O volume de vendas no comércio varejista registrou uma retração de 1,3% em setembro ante os números de agosto, quando houve avanço de 2%. O dado, com ajuste sazonal, foi divulgado nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo as informações da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), este foi o pior resultado para um mês de setembro desde o início da série histórica, em 2000. A evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo apresentou uma redução de ritmo ao passar de 0,5%, no trimestre encerrado em agosto, para 0,1% no período encerrado em setembro.
A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora!
De acordo com o IBGE, quando se adota a série sem ajuste sazonal, as vendas no varejo ficaram estáveis (0,1%) ao se comparar os números de setembro de 2018 com igual período de 2017. A pesquisa aponta crescimento no fechamento do primeiro trimestre de 2018 (1%), assim como para o acumulado dos nove meses do ano (2,3%). Ambos os índices em comparação com os mesmos períodos do ano anterior. No entanto, o acumulado dos últimos doze meses, que passou de 3,3%, em agosto, para 2,8%, em setembro, indica uma perda no ritmo das vendas.
Quando entra no comércio varejista ampliado, que inclui a venda de veículo, motos, peças e material para construção, o volume recuou 1,5% na comparação com agosto, descontando parte do avanço de 4,2% do mês anterior. Na comparação com setembro de 2017, o comércio varejista ampliado registrou avanço de 2,2%. Essa fatia do mercado acumulou alta de 5,2% durante o ano e de 4% no terceiro trimestre de 2018.
Números por atividade
A retração apontada pelo IBGE revela que seis das oito atividades pesquisadas registraram números negativos: combustíveis e lubrificantes (-2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (-0,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%). Os saldos positivos foram registrados em móveis e eletrodomésticos (2%) e tecidos, vestuário e calçados (0,6%).
Leia também: Vendas no varejo devem fechar 2018 em alta, segundo ACSP





