“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.” – Mário Quintana, Brasil (1906–1994)
Vontade vem do latim voluntas, conectado ao “ato de querer” e ao “libre arbítrio”. Ao longo dos anos, depois de conviver com mais de uma centena de colaboradores, não me esqueço de muitos altamente profissionais e super dedicados, que faziam tudo acontecer com primor; que tinham o desejo de fazer o trabalho bem-feito, eram proativos. Também não sai da minha memória aqueles que eram bem qualificados e até bem-intencionados, mas eram preguiçosos, do latim pigritia, “relutantes em agir”. Ao invés de fazer, eram especializados em reclamar e se justificar, pois é mais fácil e todo mundo pode: não precisa de nenhuma especialização para isso. E tudo era motivo: horários, tarefas, benefícios, clientes, fornecedores, colegas de trabalho.
Para tudo nessa vida é preciso querer e se disponibilizar a fazer. E isso dá trabalho. Requer dedicação, esforço, persistência, consistência, resiliência. Demanda, para além das vontades individuais, desenvolver as “querências evolutivas profissionais coletivas”: querer e se mobilizar para sair da zona de conforto, se desenvolver como ser humano e como profissional, ouvir a opinião do outro, ser solícito, por exemplo. E conviver com quem não quer fazer nada disso não só é bem difícil como pode colocar um negócio em risco.
O fato é que tem muita gente que ainda não percebeu que:
- Ninguém é igual a ninguém, mas todo mundo pode se esforçar para criar um ambiente saudável e harmonioso (é sinal de inteligência tanto saber se impor como saber ceder).
- Má vontade não é nada bom, mas excesso de proatividade não faz bem também (especialmente o volume de “começativas” sem “acabativas”).
- As atitudes estão relacionadas com as motivações (quando nada estimula, encanta, energiza, talvez seja a hora de repensar a profissão e a ocupação).
E você? Como lida com estas questões? Que desafios você já enfrentou com pessoas que têm dificuldades para se autoconhecer, evoluir e aprender? Como lidar com os reativos, com os retroativos, com os relativos, com os proativos e com os hiperativos?
Para mim, é desafiador trabalhar em ambientes para quem tudo é problema e nada é solução, onde não há esforço para buscar um ponto de equilíbrio.
Já dizia o ditado: “Diga-me com quem andas; direi quem és”. Como gestor e empreendedor, selecionar com critério as pessoas que estarão com você nesta empreitada é fundamental. Antes de você mesmo se desmotivar, reclamar ou ficar preguiça de administrar, pense bem na hora de contratar.





