Com os constantes debates sobre o papel das empresas na economia mundial e nas responsabilidades socioambientais, surgiu uma necessidade por parte das marcas de se aproximar de seus clientes. E já se sabe que isso vem por meio do ativismo: as companhias precisam mostrar que fazem sua parte para o planeta e como atuam para manter essa ligação com o consumidor, em especial os Millennials e a Geração Z, que lideram o grupo entre os mais exigentes. Essa ligação, entretanto, pode vir tanto por ações sustentáveis quanto por fomento à cultura, como à arte urbana.
Para alcançar essa tão sonhada conexão, uma grande parcela delas investe ativamente em sua agenda ESG (Environmental, Social and Governance), com ações ambientais e de responsabilidade social. Dentro dessa última, consequentemente, há uma multiplicidade de pautas para se investir e cada empresa aponta para o segmento que mais for valioso e alinhado aos valores de sua companhia. Mas é importante ressaltar que o lado do “S” da sigla também está muito conectado ao entretenimento e à arte — uma dupla que é intrínseca da personalidade das gerações mais jovens.
Foi pensando nessa poderosa interação entre arte urbana e as pessoas que a Agência InHaus apresentou a segunda edição do NaLata Festival Internacional de Arte Urbana, que termina neste final de semana, uma maneira de apresentar pautas sociais importantes na cidade de São Paulo. O evento conta com o patrocínio de grandes empresas, como o Quinto Andar, cerveja Tiger, Suvinil, One Innovation, Iguatemi, TNT e Mundie e Advogados.
“As marcas cada vez mais têm investido em branded experience não só para estreitar o relacionamento e estar presente em todos os pontos de contato com o consumidor final, mas também como uma forma de alcançar e impactar outros perfis de consumidores, que podem descobrir e se fidelizar à marca”, destacam os CEOs da Agência InHaus, Luiz Restiffe e Juliano Libman.
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ESG na prática: a democratização da arte pelos olhos do consumidor
Dentro do festival, cada empresa teve um espaço dentro do Casa NaLata para gerar ações da marca e se conectar com o público por meio da arte urbana, em Pinheiros, Faria Lima e Largo da Batata. Até então, foram entregues mais de dois mil metros quadrados de arte urbana para a capital paulista, com participação de 11 artistas nacionais e internacionais.
“É por meio de experiências como as que criamos durante o NaLata 2021 que as marcas são capazes de se relacionar de uma forma física e mais presente com o público, fazendo com que ele se sinta mais próximo do que a marca propõe”, explicam os CEOs. “Associar os pilares da marca à arte como um todo traz outra dimensão para as experiências, tornando-as mais potentes e atemporais”, completam.
Mais do que nunca, atrair as gerações mais jovens se tornou um item de desejo para as empresas brasileiras. Por atingirem a maturidade e representarem os novos consumidores ativos da sociedade, os Millennials e a Geração Z tem se tornado cada vez mais exigentes com as marcas que consomem, sempre atentos à agenda ESG de cada companhia.
Para Restiffe, é essencial que as marcas estejam engajadas não apenas com seus processos internos, mas também com a contribuição que deixam para o local em que os consumidores vivem. “Esse mesmo perfil de consumidor faz da agenda de ESG um critério de avaliação de consumo. Então, ao assumir o patrocínio ou apoio a um festival de arte urbana, as empresas assumem também alguns dos pilares do NaLata e outros projetos idealizados pela InHaus. Neste caso, destaco a democratização da arte para o público geral, que muitas vezes não têm acesso ou não se sente à vontade em museus ou galerias de arte, mesmo com a gratuidade de alguns destes espaços”, argumenta.
Essa contribuição com o ambiente, sobretudo quando ele é um meio de contato gratuito e democrático com a arte, salta aos olhos desses novos consumidores, famintos por uma experiência mais agregadora, que vai além do consumo.
A arte urbana como ponto de contato com os Millennials e a Geração Z
Com um forte caráter social, eventos como o NaLata não apenas aproximam os clientes mais jovens das marcas, como também garantem uma divulgação mais orgânica, que vem por meio de publicações nas redes sociais. Desde o lançamento, o evento já conta com centenas de posts que mostram artes realizadas durante o NaLata.
Libman explica que esse engajamento vem também pela relação interpessoal dessas duas gerações com o tipo de arte do evento. “A arte urbana, assim como as outras vertentes, tem essa capacidade de relacionar-se com a sociedade, política, desigualdade e diversidade. Estes são temas muito latentes na Geração Z e Millennials e o grafite não deixa de ser uma expressão do passado, presente e futuro”, comenta o executivo.
Vale destacar que, uma vez que o público reconhece que o fomento à arte também é responsabilidade das empresas — singularmente se essa arte for sinônimo de responsabilidade social —, há uma expectativa de comprovação, sobre como as empresas trazem esse investimento para a vida real e não apenas no plano das ideias.
“A arte é poderosa, carregada em mensagens e desperta sensações, ideias, tirando as pessoas do lugar comum. Oferecer esse acesso a obras em espaços públicos, de modo gratuito e democrático na maior cidade do Brasil, é um marco importante para nesse setor. A tendência é que as empresas e marcas apoiem cada vez mais festivais como o NaLata, ampliando seu diálogo com outros públicos”, concluem os CEOs.
O NaLata Festival Internacional de Arte Urbana vai até o dia 31 de outubro com os contêineres especiais das empresas patrocinadoras. Contudo, os murais pintados ao longo do evento permanecerão expostos por até dois anos nas principais avenidas de São Paulo.
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