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A força dos bancos e a inovação das fintechs: qual cultura irá prevalecer?

A força dos bancos e a inovação das fintechs: qual cultura irá prevalecer?

Será que os bancos estão no limiar de seu poder de influenciar negócios e serem a principal referência para produtos e serviços financeiros? Veja o que o CEO da CB Insights falou sobre essa questão no Money20/20
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Foto: shutterstock

A CB Insights é um fenômeno global de compilação de dados e análise de tendências, uma fundação que provei inteligência de mercado sobre tendências e tecnologias emergentes. Suas newsletters, desenvolvidas na forma de pequenas histórias, trazem também comentários agudos sobre inovação e negócios disruptivos. A força e o poder de influência da CB Insights puderam ser vistos no Money 20/20, no painel “Gradualmente e então repentinamente: o fatiamento de um banco”, apresentando por ninguém menos que Anand Sanwal, CEO e co-fundador da CB Insights.

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Sanwal costuma afirmar que a derrocada da Blockbuster, varejista de locação de vídeos que sucumbiu 1a revolução digital do streaming sempre faz com que se pergunte “quem será a blockbuster da montadoras e automóveis?” ou “quem será a blockbuster dos bancos?”

Segundo a CB Insights, as fintechs estão começando a redesenhar o segmento de bancos, fatiando seus serviços em negócios específicos e modelando uma nova realidade de competição na qual o poder em larga medida está com os clientes, No Money 20/20, o CEO mostrou como a disrupção um impacto primeiramente gradual e depois subitamente acelerado, a partir do desenvolvimento de insurgentes como a Alipay no Oriente e a Amazon no Ocidente, ambas com poder para reinventar o cenário competitivo e estimular a transformação dos serviços financeiros.

Anand fez uma palestra repleta de provocações sobre a disrupção que se forma gradualmente no mercado financeiro, explicitando sua vulnerabilidade. Isso porque a tecnologia está devorando todas as indústrias e segmentos, em diferentes níveis, mas em grande velocidade. A adoção de novas tecnologias é cada vez mais rápida e cada inovação que surge e se apresenta para o mercado. Não por acaso, todas as empresas agora são de tecnologia: Goldman Sachs, JP Morgan, Mastercard, todas abraçando a ideia de renunciar a negócios “antigos” ou superados, para se reposicionar de forma mais qualificada.

O avanço da tecnologia está trazendo maior racionalidade ao mercado, por conta do poder do Analytics. Os dados renovam as possibilidades de qualificação da gestão. Na área financeira, o poder dos dados está recondicionando diferentes serviços, como empréstimos e atraindo competidores até há pouco tempo considerados inesperados, como a Amazon.Ou seja, os mercados e segmentos têm novos e diferentes competidores. Assim, inovações surgem rapidamente e competidores insurgentes surgem em progressão geométrica, de modo incontrolável, porque os custos de lançamento de empresas inovadores são mais baixos do que nunca.

E quais as consequências da demora em se responder às inovações de empresas insurgentes e startups? Simples: empresas morrem e deixam de existir rapidamente. Anand lembra da provocação do CEO da RIM, Blackberry sobre o iPhone, de que um celular de US$ 500,00 não teria futuro, pois não era bom para e-mails. Clássico exemplo de negação.

O CEO da CB Insights afirma que as empresas incumbentes na área financeira são grandes mas terrivelmente lentas e não enxergam exatamente onde está a sua nova competição e quem são as empresas insurgentes e nem onde atuam com exatidão. Em apenas dois anos, as palavras associadas a um banco como o Goldman Sachs mudaram de serviços financeiros para novos meios de pagamento. Sanwal mostrou dezenas de charts que mostraram o tamanho dos diversos mercados financeiros e o quanto há de recursos que podem ser capturado pelas fintechs por meio do fatiamento de serviços diversos hoje concentrados nos bancos. Por extensão, a CB Insights tem centenas de mapas que revelam a força e a variedade de fintechs nos principais mercados do mundo. em todos eles, as empresas insurgentes “fatiam” os serviços de um banco e criam negócios a partir dos pedaços. O grande exemplo é a Amazon, que oferece meio de pagamento – Amazon Pay, cartão de crédito – Amazon Prime Visa, empréstimos – Amazon Lending, Saques – Amazon Cash, recargas com Amazon Rechargeable e assim por diante. Se apenas a gigante do e-commerce já enxergou tantas possibilidades, pense na quantidade de fintechs que podem se apropriar de cada um desses “pedaços” do grande mercado financeiro.

Anand recomenda que as empresas incumbentes tomem medidas urgentes para se proteger do ataque das empresas insurgentes, não necessariamente fintechs, mas gigantes da tecnologia que têm escala e recursos para atacar os mercados dos bancos:

  • Suspendam suas descrenças – sim, há empresas olhando atentamente para o seu negócio e pensando em escolher partes dele para oferecer inovação. Detalhe: não são concorrentes clássicos
  • As empresas devem escolher 3 ou 4 oportunidades ou áreas que julguem imunes à disrupção e as fortaleçam para que recebam inovação de ponta, não apenas incrementais.
  • Finalmente, os grandes bancos — e demais empresas – devem encontrar 5 aspectos que possam tornar possível dessas disrupções realmente acontecerem.

Essas atitudes extrapolam o escopo do mercado financeiro. São válidas para empresas de praticamente todos os segmentos, em larga escala. É recomendável olharmos para nossos negócios em busca de fontes de disrupção. O insurgente é implacável.

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