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Transparência: o que o caso Monark nos ensina sobre o tempo das redes sociais?

Transparência: o que o caso Monark nos ensina sobre o tempo das redes sociais?

Após fala com apologia ao nazismo, Youtuber perde patrocínios, emprego e a internet demanda posicionamento das marcas

No atual momento da digitalização, as empresas estão cada vez mais alertas ao poder que as mídias trouxeram aos consumidores — e o quanto eles, por sua vez, estão atentos aos mais recentes acontecimentos. Um exemplo de como a resposta das redes pode ser definitiva para exigir um posicionamento das marcas ocorreu nesta terça-feira (8), com a fala do youtuber Bruno Aiub, conhecido como Monark, que defendeu a legalização de um partido nazista no Brasil, durante exibição do Flow Podcast.

Com a voz ativa nas redes sociais e empoderados na busca por informações, fica mais frequente o pedido de transparência e posicionamento por parte das clientes para as companhias, sobretudo à margem de eventos impactantes. Isso ficou visível no comportamento público de diversos internautas após as falas do youtuber, que demandaram uma posição das empresas patrocinadoras do podcast.

Vale destacar que a apologia ao nazismo é considerada um crime no Brasil, de acordo com a Lei 7.716, de 1989, também conhecida como a Lei Federal Antirracismo. E consta na Constituição Brasileira, passível a reclusão de dois a cinco anos e multa.

Caso Monark
Foto: compilação de tweets sobre o caso Monark

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Uma demanda instantânea de posicionamento e transparência

Em questão de poucos minutos após a divulgação do programa, os internautas passaram a cobrar um posicionamento instantâneo por parte dos patrocinadores. E o resultado disso foi a resposta de diversas das marcas aliadas ao Flow Podcast anunciando distrato de patrocínio com o programa.

Entre as patrocinadoras que rapidamente se posicionaram sobre o assunto, destacam-se o iFood, Bis (Mondelez), Puma, Finclass e Wiseup.

AMAZON
Reprodução Twitter Amazon

Algumas horas mais tarde, os estúdios do podcast Flow se pronunciaram sobre o ocorrido e anunciaram o desligamento do apresentador do programa. “Ao longo da nossa história, tratamos de temas sensíveis buscando promover conversas abertas sobre assuntos relevantes para a nossa sociedade, sem preconceitos ou ideias preconcebidas, pelo que acreditamos e defendemos. Reforçamos nosso comprometimento com a Democracia e Direitos Humanos, portanto, o episódio 545 foi retirado do ar. Comunicamos também a decisão que a partir de agora, o youtuber Bruno Aiub, o Monark, está desligado do Estúdios Flow”, descreve a gravadora em nota.

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Assim, menos de 24 horas após a divulgação do episódio, todas as marcas se pronunciaram com um posicionamento e desfizeram ou permaneceram com a parceria. Eis a mágica das redes sociais: a velocidade e a rede orquestrada.

Estudio Flow
Foto: Reprodução Estúdio Flow

As redes sociais como espaço de cobrança e acompanhamento

Ser ativo nas redes sociais permite que os consumidores tenham espaço para acompanhar as ações o crescimento das marcas, é claro, mas também significa encontrar em uma plataforma um espaço para cobrar o posicionamento das empresas. E, com tamanha instantaneidade, o tempo de tolerância do consumidor tem sido cada vez menor.

A depender do evento, um único tweet pode ser responsável por tornar uma marca malvista. E é por isso que o tempo de resposta precisa ser claro, curto e objetivo: trazer os valores da empresa e entender o posicionamento dos consumidores nas redes.

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O que o caso do Monark nos deixa de aprendizagem é o quanto o tempo pode ser valioso: empresas que demoraram a ter um pronunciamento perderam uma quantidade considerável de seguidores — e em tempos de internet, isso pode ser um forte indicativo do futuro dos negócios.


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