre cada dez pessoas (93,9%) que passaram por esta situação mudaram ao menos uma atitude relacionada ao uso do dinheiro, sendo que a principal delas é a de começar a controlar todos os gastos (46,8%). Outras atitudes citadas para evitar ficar com o nome sujo novamente são pensar muito antes de comprar (16,8%) e evitar o uso do cartão de crédito (11,2%, aumentando para 15,6% entre as mulheres).

“Obviamente essas mudanças são positivas, mas não se deve esperar ter o nome sujo para adotar atitudes mais responsáveis. É preciso ter em mente que o parcelamento, embora seja um mecanismo eficiente para comprar aquilo que se tem vontade, pode comprometer parte da renda do consumidor durante vários meses”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil e do portal de educação financeira Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

Metodologia

A pesquisa procurou avaliar o grau de educação financeira dos brasileiros e entender como o consumidor se relaciona com o dinheiro. Foram entrevistados 804 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

 

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Serviço

O que: Recover Money

Quando: 11 de maio de 2016

Onde: FecomercioSP

Realização: revista Consumidor Moderno

Mais informações: www.recovermoney.com.br ou pelo telefone 55 11 3125-2215

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