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Os brasileiros perderão a Black Friday em novembro? O Google responde

Os brasileiros perderão a Black Friday em novembro? O Google responde

Nós conversamos com os executivos do Google para saber se os brasileiros realmente precisam se programar para uma nova data. Confira a resposta
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A possibilidade de uma mudança na data da Black Friday vem sendo abordada há um tempo. Isso porque muitos varejistas – boa parte deles de grande porte – acreditam que a data promocional tem canibalizado o Natal. De um lado, os consumidores antecipam as compras de Natal durante a Black Friday e, de outro, há consumidores que querem mais descontos nas compras de Natal por causa da Black Friday.

“As coisas estão muito bem encaminhadas e contamos com o apoio da grande maioria das associações do varejo, varejistas online, grande magazines, principais empresas de eletroeletrônicos e móveis, enfim o mercado inteiro”, explicou Caito Maia, presidente da Chilli Beans, e um dos líderes do movimento.

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O que o Google, grande conhecer do comportamento dos consumidores e do mercado, tem a dizer sobre isso? Conversamos com executivos da empresa para entender se há sentido nessa demanda do varejo e se essa possibilidade é real para os consumidores se programarem. E a resposta é que é bem improvável que a data mude.

“Existe sim uma leve canibalização das compras de Natal, porque muitas pessoas antecipam a compra de presentes, mas essa parcela não é suficiente para enfraquecer o Natal”, afirma Carol Rocha, gerente de insights do Google. Segundo pesquisa da companhia, apenas 9% dos entrevistados declararam que vão adiantar as compras de Natal durante a data promocional.

“A data já está consolidada. O que a gente percebe é uma extensão da temporada de Natal. Como a Black Friday acontece um mês antes do Natal, a gente vê uma extensão do Natal e o varejo como um todo ganha muito mais com isso”, afirma.

De fato, os números da pesquisa realizada pelo Google mostram que mudar a data é mais do que uma simples ação de calendário. É preciso alterar um comportamento que está se consolidando. De acordo com a pesquisa, 33% dos consumidores entrevistados pela companhia planejou comprar na Black Friday. “A imagem de ‘black-fraude’ ficou para trás”, segundo Carol.

O fato é que hoje existem muito mais pessoas comprando na data do que fora dela. Segundo os dados, a média de itens comprados na data é 4, frente aos 3,4 itens registrados no ano passado. A empresa estima que a data deve registrar um crescimento de 20% neste ano em relação a 2016.

Uma nova data promocional?

“Não acredito que isso de fato vai acontecer. Na hora ‘H’, o varejista não vai querer mudar uma data que o consumidor está começando a se acostumar agora”, considera José Melchert, head da Indústria de Varejo do Google.
De acordo com Rodrigo Rodrigues, diretor de Soluções de Marketing da companhia, a mudança está mais para um “barulho” de alguns varejistas do que uma realidade de fato. “O evento se estabeleceu no Brasil e ao se colocar uma outra data pode haver uma confusão na cabeça do consumidor”, afirma.

Para o especialista do Google, pode até ocorrer um movimento para uma mudança, mas será uma outra data promocional, porque nem todos os varejistas vão acompanhar essa mudança, diante da consolidação cada vez mais sólida da data.

Em resumo, para o Google, pode até que ocorra uma movimentação de parte dos varejistas, mas ainda haverá uma Black Friday em novembro para o brasileiro chamar de seu. É esperar agora para ver o que vai acontecer.

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