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Três tendências para marcas e criadores de conteúdos nas redes

Três tendências para marcas e criadores de conteúdos nas redes

Usuários de redes sociais estão mais conscientes sobre o impacto do conteúdo em sua saúde mental e bem-estar

Três novas tendências de comportamento já estão contribuindo com a produção e o consumo de conteúdo digital e vão continuar a ser influentes nos próximos anos. O Intencionalismo, o Escapismo, e as Comunidades estão conectados a uma mudança de sentimentos e sensações de pessoas ao redor do mundo, e intimamente conectados ao recente cenário de múltiplas crises e desafios.

As três tendências foram identificadas em uma pesquisa feita pela Mindset, consultoria estratégica da WGSN, em parceria com o TikTok. Além de descrever o que cada movimento representa para os usuários da internet, o levantamento também oferece caminhos para marcas e criadores digitais criarem conteúdos que gerarão identificação e engajamento com seu público.

Os sentimentos identificados pela pesquisa como consequência das múltiplas crises recentes no mundo são:

Dissociação – o desejo de se descolar da realidade está se tornando cada vez mais frequente e coletivo,

Ociosidade
– a conexão com o tempo individual e a valorização das pausas,

Aceitação Radical – a percepção das limitações tratar da realidade com mais contentamento –, e o Neo-altruísmo – a valorização da conexão com outros indivíduos.

A pesquisa ainda aponta que a relação das pessoas com a tecnologia tem se tornado cada vez mais dual, ou seja há uma perspectiva dúbia sobre seu papel na sociedade, ao mesmo tempo em que o ambiente digital e físico estejam cada vez mais próximos, tornando-a uma ferramenta para construir um futuro desejável.

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Tendência #1: Intencionalismo

A primeira tendência, o Intencionalismo, tem como marca um olhar mais consciente sobre os impactos do consumo de conteúdo em temas como bem-estar, saúde e produtividade. O movimento também é ditado pelo uso das tecnologias para desenvolver questões sociais. A pesquisa descreve que o consumo de conteúdo deixou de ser exclusivamente uma forma de lazer para se tornar um meio de compartilhar conhecimento. Com isso, as mídias digitais também se tornaram ferramentas de ativismo, dando voz a grupos minoritários ou silenciados. Nesta corrente, surgem novos criadores de conteúdo especializados.

A pesquisa também mapeia a forma como cada tendência se materializa na região da América Latina. No caso do Intencionalismo, o entretenimento passou a ser uma ferramenta para o Desenvolvimento pessoal e profissional. Criadores de conteúdo e usuários compartilham seus conhecimentos sobre trabalho, saúde e bem-estar em linguagem mais acessíveis. O segundo desdobramento é o da Oportunidade, uma vez que a febre do conteúdo digital criou um mercado com novos profissionais da Creator economy, que estão desmistificando este tipo de carreira. Por fim, há o Cuidado, ou seja, a busca por uma relação mais real com aquilo que é consumido no ambiente digital e seus efeitos no indivíduo e no mundo.

Para surfar nessa tendência, a pesquisa recomenda que os criadores de conteúdo tenham consciência do impacto que seu trabalho exerce na vida e na saúde mental de seus seguidores e da comunidade com a qual se conectam. A dica é explorar novos formatos e ritmos de produção, e buscar parcerias alinhadas com seus princípios.

O caminho para as marcas é, além de oferecer entretenimento, criar conteúdo e oferecer ferramentas que se conectam com seu público, respeitando a saúde mental e incentivando que outros players consigam realizar produções similares. Devem, portanto, cultivar a interação com a comunidade, abrindo novas possibilidades para a construção de marca.

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Tendência #2: Escapismo

Já o Escapismo é uma espécie de contraponto ao Intencionalismo. Se por um longo tempo os filtros e retratos idealizados da vida se tornaram a norma nas redes sociais e na produção de conteúdo digital, hoje essa tendência já é outra. Além de buscar relatos honestos sobre a realidade da vida, hoje indivíduos também estão buscando momentos de conforto e segurança no mundo offline e também no online. O escapismo, ou a vontade de sumir da realidade, é movido pelo sentimento do autocuidado para que usuários possam esquecer dos problemas.

Na América Latina, o Escapismo se desdobra em nas macrotendências da Identidade – a personalidade dos indivíduos estão se formando no mundo phygital, criando identidades digitais múltiplas – e do Entretenimento – na qual criadores e outros players estão criando conteúdos de nicho para atender à demanda por leveza na mídia.

O segredo para as marcas é surfar nos nichos nos quais os conteúdos ganham projeção e geram identificação com seu público. As marcas devem se posicionar como curadoras de entretenimento, conectando ecossistemas. Para isso, é preciso confiar nos criadores de conteúdo parceiros, renunciando ao controle do conteúdo de marca e construindo uma relação que permita as condições ideias para a criação de conteúdo relevante.

Já os criadores de conteúdo devem focar em sua profissionalização e estreitar laços com suas comunidades além das plataformas digitais, com o objetivo de criar novas formas de monetização.

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Tendência #3: Comunidades

A terceira e última tendência trata da procura gradual por afinidades em comum dos usuários, ou seja, a busca por Comunidades. A ideia é construir conexões com relevância e laços potentes por meio do conteúdo digital.

Na América Latina, o estudo ressalta que tendência resulta nos movimentos de Interconexão – criando sentimentos múltiplos de pertencimento, nos quais cada pessoa pode pertencer a nichos e segmentos diferentes e inúmeros – e de Ressonância – no qual criadores de conteúdo vêm buscando formas de criar conexões mais verdadeiras, horizontais e igualitárias com suas comunidades, dando mais significado às relações digitais.

A pesquisa aponta que o público terá um papel cada vez mais ativo, direto ou indireto, na produção de conteúdo. As marcas devem, portanto, se integrar às comunidades, uma vez que é essencial criar e incentivar conexões para que as empresas ganhem relevância. Para isso, é preciso valorizar o potencial criativo dos membros das comunidades, dar voz e ouvir.

Os criadores de conteúdo devem seguir o exemplo e estar atentos às vontades de suas comunidades em participar do processo de criação. Devem também ter abertura para compartilhar suas tomadas de decisão e ser criteriosos com as parcerias que vão fechar, uma vez que devem respeitar valores e identidades da comunidade.



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