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CM Saúde: Brasil amplia acesso à mamografia no SUS

CM Saúde: Brasil amplia acesso à mamografia no SUS

Novas diretrizes do Ministério da Saúde para mamografia chegaram e podem transformar a saúde das mulheres.
Novas diretrizes do Ministério da Saúde para mamografia chegaram e podem transformar a saúde das mulheres! Vamos entender o que mudou e como isso impacta você
Novas diretrizes do Ministério da Saúde para mamografia chegaram e podem transformar a saúde das mulheres! Vamos entender o que mudou e como isso impacta você
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O Ministério da Saúde anunciou mudanças no rastreamento do câncer de mama, permitindo que mulheres de 40 a 49 anos façam mamografia “sob demanda”, conforme decisão conjunta com o médico, e ampliando o rastreamento ativo até os 74 anos. A medida busca fortalecer o diagnóstico precoce, já que essa faixa etária concentra quase um quarto dos casos, enquanto 60% ocorrem entre 50 e 74 anos.

O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (23), novas diretrizes para a realização da mamografia. A ideia, segundo a pasta, é aprimorar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Pela primeira vez, recomendarão o exame “sob demanda” para mulheres na faixa etária de 40 a 49 anos. Isso se dará conforme a decisão da paciente e a orientação médica.

Para os consumidores, essa decisão representa um avanço significativo na abordagem da saúde da mulher. A possibilidade de acesso ao exame de mamografia de forma personalizada pode levar a um aumento na detecção precoce da doença, potencialmente salvando vidas.

A pasta também destacou que mulheres a partir de 50 anos devem continuar a realizar a mamografia a cada dois anos, conforme recomendação anterior. Essa estratégia tem como objetivo garantir que as mulheres em todas as etapas da vida possam se beneficiar do rastreamento adequado.

Importante destacar que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recentemente aprovou o manual de boas práticas no tratamento do câncer. A autarquia recomenda mamografias bianuais para mulheres a partir dos 50 anos.

Essa faixa etária, no entanto, tem gerado críticas das principais sociedades médicas, que recomendam a realização do exame a partir dos 40 anos. O Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) defendem que as pessoas devem fazer o exame a partir dos 40 anos. Além deles, a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) também se opõe à realização do exame apenas após os 50 anos.

Mamografia: rastreamento ativo

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância dessa medida. Em um evento de lançamento, ele destacou que a novidade visa garantir o diagnóstico precoce de câncer de mama. Principalmente, em suas palavras, em uma faixa etária que representa quase um quarto dos casos da doença no País. “Enquanto alguns países erguem barreiras e restringem direitos, o Brasil dá o exemplo. E prioriza a saúde das mulheres, fortalecendo assim o sistema público”, afirmou Padilha.

Além da mudança na idade mínima para a realização do exame, também será ampliada a faixa etária para o rastreamento ativo. Com isso, agora a solicitação da mamografia preventiva será feita a cada dois anos até os 74 anos, em vez dos 69 anos anteriores.

Dados apontam que cerca de 60% dos casos de câncer de mama ocorrem entre mulheres de 50 a 74 anos. Ou seja, o envelhecimento se torna um fator de risco relevante. O câncer de mama registra anualmente cerca de 37 mil novos casos e é responsável por um elevado número de óbitos.

Em 2024, o SUS realizou aproximadamente 4 milhões de mamografias para rastreamento e 376,7 mil exames diagnósticos.

O câncer de mama no Brasil

No Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais comum entre mulheres em todas as regiões. Ele apresenta taxas mais elevadas nas Regiões Sul e Sudeste. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, foram projetados 73.610 novos casos, o que gera uma taxa ajustada de incidência de 41,89 casos a cada 100 mil mulheres.

As taxas brutas de incidência e o número de novos casos estimados são cruciais para avaliar a magnitude da doença no território e planejar ações locais. E, por consequência, o ajuste etário permite comparações entre as unidades federativas, eliminando o impacto das variações na composição etária. Veja abaixo as taxas brutas e ajustadas de incidência por regiões e unidades federativas.

Em primeiro lugar, o Rio de Janeiro é a unidade federativa com a maior taxa bruta. E, em segundo lugar, aparece Santa Catarina, apresentando a maior taxa ajustada.

Uma taxa bruta representa a frequência com que um evento ocorre em uma população durante um determinado período, sem considerar variáveis como idade ou outras características. Por outro lado, uma taxa ajustada (ou padronizada) altera a taxa bruta para controlar elementos que podem distorcer a comparação entre diferentes populações ou grupos, tornando a taxa mais precisa e comparável.

Outubro Rosa mais significativo do SUS

Em paralelo, o Ministério da Saúde também anunciou uma mobilização nacional que contará com a atuação de 27 carretas de saúde da mulher em 22 estados do Brasil. Esta iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas. O propósito é ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias, reduzindo assim o tempo de espera no SUS.

A ação teve seus primeiros testes realizados em Goiânia, Goiás, e, durante o mês de outubro, as unidades móveis percorrerão diversas regiões do País. “Estamos construindo um legado permanente para as futuras gerações, que vai além deste mês de conscientização”, afirmou Padilha, enfatizando a ambição do governo federal em estabelecer a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do mundo

O ministro ressaltou a importância do diagnóstico precoce na redução da mortalidade associada ao câncer. Ele destacou sobretudo a necessidade de transformar este Outubro Rosa no mais significativo da história dos 35 anos do SUS. “Devemos assegurar que as mulheres tenham acesso aos exames no momento adequado e que o início do tratamento ocorra o mais rapidamente possível. Essa é a essência das transformações que estamos promovendo no rastreamento”, completou.

Expectativas

As unidades móveis oferecerão uma gama abrangente de serviços voltados para o diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero, incluindo mamografias, ultrassonografias, punções e biópsias de mama, colposcopias, além de consultas médicas presenciais e por telemedicina. A expectativa é de que até 120 mil atendimentos sejam realizados ao longo do mês de outubro, com um investimento de R$ 18 milhões para a execução da ação.

O programa Agora Tem Especialistas já contabiliza a entrega de 11 aceleradores lineares em quatro estados. Em síntese, a meta é entregar 121 desses equipamentos até o final de 2026. A mobilização representa um passo significativo para a melhoria do acesso à saúde da mulher no Brasil. Precipuamente, em um contexto em que a detecção precoce é crucial para o tratamento eficaz do câncer.

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