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49% dos apostadores enxergam as bets como uma forma de obter renda extra

49% dos apostadores enxergam as bets como uma forma de obter renda extra

Estudo inédito no Brasil identificou três perfis de apostadores no País, que enxergam as bets como uma forma de obter renda extra.
Estudo inédito no Brasil identificou três perfis de apostadores no País, que enxergam as bets como uma forma de obter renda extra.
Foto: Shutterstock.
Pesquisa da NielsenIQ revela que 26,3% dos lares participaram de jogos de apostas em 2025. Do total de lares apostadores, 49% indicaram renda extra como principal objetivo na prática; 10% dos que jogam admitem substituir gastos para comportar aposta. Confira o perfil de apostadores e os modelos de apostas preferidos e como esse comportamento impacta a renda.

Em 2025, 26,3% dos domicílios brasileiros fizeram algum tipo de aposta no ano. Estudo inédito da NielsenIQ revela que as bets ganharam espaço nos gastos dos lares. Entre essas residências, 49% enxergam a prática como uma forma de obter renda extra.

“Já havíamos identificado que apostar se tornou uma prática popular e comum na rotina do consumidor brasileiro. Agora, os números apontam também a dimensão que essa prática está tomando dentro dos gastos do domicílio e na renda dos apostadores”, afirma o líder para Insights da Indústria da NielsenIQ, Gabriel Fagundes.

Modalidades e perfil

As principais modalidades de apostas adotadas pelo brasileiro são a Mega-Sena e o Jogo do Tigrinho, indicados por 15,8% e 7,7% dos lares apostadores, respectivamente. O jogo do bicho e as bets aparecem em seguida, com 3,9% e 3,6%.

Para 49% dos apostadores, a motivação é obter uma renda extra. Já 43,5% esperam uma grande mudança na vida. Este segundo perfil é mais comum na Mega-Sena, e tende a realizar jogos mais casuais, com menor frequência.

O Jogo do Tigrinho apresenta maior presença de apostadores de Nível Socioeconômico (NSE) médio (63,3%). Já na Mega-Sena, são mais frequentes os jogadores de NSE alto (45,5%).

A pesquisa também mostrou que lares mais jovens têm maior presença no Tigrinho, com 42,4% dos apostadores até 35 anos. Na Mega-Sena, 49,1% têm mais de 51 anos.

No recorte regional, o Nordeste aparece como a região com maior número de lares apostadores (29%), seguido pelo Sul (28,3%).

Perfis de apostadores

A pesquisa identificou três perfis de apostadores:

  • Casuais“, que jogam pelo menos uma vez por mês;
  • Pro”, que apostam uma vez por semana;
  • Elite”, que também apostam semanalmente e gastam mais de R$ 100 por mês.

Entre os lares apostadores, 73% são classificados como “Casuais”, 28% como, “Pro” e 9,3% como “Elite”. Entre os “Pro”, 65,8% buscam renda extra; entre os “Elite”, esse percentual é de 63,2%.

Bets e o impacto na renda

A pesquisa também analisou o impacto das bets na renda dos brasileiros. Entre os lares com apostadores do Jogo do Tigrinho, 51,1% gastam entre R$ 30 e R$ 100 por mês. Esses brasileiros têm renda mensal entre R$ 1.400 e R$ 2.800, e o gasto com apostas representa de 1% a 7% dessa renda.

Na Mega-Sena, o cenário é mais brando: com apostas mais esporádicas, 55,5% dos praticantes gastam até R$ 30 por mês.

Substituindo gastos por apostas

De acordo com a pesquisa, 10% dos lares apostadores admitem substituir algum gasto devido às apostas. Dentre eles, 47% apontam que a categoria de alimentos perde espaço, enquanto 45,3% dizem que as apostas impactam mais as contas fixas (água, luz, internet).

A principal estratégia adotada pelos consumidores apostadores para acomodar esse novo gasto é reduzir a quantidade de itens comprados – 60% das categorias registraram diminuição no volume adquirido.

Categorias e canais

Categorias relacionadas a indulgências são as mais impactadas nos lares apostadores. Embora importantes dentro do orçamento doméstico, são também as que mais sofrem substituição de gastos.

A cerveja, por exemplo, registra a maior retração na cesta, com queda de participação dos gastos -1,7pp. Em seguida vêm os biscoitos, que diminuíram -0,4pp. Refrigerantes e perfumes também apresentam impactos semelhantes.

O canal que mais se destacou foi o Cash & Carry, tanto entre lares apostadores quanto entre não apostadores. No primeiro grupo, o canal cresceu 1,8pp; no segundo, 1,6pp, em 2025.

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