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OPINIÃO: O que é comunicação não-violenta e como ela pode nos ajudar?

OPINIÃO: O que é comunicação não-violenta e como ela pode nos ajudar?

A Comunicação Não-Violenta (CNV), é baseada em habilidades de linguagem e de comunicação e "fortalece a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas”, o que bem define o contexto atual

* Por Angela Vega

Para além do mundo VUCA, acrônimo para Volátil (Volatile), Incerto (Uncertain), Complexo (Complex) e Ambíguo (Ambiguous), agora as empresas e os indivíduos enfrentam a pandemia do Covid-19 e em decorrência dela, o isolamento social. As pessoas precisaram se adaptar rapidamente à diferentes situações, por exemplo, ao home office, cuja denominação mais adequada seria home + office (casa + trabalho).

Nem sempre houve tempo para digerir as mudanças em curso. E elas ainda não acabaram, pois não podemos ter certeza do futuro. Será útil considerar a curva da mudança, fruto da observação da Dra. Elizabeth Kubler-Ross ao acompanhar pacientes terminais, diante daquela que é a última mudança pela qual passaremos, a inexorável, a morte. A curva da mudança, que pode também ser aplicada a um processo de luto e à situação em que estamos no isolamento social, começa com a negação, passa pela culpa, raiva , depressão, barganha, aceitação, até chegar à reconstrução (atitude de atenção e presença; aceitando que a pessoa ou a situação não faz mais parte do nosso presente).

Após passar por essa“curva”, a promessa é que voltaremos a ser nós mesmos, retomaremos nosso lugar na sociedade com mais lucidez e maturidade. De acordo com as histórias de vida, crenças e modelos mentais, cada pessoa poderá passar, mais rápido ou mais lentamente, pelas diferentes fases da curva da mudança. Ao mesmo tempo, é importante ressaltar que os sentimentos são naturais, todos passamos por eles em algum momento da nossa vida. Segundo Peter Senge, pesquisador do MIT e reconhecido por suas obras de aprendizagem organizacional, as pessoas não resistem à mudança, elas resistem a serem mudadas.

Mas o que é Comunicação não-violenta?

Para chegarmos ao “novo normal”, precisaremos passar pelo luto, com a despedida necessária do passado, para que possamos encontrar nosso lugar no futuro. Tanto nos contextos sociais como nos empresariais, precisamos nos relacionar com outras pessoas e a Comunicação não-violenta (CNV), metodologia desenvolvida e aplicada por Marshall Rosenberg (1934-2015) ao longo de toda sua vida profissional, pode nos ajudar a lidar com esses tempos.

A CNV é baseada em habilidades de linguagem e de comunicação e, segundo o próprio Marshall, “fortalece a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas”, o que bem define o contexto atual. A abordagem da CNV está baseada em 2 pilares, honestidade e empatia, e há 4 processos ou movimentos, a saber: observação, sentimentos, necessidades e pedido.

Iniciar uma conversa trazendo observações (fatos, dados), em vez de avaliações (julgamentos, rótulos), promove uma abertura do outro para o que queremos dizer. Para Marshall Rosenberg, os sentimentos estão conectados às necessidades e surgem em decorrência do seu atendimento ou não.

Se nossas necessidades estão atendidas nos sentimos felizes, entusiasmados, animados, criativos, confiantes etc. Se as necessidades não estão atendidas, nos sentimos tristes, desiludidos, incomodados, irritados. E o que são as necessidades? Elas compreendem a autonomia (escolhas de objetivos e planos), a celebração (celebrar a vida, elaborar as perdas); a integridade (autenticidade, significado), a interdependência (compreensão, respeito) e as necessidades físicas (abrigo, descanso). Os exemplos citados de necessidades não são exaustivos.

E, como as necessidades são comuns a todos os seres humanos, podemos reconhecê-las em nós mesmos e nos outros. Para completar os 4 processos e aumentar a probabilidade de que nossos pedidos sejam aceitos, alguns cuidados básicos são importantes. Ter consciência do que queremos pedir, usar uma linguagem de ações positivas (expressar o que queremos em vez de o que não queremos); evitar frases vagas, abstratas e ambíguas. Além disso, é importante pedir retorno e pedir honestidade, perguntando se o outro conseguirá atender ao nosso pedido.

Como aplicá-la no ambiente profissional?

Estando presentes no aqui e agora, com atenção à nossa forma de falar, usando observações em vez de avaliações, percebendo e nomeando nossos sentimentos e as necessidades conectadas a eles. A partir dessa presença, podemos também observar os sentimentos e necessidades das outras pessoas, o que contribuirá para uma melhor convivência nos ambientes familiares, sociais ou empresariais.

Voltando aos 2 pilares da CNV (honestidade e empatia), Marshall Rosenberg define empatia como a compreensão respeitosa do que a outra pessoa está vivendo. Em ambientes profissionais, os líderes podem exercitar a empatia, percebendo em que momento da curva da mudança os seus liderados estão, quais sentimentos estão sendo expressos; para que possam atuar como facilitadores, apoiando a passagem deles pelos estágios. E, junto com a empatia para receber o que vem do outro, a honestidade na comunicação das mensagens e no relacionamento com os liderados, alimenta a confiança, tão necessária aos bons resultados empresariais.

 

* Artigo de Angela Vega, especialista em comunicação não-violenta, mudanças de ambiente e aconselhadora biográfica.


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