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Você conhece os riscos dos QR codes?

Você conhece os riscos dos QR codes?

Esses códigos em preto e branco oferecem agilidade e praticidade, mas é preciso atenção para não cair em golpes. Veja dicas
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Os QR codes se popularizaram com a chegada da pandemia de COVID-19 por possibilitarem uma série de ações sem contato. Esses quadros de pixels preto e branco são um tipo de evolução dos tradicionais códigos de barras, de “resposta rápida”, e agilizam atividades como acessar websites, realizar pagamentos, responder formulários, fazer check-ins e visualizar cardápios. Eles não são exatamente uma inovação, já que existem desde 1994, mas começaram a ser mais usados pelas empresas só a partir de 2011.

Já é comum apresentar um QR code para entrar em shows, teatros, ônibus e aviões. Pesquisa realizada em 2020 pela MobileIron, provedor de plataforma de segurança móvel, entrevistou 2.100 consumidores nos Estados Unidos e Reino Unido e 84% deles disseram que leram um QR code três vezes mais que o normal.

No entanto, apesar da praticidade, esse código também pode apresentar riscos para quem acessa. A mesma pesquisa mostrou que quase 75% não conseguem distinguir um QR code legítimo de um malicioso. Conhecer os riscos de acessar o código e tomar alguns cuidados, portanto, é fundamental para evitar prejuízos. Descubra quais!

QR codes: como funcionam e quais os riscos?

Cada código QR code pode conter mais de quatro mil caracteres de dados, que podem ser utilizados para abrir uma página web, enviar uma mensagem, criar um link para uma aplicação descarregada, entre diversas outras ações. E, assim como muitas outras ferramentas digitais, eles também podem ser usados para fins criminosos ou maliciosos. Não é a tecnologia em si que é perigosa, e sim a finalidade para qual ela é usada. Isso porque o link resultante do QR code pode:

  • Direcionar o usuário para sites fraudulentos, concebidos para roubar informações pessoais;
  • Fazer download de malware (softwares com intenção maliciosa);
  • Conectar a uma rede Wi-Fi comprometida;
  • Servir de phishing para credenciais bancárias ou outras informações pessoais valiosas.

A Head de Marketing e Comunicação na América Latina da McAfee, Paula Xavier, explica alguns dos prejuízos causados por um QR code não confiável: “O malware pode permitir que hackers roubem informações privadas, descubram senhas, causem problemas financeiros para você ou sua empresa, excluam arquivos e tornem seu dispositivo inutilizável. O malware também pode passar para outros dispositivos, então é possível contaminar os aparelhos de amigos, familiares e colegas de trabalho. Ele ainda pode ocupar muito espaço na memória do smartphone, reduzir drasticamente o desempenho e muito mais”.

Entre os prejuízos que podem ocorrer ao escanear um QR code malicioso, Paula destaca que é possível que os golpistas consigam abrir aplicativos de pagamento, adicionar contatos, escrever um texto ou mesmo fazer uma chamada telefônica.

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Principais cuidados para evitar prejuízos

Não há como garantir que um QR code seja confiável apenas observando o código, mas é possível reduzir os riscos tomando alguns cuidados. A primeira dica é usar um leitor de QR code de boa reputação, como o que está integrado à câmera do celular ou aplicativos próprios do criador do hardware ou software do telefone. Outras dicas dadas pela head da McAfee são:

  • Atenção ao link. Geralmente, ao apontar o leitor para o QR code, é possível pré-visualizar a URL.
  • Tenha cautela ao digitalizar um QR code que não esperava receber. Não abra links ou digitalize QR codes recebidos de remetentes desconhecidos. Se a pessoa que enviou for conhecida, confirme com ela esse envio antes de digitalizar.
  • Proteja as suas informações pessoais – tenha cuidado sobre onde e a quem as fornece;
  • Não faça download de aplicativos diretamente de QR codes – os autênticos devem encaminhá-lo para a loja oficial de apps.
  • Algumas fraudes parecerão vir de fontes legítimas. Assim, sempre antes de digitalizar o código, verifique com atenção a procedência dele.
  • Sempre que possível, evite escanear QR codes de locais onde um hacker pode ter substituído o código legítimo por um falso, como em locais públicos (aeroportos, estacionamentos e restaurantes). Procure alternativas, como digitar o link diretamente no navegador.
  • No caso de pagamentos, prefira inserir o cartão ou digitar a chave PIX.
  • Evite escanear o código de papéis deixados no para-brisas do seu carro, por exemplo, com a forma de bilhetes de estacionamento falsos, que são deixados para fazer a pessoa pensar que estacionou ilegalmente e precisa pagar uma multa. É possível, ainda, que os QR codes maliciosos apareçam em folhetos de propagandas ou ofertas falsas de consolidação de dívidas, nas ruas ou na caixa dos Correios.
  • Instale uma proteção móvel, como os antivírus disponíveis para smartphones.

“Se o usuário achar que seu smartphone foi infectado por malware, o primeiro passo é parar de ​​comprar, realizar operações bancárias ou fazer qualquer outra coisa online que envolva nomes de usuário, senhas ou outras informações privadas até que o problema seja resolvido. Se não tiver um programa antivírus no dispositivo, recomendamos instalar um. O software antivírus da McAfee oferece uma proteção premiada para suas informações e dispositivos. É importante adquirir um software antivírus confiável e de renome, já que um malware pode se passar por software de segurança”, recomenda a Head de Marketing e Comunicação na América Latina da McAfee.

Cautela com o QR code deve vir de fornecedores e usuários

Os prejuízos de acessar um conteúdo por um QR code malicioso são especialmente do usuário, no entanto, empresas e pessoas físicas que fornecem o código, independentemente da finalidade, também precisam tomar algumas providências.

Se bem utilizados, os QR codes podem ser vantajosos para empresas, uma vez que agilizam muitas atividades, incluindo ações de marketing. “Essa tecnologia tem muita flexibilidade e potenciais utilizações. Por exemplo, mais do que apenas menus, pode incluir também encomendas e pagamentos em restaurantes; dar acesso fácil a Wi-Fi compartilhado; fornecer conteúdo e informações sobre embalagens de produtos; links para as redes sociais; informações sobre eventos, horários de trânsito, exposições de museus e galerias de arte; pagamentos por smartphone”, lista Paula Xavier.

Do lado dos fornecedores, boas práticas de cibersegurança são criar os próprios QR codes em geradores confiáveis; evitar o uso de links encurtados para permitir que os usuários identifiquem a URL da marca; checar com frequência os QR codes de pagamentos, cardápios e outros, se estes estiverem disponíveis impressos nos estabelecimentos.



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