As vendas do varejo ampliado – que considera as lojas de material de construção e concessionárias caíram 9,3% no primeiro trimestre no Estado de São Paulo. O dado é do levantamento da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e foi levantado com base nas informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
No varjeo ampliado, O faturamento, por consequência, caiu 0,6% no período. Já as vendas do varejo restrito, que não inclui automóveis e material de construção, as vendas caíram 9,1% nos três primeiros meses do ano e o faturamento aumentou 1,8%.
“A crise do varejo se estende pelo País e decorre da diminuição da renda, do avanço do desemprego e da contração do crédito, deixando o consumidor mais inseguro e pessimista, sem disposição para comprar. E o Estado de São Paulo sente mais porque é mais afetado pelas reduções da atividade econômica e do emprego advindas do setor industrial”, disse, em nota, Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
Entre os setores, todos registraram recuo nas vendas no período, com destaque para Concessionárias de Veículos (-19,7%) e Lojas de departamento/ eletrodomésticos/eletroeletrônicos (-19,4%).
Já os segmentos de Farmácias/perfumarias (-2,3%) e Supermercados (-2,8%) apresentaram as menores contrações, porque são setores considerados de bens essenciais.
Com isso, a expectativa é que os números sigam em patamares negativos, mas pode haver uma parada na queda. “O foco é a confiança: precisamos recuperá-la de qualquer maneira. Há uma perspectiva positiva em relação à nova equipe econômica. Acreditamos que, até o final do ano, de forma gradual, o comércio pare de cair e comece a sinalizar uma recuperação, que só deverá vir, de fato, no ano que vem”, afirmou Burti.





