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CM Indica: Em tempos de GenAI e alta performance, por que as relações importam?

CM Indica: Em tempos de GenAI e alta performance, por que as relações importam?

Como manter interações em meio à solidão e pressão por resultados, em um mundo cada vez mais marcado por isolamento social e imediatismo?
Como manter interações em meio à solidão e pressão por resultados, em um mundo cada vez mais marcado por isolamento social e imediatismo?
Livro "Por que as relações importam (tanto)?", de Carol Romano.
Foto: Divulgação.
No dia 8 de dezembro, São Paulo se tornará o palco do lançamento de "Por que as Relações Importam (Tanto)". Essa obra nos convida a refletir sobre a relevância das interações em tempos de solidão e pressão.

No mundo contemporâneo, a hiperconexão e a produtividade incessante dominam o cotidiano. E, nesse mundo, as relações humanas vem assumindo um papel crucial para o bem-estar dos consumidores e a saúde das organizações. Inclusive, são as interações interpessoais que influenciam diretamente a satisfação e a lealdade dos consumidores. Isso porque as empresas que priorizam o desenvolvimento de relações humanas autênticas tendem a se destacar. Afinal, diante de tanta competição, ganha quem investe mais em experiência do cliente, diferencial mais do que estratégico.

Ademais, culturas organizacionais que valorizem a empatia e a comunicação aberta têm reflexos além dos laços internos entre colaboradores. Elas criam ambientes propícios para o atendimento – e o entendimento – efetivo das necessidades dos consumidores. Nesse aspecto, destaque para as estruturas hierárquicas menos rígidas e a promoção de um diálogo horizontal. Esses são componentes chave para o sucesso nesse contexto.

Relações humanas

Em meio a esse quadro de mudança de mindset, a consultora e psicanalista Carol Romano apresenta seu novo livro. O título já diz “quase” tudo. Por que as Relações Importam (Tanto)? tem seu lançamento oficial no dia 8 de dezembro, em São Paulo.

A partir dessa data, a obra, com 224 páginas, estará disponível em todas as livrarias e plataformas do Brasil.

Publicado pela Editora Amarilys, este livro reúne descobertas da psicologia positiva, estudos clássicos das ciências sociais, referências internacionais como o FIB do Butão, a filosofia moai de Okinawa e o Projeto Aristóteles do Google, além de casos brasileiros, incluindo o iFood.

O resultado é um guia prático e acessível para o desenvolvimento da Inteligência Relacional, um conjunto de habilidades humanas essenciais em um futuro que será tão tecnológico quanto relacional.

Em nove capítulos, Carol Romano explora as raízes culturais e emocionais da solidão, o impacto ambíguo da tecnologia e os desafios contemporâneos enfrentados por empresas, famílias, escolas e comunidades. A autora também oferece ferramentas para fortalecer laços, melhorar a qualidade das conversas, resolver conflitos de maneira construtiva, criar segurança psicológica e construir ambientes nos quais pertencimento, cooperação e criatividade possam florescer.

Nesse ínterim, o livro é um convite para refletir sobre a importância das interações interpessoais. Entretanto, ele chama a atenção para o seguinte fato: como manter interações acesas em um ambiente cada vez mais marcado pela solidão e pela pressão por resultados?

Repensar a forma de pensar

Respondendo à pergunta, Carol Romano, cofundadora da consultoria Futuro Co., destaca a necessidade de repensar as culturas organizacionais. E isso é como “fazer manutenção do carro com ele em movimento”. Afinal, todos nós estamos envoltos em mudanças aceleradas no mundo corporativo, que incluem o avanço da Inteligência Artificial e uma crise global de saúde mental.

Ela acredita que as relações humanas são o cerne da produtividade e inovação nas empresas. Para isso, o livro oferece ferramentas e reflexões profundas que visam instrumentalizar líderes e colaboradores na construção de um ambiente mais saudável e engajador.

Com quase duas décadas de experiência em consultoria, atuando junto a grandes corporações como Grupo Boticário, Riachuelo, Ferrero, BASF e Heineken, Romano tem se empenhado em conectar o desenvolvimento de negócios à saúde mental e social dos colaboradores. Segundo ela, “a saúde mental e social não são apenas responsabilidades individuais, mas reflexos diretos da forma como o trabalho é estruturado”.

A autora enfatiza que as empresas estão cada vez mais compreendendo que uma cultura de bem-estar não é apenas uma questão de ética, mas uma estratégia indispensável para o sucesso dos negócios. “Trabalhar confiança e segurança psicológica gera engajamento com o trabalho e, consequentemente, produtividade e alta performance”, afirma. Essa perspectiva é especialmente relevante em tempos de transformação digital, em que a integração da saúde mental com a inovação se torna essencial. “O futuro é das empresas mentalmente saudáveis e digitais“, completa.

Habilidades interpessoais em pauta

O livro de Carol Romano também aborda a importância do desenvolvimento de habilidades interpessoais, algo que ela considera vital para a construção de ambientes organizacionais saudáveis. Em suas palestras e consultorias, ela frequentemente discute a diferença entre saúde mental e saúde social, ressaltando que a qualidade das relações no ambiente de trabalho é um fator determinante para a saúde emocional dos colaboradores. “São as relações com chefes, colegas e equipes que, muitas vezes, tornam-se gatilhos para o adoecimento e até para o burnout”, destaca.

