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CEOs brasileiros lideram na confiança em IA generativa

CEOs brasileiros lideram na confiança em IA generativa

Estudo da PwC revela que líderes no Brasil estão mais confiantes que a média global no uso estratégico da IA para inovação e eficiência.
CEOs brasileiros lideram na confiança em IA generativa
CEOs brasileiros lideram na confiança em IA generativa

A adoção da Inteligência Artificial generativa (GenAI) está transformando o modo como os CEOs conduzem suas empresas. A 28ª edição da CEO Survey, realizada pela PwC, mostra que mais da metade dos líderes empresariais brasileiros (52%) já percebeu ganhos de eficiência e produtividade com a implementação da tecnologia. No cenário global, esse número é maior e chega a 56%.

Os impactos positivos, no entanto, ainda não atingiram plenamente as expectativas em relação ao aumento de receita e lucratividade: apenas 34% dos CEOs no Brasil e 32% no mundo notaram crescimento nas receitas, enquanto 31% dos brasileiros e 34% dos executivos globais relataram alta na lucratividade.

Apesar disso, o otimismo segue em alta. Segundo a pesquisa, 61% dos CEOs brasileiros esperam que a IA generativa impulsione os ganhos de suas empresas nos próximos 12 meses. O percentual é superior à média global, que ficou em 49%. A percepção positiva reflete a aposta crescente em tecnologias que ampliem a eficiência, promovam inovação e acelerem decisões estratégicas.

Confiança acima da média global

O Brasil se destaca por apresentar um nível elevado de confiança na incorporação da IA a processos pontuais das empresas. Segundo o levantamento, 51% dos CEOs brasileiros afirmam ter alta confiança nessa integração, em contraste com apenas 33% dos líderes globais. Outros 31% dos líderes brasileiros demonstram confiança moderada e somente 16% expressam baixa confiança. No mundo, 29% ainda mantêm níveis baixos de confiança na IA.

Essa postura mais favorável no Brasil está diretamente relacionada às ações práticas de implementação da tecnologia. Os CEOs que confiam na IA não apenas relataram mais ganhos concretos no último ano, como também têm planos ambiciosos para os próximos três anos.

Integração da IA

Entre as prioridades para o futuro próximo, os executivos brasileiros miram especialmente a integração da IA em plataformas tecnológicas (69%) e em processos de negócios e fluxos de trabalho (56%). A diferença em relação à média global é expressiva: apenas 47% dos CEOs ao redor do mundo planejam aplicar IA em plataformas tecnológicas, e 41% pretendem adaptá-la aos processos e fluxos.

Outras áreas de foco incluem o desenvolvimento de novos produtos e serviços (42% no Brasil contra 30% no mundo), estratégias para a força de trabalho e competências (46% no Brasil versus 31% globalmente) e até mesmo a reformulação do core business, com 33% dos brasileiros atentos a esse ponto, frente a 24% dos líderes globais.

“É necessário reforçar valores como a inovação, experimentação e agilidade. As empresas devem pensar além de usar a IA para tornar processos mais eficientes; é vital que elas usem a tecnologia para criar novas formas de valor e oportunidades para seus talentos. A confiança e o uso responsável da IA são fundamentais para garantir que a cultura evolua de maneira humana e colaborativa”, explica Denise Pinheiro, sócia e líder de Transformação Digital na PwC Brasil.

Impactos na força de trabalho

A pesquisa também revela os efeitos diretos da IA generativa sobre o emprego. Um número relativamente pequeno de CEOs (13%, tanto no Brasil quanto globalmente) afirmou ter reduzido o quadro de funcionários em função da tecnologia. Em contrapartida, 21% dos brasileiros e 17% dos líderes globais aumentaram suas equipes como resultado de novos investimentos em IA.

Os impactos positivos da IA generativa não se restringem à visão dos CEOs. De acordo com a pesquisa Hopes & Fears 2024, que investiga temores e expectativas da força de trabalho, 65% dos profissionais brasileiros acreditam que a tecnologia aumentará sua eficiência no trabalho já em 2025. Esse índice é superior à média global, de 62%.

A percepção otimista também se estende ao mercado financeiro: segundo a Pesquisa Global de Investidores 2024, 80% dos investidores no Brasil esperam ganhos concretos de produtividade impulsionados pela IA.

O futuro corporativo com o avanço da IA

Com a rápida evolução da Inteligência Artificial, a cultura organizacional tende a se transformar em um ecossistema mais ágil, inovador e centrado na adaptabilidade. Assim, IA deixa de ser um suporte e passa a ocupar um papel estratégico no coração das decisões de negócio. Isso exige que líderes e equipes repensem a forma como trabalham, se organizam e colaboram.

Nesse sentido, a chave para essa transição está na experimentação constante e na abertura para o novo. “A engenhosidade e a experimentação serão indispensáveis para desenvolver um ambiente colaborativo, no qual humanos e agentes de IA trabalham juntos para alcançar objetivos comuns. Nos próximos anos, características como criatividade, capacidade de adaptação e disposição para aprender e evoluir serão cruciais para que as organizações prosperem em um cenário cada vez mais impulsionado pela IA”, finaliza Denise.

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*Foto: Shutterstock.com

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Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

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CAPA: Rhauan Porfírio
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