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Produtividade no trabalho já supera queda causada pela pandemia

Produtividade no trabalho já supera queda causada pela pandemia

Estudo da FGV considera números da agropecuária fundamentais para crescimento da produtividade no trabalho nos primeiros trimestres de 2023
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Foto: Shutterstock

A produtividade no trabalho foi um grande desafio durante a pandemia de Covid-19. O cenário pandêmico impôs mudanças, como a digitalização, diante das medidas do distanciamento social que aconteceram durante a crise de saúde. As empresas se adaptaram ao movimento e passaram a implantar mudanças na dinâmica com seus colaboradores. Agora, após decretado o fim da emergência sanitária, as tendências têm mostrado números positivos.

De acordo com o Observatório da Produtividade Regis Bonelli do FGV IBRE, a taxa de produtividade do trabalho se mantém acima da tendência de queda que havia antes da pandemia. Essa taxa é divulgada desde 2019, e leva em consideração as pessoas em postos de trabalho, as horas efetivas e as habituais trabalhadas.

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Produtividade no trabalho e os impactos da pandemia de Covid-19

Em 2020, as horas efetivas trabalhadas tiveram uma queda de -14,1% quando comparadas à população ocupada, que somava -7,7%. Já o percentual das horas habituais desceu para -7,5%. A queda nas horas efetivas trabalhadas superou o número de pessoas ocupadas e as horas habituais.

Aos poucos, o mercado de trabalho passou a se recuperar em 2021. Nesse cenário, as horas efetivamente trabalhadas passaram a apresentar um aumento e chegaram a 13,8%. Elas estavam à frente do percentual de pessoas ocupadas e das horas habituais, com respectivamente 5,0% e 5,1%.

O crescimento seguiu em passos lentos em 2022, quando os percentuais apontavam 7,4% no número de pessoas ocupadas, 7,7% no total de horas habitualmente trabalhadas e 7,9% no total de horas efetivamente trabalhadas.

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Taxas de crescimento diminuem quando comparadas ao mesmo período no ano anterior

O ano de 2020 mostrou que a média das horas efetivamente trabalhadas teve um avanço de 12,7%, enquanto as habituais cresceram 4,7% e as pessoas ocupadas aumentaram 4,9%. O indicador de produtividade passou a mostrar comportamentos opostos aos vistos durante a pandemia quando os números são comparados com os de pessoas ocupadas e com a produtividade por hora habitualmente trabalhada.

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento da produtividade em 2021 foi lento no primeiro trimestre. O mesmo aconteceu no segundo trimestre. Enquanto as horas efetivamente trabalhadas recuou 7,9%, as habituais diminuíram 0,3%. Já a taxa de pessoas ocupadas desceu para 0,2%.

O mesmo ritmo desacelerado foi notado em 2022. Foi notado um declínio de 4,5% no tempo efetivamente trabalhado, enquanto o habitual recuou 4,3%. A métrica mostrou ainda que a taxa de pessoas ocupadas diminuiu 4,1%.

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2023 e a evolução no cenário da produtividade no trabalho

Uma mudança no cenário e elevações nas taxas de produtividade passou a ser vista desde o primeiro trimestre de 2023 e seguiu para os demais. No segundo trimestre, por exemplo, a produtividade por hora efetivamente trabalhada, por hora habitualmente trabalhada e por pessoal ocupado apresentaram um avanço de 0,6%, 0,4% e 0,2%, respectivamente.

Quando levados em consideração a produtividade por hora efetivamente trabalhada, por hora habitualmente trabalhada e por pessoal ocupado, houve avanços de 2,3%, 2,2% e 2,4%, respectivamente, quando comparados os dois primeiros trimestres de 2023 com o mesmo período em 2019.

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O desempenho da produtividade nos setores

A agropecuária tem apresentado boas taxas desde 2022. Porém, em 2023 ela conseguiu maior destaque. No primeiro trimestre de 2023, o setor passou por um crescimento expressivo, que seguiu para os demais períodos. O aumento interanual de pessoas ocupadas foi de 23,1%, enquanto as variações das métricas que consideram o total de horas habitualmente trabalhadas e o total de horas efetivamente trabalhadas foram de 22,4% e 21,8%, respectivamente.

Já na indústria, foi notada uma queda interanual de produtividade nos três primeiros trimestres de 2022 e uma variação positiva no último. As taxas positivas seguiram para 2023. Os números apontaram para uma elevação de 3,0% na produtividade por horas efetivamente trabalhadas, de 3,9% na produtividade por horas habitualmente trabalhadas e de 3,1% na produtividade por pessoal ocupado.

O setor de serviços passou por vários trimestres de quedas interanuais na produtividade. Mas, a partir do segundo trimestre de 2023, aconteceu um crescimento de 0,7% na produtividade de horas trabalhadas. O aumento aconteceu também nas horas efetivamente trabalhadas e nas taxas de pessoas ocupadas, com 0,3%.

O estudo do Observatório da Produtividade Regis Bonelli do FGV IBRE considera os números da agropecuária fundamentais para o crescimento da produtividade agregada nos dois primeiros trimestres de 2023. Os indicadores da indústria do setor de serviços também tiveram participação no aumento das taxas.


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