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Nova modalidade de seguro é inspirada em golpes envolvendo Pix

Nova modalidade de seguro é inspirada em golpes envolvendo Pix

Instituições financeiras criaram produtos que indenizam transferências realizadas sob coação, mas não cobrem fraudes de engenharia social via Pix. Entenda
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O Pix está prestes a completar um ano de funcionamento e já trouxe uma movimentação diferenciada ao sistema financeiro brasileiro. A adesão ao sistema de pagamento instantâneo do Banco Central tem números altos: frente ao início das atividades em novembro passado, a quantidade de usuários cresceu 639% e chegou a 101,3 milhões em setembro, segundo dados da instituição. Ao mesmo tempo, a modalidade levantou algumas discussões sobre segurança.

A facilidade para a transferência de dinheiro foi ótima para os brasileiros, que deixaram de depender de modalidades tarifadas como DOC e TED. Porém, a mesma praticidade acabou chamando a atenção de criminosos, o que levou ao crescimento de golpes, tentativas de fraude e até sequestros-relâmpago. Um estudo da Serasa Experian mostra que, a cada oito segundos, um brasileiro sofre uma tentativa de fraude – e a maior parte ocorre no ramo financeiro.

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A situação levou o Banco Central a definir algumas regras de segurança, como o limite de até R$ 1 mil para transferências realizadas durante a noite. Observando a situação, algumas instituições financeiras também passaram a apostar em uma modalidade de seguro específica para o Pix.

Em desenvolvimento

A ideia é que o novo produto ofereça maior proteção aos clientes, disponibilizando indenização dos valores extraviados, de acordo com cada empresa. Algumas instituições que já desenvolveram a modalidade são o Bradesco, Santander e Mercado Pago.

O “Seguro Proteção Digital”, do Bradesco, vale especificamente para os usuários do aplicativo do banco. Ele indeniza transações realizadas pelo app em dispositivos perdidos, roubados ou furtados, incluindo o Pix. Há três planos disponíveis: Classic (R$ 8,99), Exclusive (R$ 11,99) e Prime (R$ 15,99). Eles cobrem, respectivamente, até R$ 20 mil, R$ 35 mil e R$ 50 mil em danos.

A contratação acontece via app e o seguro passa a atuar 24 horas após o pagamento. A empresa explica, porém, que não cobre fraudes, como casos de engenharia social, nas quais o cliente é convencido a fazer um Pix por engano para um criminoso.

No caso do “Santander Seguro Transações”, o produto foi desenvolvido com foco nos clientes obrigados a realizar transferência sob coação (e vale tanto para Pix como DOC, TED e TEF). O produto também é dividido em três planos, com diferentes mensalidades e valor de cobertura. As taxas são de R$ 9,99 (cobertura anual de R$ 3,5 mil), R$ 18,99 (cobertura de R$ 8 mil) e R$ 24,99 (cobertura de R$ 20 mil). A contratação ficará disponível a partir deste mês e pode ser feita tanto pelo caixa eletrônico como pelo app. O seguro também não cobre casos de fraude ou golpe.

Já o modelo do Mercado Pago envolve duas tarifas. Uma mensalidade de R$ 3,50 (com cobertura de até R$ 5 mil) e outra de R$ 5 (com cobertura de R$ 10 mil). Para garantir a cobertura, o cliente precisa notificar o ocorrido em até 96 horas e o modelo vale para perda, roubo e furto de compras, saques em dinheiro e transferências sob coação, incluindo o Pix e QR Codes. O produto foi desenvolvido em parceria com a BNP Paribas Cardif.

Segurança em pauta

O desenvolvimento das modalidades mostra que o mercado começa a se movimentar para as novas possibilidades ligadas ao Pix e até ao Open finance. O que chama a atenção é o fato de as instituições não cobrirem situações de engenharia social, como fraudes e golpes, que estão cada vez mais frequentes.

O conselho geral, nesses casos, é que o usuário preste muita atenção ao validar contatos e situações em que a transferência é necessária. Se uma mensagem passando por uma pessoa conhecida chegar solicitando algum valor, vale fazer uma ligação. Fora isso, links suspeitos e qualquer pedido de senhas ou tokens pedem atenção redobrada.

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Outra medida que garante proteção nesses casos, disponibilizada pelo próprio Banco Central, é a retenção de transações suspeitas por 30 minutos durante o dia e por uma hora no período noturno. O consumidor pode reverter a situação entrando em contato com seu banco.

A adição de uma segunda autenticação para o consumidor, seja um dispositivo adicional ou um mecanismo que garanta maior controle para confirmar a transação realizada também é uma hipótese levantada por órgãos de proteção, como o Idec.

*Com informações do InfoMoney e Uol


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