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Vendas em SP caem 2,3% em abril

Vendas em SP caem 2,3% em abril

Segundo Associação, queda na cidade de SP foi em relação a abril do ano passado
Fim do Perse prematuro gera incerteza econômica que, por sua vez, gera um ambiente de instabilidade, com o consumo sendo prejudicado.
Fim do Perse prematuro gera incerteza econômica que, por sua vez, gera um ambiente de instabilidade, com o consumo sendo prejudicado.
Shutterstock

As vendas na cidade de São Paulo caíram 2,3% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Com esse número, a associação espera um recuo médio de 3,1% nas vendas do varejo paulistano nos quatro primeiros meses do ano, devido, principalmente ao aumento da inadimplência.

As vendas a prazo caíram 1,3% em abril, frente ao mesmo mês do ano passado. “O resultado reflete a alta taxa de juros, a desaceleração do crédito, a queda na confiança do consumidor e a retração da renda”, comentou em nota Alencar Burti, presidente ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Na comparação com março, a queda foi maior, de 12,1%. Já as vendas à vista registraram recuos de 3,2% em abril, na comparação com abril do ano passado. No acumulado do ano, a alta foi de 3,8%.

“Os números acompanham a queda da massa salarial e a menor sobra de renda no orçamento do consumidor destinada a compras, devido ao aumento de tarifas”, diz o presidente da ACSP. Comparando-se com março, as vendas à vista apresentaram queda sazonal de 16,8%, devido à diferença no número de dias úteis.

Considerando a inadimplência, a ACSP verificou queda de 8% frente a março e de 8,8% na comparação anual. “Embora a inadimplência esteja sob controle, há uma ligeira propensão a alta, em razão da dificuldade atual de o consumidor negociar dívidas. Isso indica a necessidade de se iniciar as campanhas de renegociação, com descontos, para atrair o consumidor. Ao mesmo tempo, é preciso acompanhar atentamente os indicadores de desemprego – se ele aumentar, a inadimplência cresce”, disse Alencar Burti.

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