No mês de março, o faturamento real (deflacionado) do setor atacadista brasileiro cresceu 14,19% em relação ao mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês de 2014, o indicador teve uma leve queda de -1,19% (descontada a inflação).
Os dados são do Banco de Dados Abad/Fia que divulga mensalmente os dados preliminares do crescimento das empresas atacadistas e distribuidoras de todo o País.
De acordo com a pesquisa, que vinha mostrando índices negativos de crescimento (janeiro – 13,93% e fevereiro – 8,15%), o índice de crescimento de março mostra uma reação dos agentes de distribuição neste terceiro mês do ano, embora não tenha sido suficiente para gerar resultados positivos no trimestre. Já que na comparação trimestral, o setor registrou índices negativos em relação ao mesmo período do ano passado: -9,76% (descontada a inflação).
Segundo o presidente da Abad, José do Egito Frota Lopes Filho, na comparação do primeiro trimestre deste ano com o de 2014, é preciso lembrar que a base comparação é alta, visto que o desaquecimento da economia foi verificado no segundo trimestre daquele ano.
?Certamente, ainda teremos meses difíceis pela frente. Há desafios na área econômica e política, cujo real impacto só poderemos avaliar no decorrer do tempo?, avalia o presidente. Mas, ele acredita que o movimento é positivo e abre possibilidade de alguma recuperação real nos próximos meses.
?Estamos levando em conta os dados do Ranking Abad 2015 que apontam para o crescimento nas vendas do varejo de vizinhança e nos supermercados médios do interior do País e principalmente das regiões Nordeste e Centro-Oeste?, afirma o presidente. ?Esse conjunto de bons fatores nos fazem acreditar que será possível crescer em torno de 1,5% no ano?,
finaliza.
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