A Claro anunciou nesta terça-feira (2) uma grande mudança em sua estrutura corporativa: o encerramento da marca Embratel. A empresa de telecomunicações passa a consolidar suas operações empresariais e governamentais sob a identidade Claro Empresas. A decisão faz parte da estratégia da operadora para expandir sua atuação além das telecomunicações e reforçar seu portfólio de soluções corporativas, incluindo serviços em nuvem, segurança digital, IoT e TI.
A mudança marca o fim de uma era para a Embratel, que esteve no mercado por quase 60 anos e foi pioneira em diversas inovações tecnológicas no Brasil. A empresa esteve à frente de marcos como o início da discagem direta internacional (DDI), a privatização do Sistema Telebras em 1998, e o suporte à candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Em 2011, Embratel, NET e Claro lançaram o Combo Multi, um dos primeiros pacotes integrados de telecomunicações do país.
Infraestrutura
Mesmo com o encerramento da marca, a infraestrutura da Embratel continua sendo um diferencial estratégico para a Claro Empresas. A operadora possui cinco data centers e cinco satélites, o que a torna a maior empresa de satélites da América Latina, além de uma operação em um dos maiores backbones – rede por onde trafegam dados na internet – do mundo.
Para José Félix, presidente da Claro, a unificação reforça o compromisso da empresa com inovação e conectividade. “Esse movimento nos dá a oportunidade de criar ainda mais conexões, descobrir caminhos e inovar de forma que faça sentido e traga resultados”, afirma. “A Claro Empresas tem um olhar à frente e uma atuação abrangente. Acreditamos no poder transformador do conhecimento. E levamos isso para nossos clientes, de forma a encontrar a solução certa, no momento certo, seja qual for o tamanho da empresa, o tipo de negócio ou área de atuação”.
Expansão e nova estrutura organizacional

Com a reformulação, a Claro Empresas passa a operar com duas unidades de negócio:
- Grandes Empresas e Governo: liderada por José Formoso, essa unidade continuará desenvolvendo soluções customizadas para grandes companhias e órgãos públicos. “Nosso papel consultivo, de conectar todo o ecossistema para desenvolver soluções mais customizadas para os nossos clientes, se mantém”, afirma Formoso. “Seguimos habilitando a inovação das grandes empresas e, nessa nova etapa, ficamos ainda mais fortes, mais completos, mais ágeis e mais inovadores. O nosso segmento precisa evoluir à frente do seu tempo, e também enxergar as necessidades atuais. E, agora, a nossa habilidade de entender o presente e impulsionar o futuro fica ainda mais potente.”
- Pequenas e Médias Empresas (PMEs): sob a liderança de Roberta Godoi, essa divisão buscará ampliar a presença da Claro nesse segmento estratégico. “As pequenas e médias empresas têm nos desafiado a buscar e oferecer soluções que vão além da conectividade, atendendo a crescente demanda por soluções de segurança, armazenamento de dados em nuvem e até equipamentos. E entregar para o cliente o que ele precisa de uma forma simples, ágil, com a qualidade da Claro”, destaca Roberta.
Um novo capítulo para a Claro Empresas
Com a mudança, a Claro passa a operar com três grandes frentes de atuação:
- Grandes Empresas e Governo (B2B);
- Pequenas e Médias Empresas (B2B);
- Consumo (B2C).
O CEO da Claro, Rodrigo Marques, que assumiu o cargo no início de 2025, será responsável por comandar as unidades de Consumo e Pequenas e Médias Empresas, além das vice-presidências operacionais.





