Na Seara, a leitura de dados ultrapassa a lógica tradicional de indicadores e metas de performance. A companhia tem estruturado uma governança integrada entre Business Intelligence e Consumer Market Insights para ampliar o papel analítico das informações. Transformando, assim, números em narrativas capazes de provocar o negócio e orientar decisões de longo prazo.
A proposta é sair de um olhar exclusivamente diagnóstico e avançar para uma visão inspiracional, conectada a movimentos culturais, novos hábitos de consumo e transformações estruturais do mercado. Nesse modelo, fontes antes vistas apenas como instrumentos de mensuração passam a ter um papel estratégico no entendimento do consumidor.
Nos últimos anos e em 2026, o foco da companhia está em buscar oportunidades que surgem da análise de comportamentos, gerações, temas recorrentes e rotas de negócios menos exploradas.
“Em resumo: além de mantermos o monitoramento tático do que já fazemos, nosso papel é gerar novas discussões e insights para o futuro do negócio”, afirma Carolina Greenblat, head de Insights da Seara.
Narrativas além do técnico

Transformar grandes volumes de dados em narrativas compreensíveis para áreas não técnicas é um dos desafios centrais da área de Insights & BI da JBS. Para isso, a Seara aposta em parcerias tecnológicas e ferramentas capazes de traduzir o monitoramento digital em leituras estratégicas para marketing, inovação e gestão de marca.
A análise vai além das campanhas pontuais e se estende ao acompanhamento contínuo das iniciativas das marcas, conectando dados de comunicação a indicadores de crescimento e inovação.
“Trabalhamos com empresas que nos apoiam no monitoramento digital de todas as campanhas e eventos das nossas marcas, além do acompanhamento das campanhas always on”, comenta Carolina Greenblat, head de Insights da Seara.
Para 2026, a empresa tem outros dois objetivos estratégicos: conectar essas ferramentas ao monitoramento de saúde de marca, entendendo como as campanhas impactam KPIs de crescimento; e integrar as jornadas de acompanhamento digital ao pipeline de inovação.
“Idealmente, novas ideias e produtos devem surgir de movimentos e tendências de comportamento no Brasil. Mas também desejamos observar movimentos globais que antecipem o que chegará ao mercado brasileiro”, acrescenta.
Dados estratégicos para a tomada de decisões
A base de dados da Seara combina profundidade quantitativa e histórico consistente. A empresa acompanha continuamente painéis de consumo, comportamento e performance de vendas, tanto no varejo físico quanto no e-commerce.
“Além disso, monitoramos sistematicamente a saúde da marca: contamos com um tracking de 10 anos de histórico sobre marca, categoria, atributos e territórios, que guiam nossas ações e o planejamento de oportunidades de crescimento”, relata.
Apesar dos avanços tecnológicos, Carolina Greenblat avalia que muitos dos principais erros no uso de dados ainda estão relacionados à forma como eles são utilizados pelas organizações.
A busca por validação de hipóteses pré-concebidas e a pressa por respostas rápidas podem limitar o potencial transformador da inteligência de dados, especialmente quando não há validação adequada dos métodos utilizados.
“Contudo, vejo grandes evoluções nas ferramentas tecnológicas que nos permitem ser mais ágeis com segurança e responsabilidade. Nesse cenário, nosso papel como storytellers e geradores de insights pode ser amplamente potencializado”, frisa.
O futuro do BI orientado ao consumidor
Olhando para os próximos anos, a head de Insights da Seara demonstra otimismo em relação à evolução do BI orientado ao consumidor.
A combinação entre ferramentas mais sofisticadas, profissionais com visão integrada e o uso estratégico do conhecimento tende a gerar vantagens competitivas relevantes.
Para ela, o diferencial estará menos no acesso aos dados e mais na capacidade de transformá-los em inteligência aplicada ao crescimento do negócio.
“Estou realmente otimista de que a integração e o uso estratégico – não apenas dos dados, mas do conhecimento gerado por eles – nos trarão vantagens competitivas de forma mais segura, ágil e voltada à expansão dos nossos negócios”, finaliza.





