A Booster Robotics, empresa chinesa fabricante dos robôs humanoides, viralizou nas mídias digitais nos últimos dias com seus robôs jogadores de futebol. A empresa participou da primeira liga oficial de futebol com robôs autônomos, a RoBoLeague, realizada em Pequim, no mês junho.
Esses robôs, chamados T1, são equipados com hardware avançado e sensores visuais que permitem identificar a bola, os adversários e os companheiros, além de se locomoverem e tomarem decisões em tempo real sem intervenção humana. Essa autonomia se deve à Inteligência Artificial (IA) desenvolvida pelas equipes universitárias participantes da competição.



Laboratório de robôs e IA
O CEO da Booster Robotics, Cheng Hao, destaca que a empresa vê as competições esportivas como laboratórios ideais para acelerar o desenvolvimento de robôs humanoides, testando algoritmos e integrando hardware e software em condições dinâmicas e imprevisíveis.
Ele enfatiza que essas atividades auxiliam no desenvolvimento de novas tecnologias e nos testes de segurança para futuras interações entre humanos e robôs. Inclusive, mencionando a possibilidade de no futuro haver partidas mistas entre robôs e pessoas, o que exigirá garantias ainda mais rigorosas de segurança.
Robôs para além do futebol
Na China, a tendência dos “robôs humanos” vai além do futebol. Por lá, diversos eventos usando outras modalidades esportivas, como o boxe, se tornaram campos de prova e laboratório para testes destes robôs. O objetivo é aplicá-los em diversas indústrias e até em funções militares.
Vale destacar que a Booster Robotics está no centro desse movimento com robôs autônomos no mundo, fornecendo o hardware que permite que desenvolvedores criem esses robozinhos com mobilidade e autonomia. O desempenho é comparável às habilidades motoras de crianças pequenas. Embora ainda com limitações evidentes de precisão e quedas frequentes, ao que tudo indica, num futuro próximo veremos mais desses robôs entre nós.