Além de seu trabalho com empresas, Carol Romano é defensora do aprendizado experiencial. Ela é, inclusive, a única brasileira participando de T-Groups – grupos que exploram dinâmicas interpessoais em tempo real. Essa abordagem inovadora, que não possui um líder ou roteiro definido, permite que os participantes vivenciem e reflitam sobre suas interações, promovendo um aprendizado profundo sobre liderança e relações humanas. “A experiência de um T-group é uma das mais transformadoras para quem deseja compreender e aprimorar relações humanas”, explica a autora.

A Futuro Co.

A Futuro Co. é uma consultoria especializada em innovation growth e wellbeing culture. Em suma, são expressões muito usadas em negócios, gestão e estratégia – especialmente em contextos de transformação organizacional –, combinando estratégias de inovação com práticas de bem-estar corporativo para apoiar empresas na construção de ambientes mais saudáveis, criativos e produtivos.

Com uma abordagem centrada no consumidor, a consultoria desenvolve estratégias de negócios, produtos, serviços e reposicionamento de marcas, além de facilitar processos de transformação cultural. Seus projetos conectam tendências, comportamento, tecnologia e intraempreendedorismo. Dessa forma, o propósito é acelerar mudanças de mindset e preparar líderes e equipes para contextos cada vez mais desafiadores.

Além da frente de inovação, a Futuro Co. atua fortemente na promoção de culturas corporativas mentalmente saudáveis, com foco em segurança psicológica, produtividade sustentável e inteligência relacional. As jornadas conduzidas pela consultoria ampliam repertórios, estimulam novas formas de trabalho e ajudam empresas a fortalecer vínculos internos, tornando as equipes mais coesas e preparadas para gerar valor contínuo. A atuação junto a grandes organizações reforça o impacto do seu modelo, que une desenvolvimento humano, estratégia de negócios e transformação cultural em iniciativas de alto alcance.

Quem é Carol Romano?

Formada em Comunicação e com especializações em psicologia e inovação centrada nas pessoas, Carol Romano alia ciência e prática para apoiar empresas na criação de ambientes criativos e produtivos. Sua vivência internacional, que inclui imersões no Butão e no Japão, consolidou sua visão de que o bem-estar não é acessório. O bem-estar é sim fundamental para o desempenho humano e organizacional. Empresas que investem em ambientes saudáveis e em práticas que promovem o bem-estar tendem a apresentar melhores resultados financeiros. Ademais, elas tendem a construir uma cultura organizacional mais forte e coesa.

A obra de Carol Romano promete ser uma leitura essencial para aqueles que buscam entender como cultivar interações significativas pode levar ao fortalecimento das equipes. E, por consequência, à criação de culturas organizacionais que priorizem a saúde mental e o bem-estar. Assim, o livro não apenas contribui para a discussão sobre a importância das relações. Ele também estabelece um caminho para a construção de um futuro corporativo mais humano e sustentável.

Relações humanas e CDC

De um lado, o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Conjunto de regras que visam proteger os direitos dos consumidores e garantir um tratamento justo e respeitoso. Do outro, as empresas, que devem reconhecer a importância de investir nas relações humanas para assegurar um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

A promoção do bem-estar e das relações interpessoais não é apenas uma questão ética, mas uma estratégia vital para a sustentabilidade e a competitividade organizacional. O fortalecimento dessas relações resulta em um ciclo positivo, no qual colaboradores mais satisfeitos e engajados proporcionam experiências superiores para os consumidores. Isso tem reflexo direto no sucesso dos negócios.

Em tempos de solidão e produtividade exaustiva, repensar as relações humanas nas empresas torna-se um imperativo não apenas moral, mas também estratégico. O futuro das organizações dependerá, cada vez mais, de sua capacidade de cultivar ambientes onde a saúde mental, a empatia e a colaboração sejam pilares fundamentais.

NR-1: saúde mental nas empresas

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que estabelece diretrizes sobre segurança e saúde no trabalho. A nova versão da norma agora inclui, de forma explícita, a obrigação das empresas em identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais. Entre eles, sobrecarga de trabalho, assédio e estresse crônico.

Com a entrada em vigor da NR-1, que terá prazos estabelecidos a partir desse ano, as organizações deverão incorporar esses riscos ao seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso implica na adoção de medidas tanto preventivas quanto corretivas para assegurar um ambiente laboral saudável e seguro.

A não conformidade com as novas exigências pode resultar em fiscalização, autuações e multas para as empresas. Além disso, a falta de adequação pode acarretar riscos trabalhistas, ações judiciais e danos à imagem corporativa.

Dessa forma, a conformidade com a NR-1 transcende a mera questão legal; ela se torna uma necessidade estratégica para a promoção de ambientes de trabalho saudáveis, redução de afastamentos e fortalecimento da cultura organizacional. As empresas que adotarem essas medidas estarão não apenas cumprindo a legislação, mas também investindo na saúde e bem-estar de seus colaboradores.

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