“A vida é 10% o que acontece e 90% como reagimos.” – Charles R Swindoll, EUA (1934).
Do latim expectare, expectativa é “esperar”. Do latim intendere, intenções são “estender para”. Boa parte dos conflitos são gerados na descalibragem entre as intenções e as expectativas de cada um. Uma vez, ouvi de um fornecedor: “Mas a minha expectativa era essa… (e descreveu)”. E eu respondi: “E a minha expectativa é essa outra, bem diferente da sua”. E então ele devolveu: “Minha intenção era essa… (e descreveu)”. E eu completei: “E a minha, essa outra, também nada a ver com a sua”.
E então, como resolver o impasse? Conversando antes, expondo antes, mapeando o processo e os riscos antes.
O fato é que tem muita gente que ainda não percebeu que:
- Expectativa não compartilhada é frustração garantida (se você não contar o que espera, dificilmente alguém vai adivinhar exatamente o que você imagina receber);
- Intenções podem ser óbvias para você, mas os outros nem sempre veem o que você vê (tudo depende do ponto de vista);
- Comunicação e desentendimento andam lado a lado e se retroalimentam (explicar tintim por tintim não é garantia de que o outro vai entender exatamente assim).
E você? Em um mundo dos negócios com tanta informação e tantos canais de comunicação, o que tem feito para facilitar o entendimento e minimizar a confusão? Tem utilizado alguma ferramenta tecnológica? Alguma estratégia para melhorar relações e formalizações?
De meu lado, uso uma métrica de facilitação de entendimento mútuo que desenvolvemos: o Sistema das Relações de Troca. Funciona com etapas de validação, que minimizam as falsas expectativas e mapeiam a efetividade de uma ação a partir do momento em que entra em circulação.
Por exemplo, uma campanha de lançamento de um produto. Ser criativamente maravilhosa e ser veiculada em com boa frequência e cobertura não é a garantia de uma compra efetivada e/ou fidelização pois, por diversas razões, as pessoas podem receber a informação, ou não. Se receberam, podem compreender a mensagem, ou não. Se compreenderam, podem dar valor ou não. Se derem valor, podem agir ou não: comprando, compartilhando, recomendando…
Mensagem a quem quer fazer bons negócios: use e abuse da clareza, da transparência, da consistência. Pergunte, registre, documente, formalize, tenha amparo da lei para tudo o que fizer. O dito pelo não dito já quebrou muitos negócios promissores e desfez boas parcerias.
Já dizia o velho ditado: “o combinado não sai caro”. Vai ficar esperando e arriscar ou mostrar suas intenções e se programar?





